Quando mostrei a foto e a matéria abaixo pra minha filha de 8 anos, ela disse: “Pai, isso é invenção das pessoas“. Ou seja, nossas crianças já estão acreditando mais no McDonalds do que em nós mesmos.
Se você der um Google vai ver que a notícia teve mais eco nas redes sociais do que na grande mídia, o que explica muito toda essa confiança conquistada pela rede de fast-fútil.
A notícia já foi verificada e a empresa disse que vai mudar sua receita nos EUA, mas e o Brasil? Já que o Jamie Oliver comprou a briga lá na gringa, bem que a Ana Maria podia fazer o mesmo no Brasil. Difícil né?
Parece que, por aqui, quem acredita no McDonalds vai continuar comendo sobras de carne. Veja mais detalhes abaixo.
(roubei do Facebook)
Após o chefe de cozinha e ativista Jamie Oliver descobrir – e divulgar em seu programa de TV – que a rede McDonald’s utiliza hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosas em recheio para seus hambúrgueres nos Estados Unidos, a marca anunciou que mudará a receita, segundo informações do jornal Mail Online. “Estamos comendo um produto que deveria ser vendido como a carne mais barata para cachorros e, após esse processo, dão o produto para humanos“, disse Oliver. “Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?“, questiona.
O QUE É HIDRÓXIDO DE AMÔNIO?
O hidróxido de amônio, de fórmula química NH4OH é uma base solúvel e fraca, só existe em solução aquosa quando faz-se o borbulhamento de amônia (NH3) em água.
Hidróxido de Amônio não é considerado cancerígeno pela OSHA.
Resumo de riscos: Nocivo quando ingerido, inalado e absorvido pela pele. Extremamente irritante para mucosas, sistema respiratório superior, olhos e pele.
Efeitos agudos: A inalação pode causar dificuldades na vítima como consequência: espasmos, inflamação e edema de garganta, pneumonia química e edema pulmonar.
Efeitos crônicos: A exposição repetida ao produto pode causar tosse, respiração ruidosa e ofegante, laringite, dor de cabeça, náusea, vômito e dor abdominal.
Documentário que discute os padrões da sociedade a partir da visão de artistas independentes.
São depoimentos de profissionais das mais variadas áreas de atuação dentro da arte que, de alguma forma, usam seus trabalhos para denunciar a falsa grandeza das verdades absolutas e do medo de se fazer escolhas diferentes na vida. Num mundo onde a liberdade é caçada por cifrões e padrões, os personagens surgem como a exceção que procura enxergar um mundo novo com possibilidades ofuscadas pela superfície do comum.
Como disse Nietzsche: os que dançavam foram considerados loucos por aqueles que não conseguiam ouvir a música.
Gostei muito da frase do Tenente: o cachorro é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro. Pura filosofia de buteco, mas muito divertida.
O Instituto Alana fez o 1º protesto do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. Eles foram para a porta da sede da Mattel, em São Paulo, entregar o troféu de “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011” e questionaram a quantidade alarmante de publicidade da empresa direcionada ao público infantil: foram aproximadamente 8.900 comerciais veiculados em 15 canais, nos 15 dias que antecederam o Dia das Crianças.
O dado é um dos resultados da pesquisa inédita “Monitoramento da publicidade de produtos e serviços destinada a crianças”, realizada entre 27 de setembro e 11 de outubro pelo Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana.
A empresa campeã foi a Mattel, com 50% de publicidade a mais que a segunda colocada, a fabricante Hasbro, que anunciou cerca de 6 mil vezes para crianças no período.
Embora as marcas de brinquedos tenham sido as mais anunciadas nos dias monitorados, o direcionamento de publicidade para o público menor de 12 anos não se limita a produtos infantis. O levantamento identificou que, entre todas as publicidades veiculadas no período, a criança foi alvo de 64% dos anúncios.
Veja os principais dados da pesquisa:
Nas semanas que antecederam o Dia das Crianças o mercado não perdeu tempo em dizer para os pequenos os que eles devem comprar e usar. Estamos pertinho do Natal e haverá um novo bombardeio de publicidade…
Hoje as crianças são um alvo preferencial dos apelos para o consumo. São elas que passam a maior parte do tempo em frente às tevês – em média mais de cinco horas por dia, segundo último levantamento do Ibope, de 2010. Também já se sabe que os pequenos participam do processo decisório de 80% das compras da casa, de acordo com pesquisa da Interscience, de 2003. Mas anunciar para esse público não é ético.
Estudos em todo o mundo mostram que não há vantagem para o desenvolvimento infantil expor crianças a apelos comerciais. Existe, sim, um consenso de que esses apelos têm um impacto relevante em problemas recorrentes da sociedade atual, como a obesidade infantil, o consumo precoce de álcool, a adultização da infância e a diminuição das brincadeiras criativas. Fora o tal do estresse que os pais passam a cada cabo de guerra que travam com os filhos para explicar que é impossível ter tudo o que se quer.
EYESAW é um coletivo ou artista de rua que declara guerra à propaganda subvertendo-a. Segundo ele, não é só porque você tem milhares de opções de junk food que precisa se alimentar dessa merda. A quantidade de opções não a torna a melhor coisa a fazer. E a melhor maneira de dizer isso foi justamente subvertendo as artes da propaganda de alguns ícones do junk food.
Esse último me lembrou do fato do McLanche inFeliz do filme Rio, que deu o que falar.
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