Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, fez uma palestra em uma universidade nos EUA. No final, um aluno o perguntou se era verdade que homossexuais estavam sendo condenados à morte no Irã. Ahmadinejad respondeu que não, afinal, não existem homossexuais no Irã. A platéia rachou de rir.
Provavelmente se um representante da China vir ao Brasil dizendo que lá existe liberdade de expressão, a reação será a mesma (espero). Tem coisas que não tem cabimento. Democracia na Coréia do Norte, liberdade de expressão na China, a religião como “cura” do homossexualismo. Provavelmente, se afirmarem essas coisas, você irá rir. Então, por que acreditar em sustentabilidade num mundo capitalista?
Se você recicla, toma banho rápido e usa transporte coletivo, parabéns, não faz mais do que a sua obrigação, mas está longe de ser uma pessoa sustentável. Sustentabilidade não é apenas um conceito ecológico, mas também social.
Já imaginou se fizermos um iPhone para cada habitante da Terra, buscando a igualdade? Acabaríamos enterrados em lama tóxica. Já imaginou tirar o iPhone de quem o “conquistou”? Teríamos a 3ª Guerra Mundial.
O capitalismo visa a livre iniciativa e a competição, é baseado em sucesso versus fracasso. A sustentabilidade em igualdade e equilíbrio. Provavelmente tornar o mundo sustentável incidiria num atraso tecnológico, pelo menos de início. Então, você está disposto a isso?
Parece que as pessoas preferem se decepcionar do que encarar a verdade. Acreditam e depois criticam a falsa sustentabilidade de eventos como o SWU, pasmem, criado por um publicitário… aposto que Ahmadinejad morreria de rir ao ouvir isso.
Acorda Alice, você não está no País das Maravilhas. Num mundo perfeito, capitalismo e sustentabilidade podem conviver em harmonia, mas você não está num mundo perfeito. A não ser que os pobres desenvolvam a habilidade de comer plástico e lixo tóxico, o mundo capitalista jamais será sustentável. Por favor, deixe de ser ingênuo, curta seu show sem culpa ou faça algo pra mudar.
O SWU começa com você acreditando em toda essa mentira. E termina com você decepcionado.
Pra quem ficou com preguiça de ler tudo, tem um filminho que explica melhor a História das Coisas.
Esse é o tema de uma pesquisa que estou fazendo no curso de filosofia. É uma pesquisa pequena, pois sei que o assunto dá muito pano pra manga.
É comum eu ouvir pessoas me perguntando: você vai pesquisar sobre pichação ou grafite? Minha pesquisa é mesmo sobre pichação como arte. Grafite, pra mim, não tem mais o que se discutir, uma vez que empresas pagam pelo trabalho, existem cursos e o melhor, já entrou no museu. Acredito que o grafite já se consagrou arte, e comercial. Por isso mesmo, vem se tornando o mais novo alvo de pichações.
Grafite e pichação sempre foram aliados. Um não atropelava o outro. Mas quando o grafite começou a ser visto como arte, muita gente se utilizou dele para fugir da pichação. Pessoas pagaram para que grafitassem o seu muro, sendo assim, ele não seria mais pichado. Muito desses grafites, atropelaram várias pichações, começando aí um conflito. Hoje, o grafite aliado é visto com maus olhos pelos pichadores.
Para ambientar melhor o assunto, postei abaixo dois vídeos, um sobre a pichação no Rio de Janeiro, outra sobre a pichação em São Paulo.
Se você souber de algo sobre o assunto, tiver um livro para indicar, ou qualquer dica, por favor, deixe seu comentário.
No ano de 2009, os coletivos i|z fotos, Garapa e o fotógrafo Gustavo Pellizzon documentaram a construção/repercussão do muro na favela Santa Marta.
Parte de um projeto maior, que inclui a ocupação policial e urbanização da favela, este muro é foco de grandes debates. O argumento oficial, que justifica-o como “ecolimite” é questionado pelo seu simbolismo segregacionista.
Foram R$ 2 milhões de reais gastos para construir aproximadamente 650 m de muro, por 3 m de altura. Este projeto está sendo implementado em outras favelas da cidade.
Recebi o link desse post via Twitter pela minha amiga @silpocay. Curti demais. É o trabalho de um coletivo de alemão, o Neozoon. Arte e protesto contra o uso de peles de animais na moda, demais.
“Neozoon, criativo coletivo alemão, decidiu povoar os muros de grandes centros com os maquiavélicos casacos moldados na forma de animais. Ao reviverem – pelo menos por alguns segundos – os pobres bichanos, o grupo cria uma atmosfera lúdica, nostálgica e bastante ácida.” do blog da revista Zupi.
Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Europeia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos.
Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.
(Ativistas plantam os dizeres “Livre de Transgênicos” na Suiça)
Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia. (Leia aqui, em inglês).
Justamente hoje que eu acabei de colocar o widget dos peixes ao lado, vejo a notícia de que os peixes da Lagoa Rodrigo de Freitas estão morrendo. Fiquei muito triste, o ser humano me surpreendeu mais uma vez.
Adoro peixes e me assusto com a incapacidade do ser humano em conviver em harmonia com o meio ambiente. Moro em Campinas, e na avenida Norte-Sul estão revitalizando uma praça, fizeram até um pequeno lago.
O projeto nem ficou pronto, mas com o lago, hoje eu já pude ver uma garça e um quero-quero no local, em meio ao caos do trânsito. Ou seja, a capacidade de recuperação da natureza é altíssima, mas no final o ser humano sempre consegue estragar tudo.
Tenho um aquário em casa, por causa da minha postura ecológica, alguns amigos me questionam por ter peixes “presos” dentro de casa. Confesso que me questiono também, mas está aí um dos meus maiores prazeres na vida, o meu aquário.
E, olhando casos como esse da Lagoa Rodrigo de Freitas, vejo que os meus peixes estão sendo muito bem tratados, mesmo “presos” dentro de casa. Afinal, o meio ambiente aí fora não está pra peixe.
Pra você que gosta de frutas secas, chás etc, tem uma boa dica no Baú de Downloads.
São 2 manuais de como fazer o seu próprio desidratador de alimentos, um da Esalq/USP e outro da Fazenda Figueira. Tudo bem que possa parecer complicado, mas nada impede que você encomende o desidratador com o marceneiro. Pra um profissional, deve ser bem fácil de montar.
Você pode baixar o PDF e meter as caras na montagem. Depois, suas frutas secas e chás poderão ser feitos em casa mesmo. Além de bom, evita o desperdício, pois conserva alimentos que poderiam ter o triste destino de ir pro lixo.
Um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca