Suiça livre de transgênicos; Monsanto admite falha

março 10th, 2010 § 0

Vi esse post no Blog do Greenpeace e fiquei muito feliz. Leia abaixo:

Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Europeia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos.

Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.

(Ativistas plantam os dizeres “Livre de Transgênicos” na Suiça)

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia  é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia. (Leia aqui, em inglês).

Se Chico Buarque fosse publicitário

março 10th, 2010 § 0

Desconstrução

Criou daquela vez como se fosse a última.
Fez cada job seu como se fosse o único.
Pensou o dia inteiro e ficou o máximo.
Mandou pro atendimento num e-mail tímido.

Teve que refazer como se fosse máquina.
A campanha reprovada com argumentos sórdidos.
Criou mais uma vez outros roteiros mágicos.
Esperou aprovação como se fosse lógico.

O cliente não gostou e aconteceu o trágico:
pediu pra refazer como se fosse um príncipe.
Tentou reagir mas se sentiu estático.
Pensou mais uma vez no concurso público.

E virou a noite inteira parecendo um bêbado.
Comeu pizza de novo e ficou mais flácido.
Bebeu a noite inteira cafezinhos básicos.
Saiu de manhazinha se sentindo estúpido.
E ainda teve que voltar pra terminar no sábado.

Vi no PropagandaMT

E aí, alguém se propõe gravá-la?

Jesus te ama com camarão

março 5th, 2010 § 0

Estavam eu e o @juniorvaller no trânsito quando nos deparamos com esse carro. Dá uma olhada nisso. Ou é um caso de conflito existencial ou está difícil de pagar a prestação do carro, por isso, tanta propaganda.

Já que é pra misturar as coisas, acho que assim ficaria melhor:

Estas triste, desanimado
Aqui tem:
Peixe, camarão
Bacalhau, vieira
Tudo mar
Preserve a natureza
(mesmo) Tudo dando errado
Jesus pode te ajudar

Ass: Doblo

O mais engraçado é a carinha da arara como quem diz: Eu recomendo!

Marilena Chauí responde: por que filosofar?

março 5th, 2010 § 0

Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Referência: CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Editora Ática, São Paulo, 2000. Pg 17.

Você não sabe que é Marilena Chauí? Veja aqui, aqui e aqui.

Clique aqui e baixe o livro Convite à Filosofia do Baú de Downloads do Brechó.

Porra Maurício!

março 4th, 2010 § 0

Conheci o site ontem pelo twitter da @ticianetoledo, Confesso que estou rindo até agora.

É a Turma da Mônica Bizarra. Cada questionamento, cada coisa, que porra, só lendo pra ver. O site começa quase te matando de rir com o seu avatar, dá uma olhada abaixo.

Se você lia Turma da Mônica e está de mau humor hoje, você tem que conhecer o PORRA MAURÍCIO!. No mais, o site mostra quadrinhos escolhidos a dedo com comentários “bem pertinentes”. Uma bela maneira de tirar de contexto e fazer rir.

100 maneiras de dizer foda-se

março 1st, 2010 § 0

Millôr Fernandes sempre lutou pelo direito ao foda-se. Agora, parece que a causa ganhou proporções internacionais. Viva o direito universal ao foda-se!

Enfim a verdade

fevereiro 19th, 2010 § 0

Vi no Trabalho Sujo

Qual é a diferença entre o DVD pirata e o original?

fevereiro 19th, 2010 § 0

Muitas eram as lendas sobre estragar os aparelhos. Mas com a chegada dos gravadores de DVD, agora nem a minha avó acredita mais nisso. Segundo a imagem abaixo, a única diferença está no que você é forçado a assistir. Ótima imagem que recebi via twitter do hackbarth.

Todo carnaval tem seu fim

fevereiro 17th, 2010 § 2

Pra mim, essa é uma das melhores músicas dos Los Hermanos, mas hoje apenas me utilizo do título pra comentar um pouco sobre os toques de recolher.

Em 2000 um amigo meu foi morar na Colômbia, passou 1 ano lá. Ele me falou muito bem do país e contou uma curiosidade: nos cassinos, que eram a balada de lá, às 2h em ponto, acendiam as luzes e acabava tudo, como um toque de recolher.

Fazíamos faculdade em Taubaté nessa época. Éramos acostumados a festas que não tinham hora pra acabar. Me lembro de carnavais em clubes que disputavam qual terminava o baile por último. Saí muitas vezes do baile com o dia já claro.

Nos tempos de Serra as coisas mudaram por aqui. Não sei se só no estado de São Paulo ou em todo Brasil. O carnaval desse ano tinha horário pra terminar. O som era cortado às 2h em ponto, como um toque de recolher também.

O que acho engraçado é que o que parece uma mudança brusca pra mim, parece que foi muito bem aceita pelo resto. Além dos que apoiam, tem o que nem reparam, nem se lembram como era antigamente.

Tenho medo do meu filho não conhecer uma noite de carnaval sem fim. Acho que o carnaval é um mal necessário às pessoas, eu pelo menos não abro mão. Citando Los Hermanos: “Deixa eu brincar de ser feliz, Deixa eu pintar o meu nariz”.

Chomsky e as estratégias de manipulação

fevereiro 9th, 2010 § 1

O lingüista estadunidense Noam Chomsky [ 1 ] [ 2 ] [ 3 ], que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade.

Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Recebi esse texto no e-mail, via Brunno. Vale a penar ler e reler:

1- A estratégica da distração.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

2- Criar problemas, depois oferecer soluções.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da degradação.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4- A estratégica do deferido.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que?

“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

8- Promover ao público a ser complacente na mediocridade.

Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- Reforçar a revolta pela culpabilidade.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

* Não cheguei a checar a fonte do texto de fato, mas pelo pouco que conheço das ideias de Chomsky, ele faz muito sentido.

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