Paradinha é para os fracos

julho 28th, 2010 § 0

Dá uma olhadinha no que esse cara fez. Olha como ele cobrou o pênalti, que catiguria.

Ele é da seleção sub-19 da Espanha. Será a Espanha a nova potência do futebol? Não sei, mas o momento parece bom.

Liberdade de expressão: Perdeu Playboy

julho 19th, 2010 § 0

Todo mundo já deve estar sabendo, a Playboy portuguesa foi fechada. Todas as revistas foram recolhidas. Tudo isso por causa da capa abaixo.

Não, não foi o governo de Portugal que a fechou, foi a matriz da Playboy nos EUA. É, parece que o grande inimigo da liberdade de expressão quebrou o silêncio.

Não, não estou falando da religião. Estou falando do mercado. Ou você escreve, posta, ilustra, fotografa o que o mercado quer ou está na rua, perde o patrocínio etc. Taí o grande vilão da liberdade de expressão em tempos de neoliberalismo.

Você pode achar que a igreja católica portuguesa esteja por trás disso, mas saiba que os EUA são os inventores do fundamentalismo religioso. Sim, eles são fundadores do Fundamentalismo Cristão. E a Playboy deve fazer parte dessa cúpula. Quem diria?

Por mais estranho que lhe pareça, o livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” de Max Weber (pasme, ele não é um piloto de Fórmula 1) explica bem a possível relação entre o modelo de negócio americano, no caso a Playboy e a religião protestante.

Neste livro, Weber avança a tese de que a ética e as ideias puritanas influenciaram o desenvolvimento do capitalismo. É aquele velho papo de que o trabalho enobrece o homem e que a mente vazia é a oficina do diabo levada às últimas instâncias fundida com uma certa meritocracia divina.

Espero que depois disso, o povo da superfície entenda porque escândalos de grandes marcas não aparecem na grande mídia. Afinal, eles são os grandes anunciantes que pagam a conta no final. São eles que pagam os salários dos jornalistas e chefes editoriais.

Alex Bogusky defende o fim da publicidade para o público infantil – ‘Não é justo’ com as crianças

julho 15th, 2010 § 0

Eu já era fã do trabalho dele, agora passei a admirar também as atitudes e ideias do Bogusky. Encontrei esse post no Criança & Mídia e o reproduzo aqui na íntegra, vale a pena lê-lo.

Alex Bogusky, sócio fundador da agência Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial esta semana ao anunciar sua saída da publicidade e seu objetivo de “participar da revoluçao cultural que está acontecendo em sua maior parte fora da publicidade“. Na semana anterior, no entanto, durante o Festival de Publicidade de Cannes, Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Bogusky argumenta que as crianças não estão prontas para lidar com a publicidade em função do estágio de desenvolvimento em que estão. “Seus cérebros são fundamentalmente diferente (dos adultos), a principal diferença é que o desenvolvimento do lado direito do cérebro não começa realmente antes dos 12. Isso é importante porque sem o lado direito envolvido, todas as decisões e conceitos são muito ou preto ou branco“, descreve. As crianças dividem as coisas entre boas e ruins, diz ele, não entendem o cinza, e por isso não estão equipadas para entender a publicidade da mesma maneira que um adulto.

Segue imaginando o que aconteceria se a publicidade para crianças simplesmente acabasse. Sugere que o relacionamento entre pais e filhos melhoraria, já que não haveria mais a publicidade levando as crianças a fazer pressão para os pais comprarem isso ou aquilo. “Mais de 10% das crianças de 12 a 13 anos admitem pedir mais de 50 vezes aos seus pais para comprarem produtos que viram em anunciados. Só isso já basta para fazer todos os pais assinarem uma petição“. Bogusky acredita também que sem a publicidade, as crianças melhoraria sua auto-estima. “Mais da metade das crianças pesquisadas (53%) disseram que comprar certos produtos fazem com que elas se sintam melhor sobre si mesmas“, diz.

E o que aconteceria com, por exemplo, os canais de TV para crianças? Cartoon e Nickelodeon desapareceriam, imagina Bogusky. A garotada lamentaria, mas conseguiria conviver com isso. “As crianças seriam forçadas a levantar do sofá e pensar em novas maneiras de se divertir. Algumas dessas brincadeiras poderiam até mesmo incluir atividade física“, propõe, sem esquecer que o computador e os videogames também seriam uma opção (“pelo menos têm um pouco de interação”).

E o mercado publicitário, como fica? O dinheiro destinado a publicidade para crianças não some, ele migra para outras ações, prevê. Mas para quem tem negócio especializado em publicidade para crianças, Bogusky avisa – “seu negócio será uma baixa”. Segundo ele, uma estimativa moderada de quanto o marketing para crianças movimenta chega a US$ 15 bilhões por ano. “É chocante descobrir que isso é 250% mais do que era em 1992. Para mim, esses números são assustadores”. Cita os países europeus onde a publicidade para o público infantil foi proibida, em especial a Suécia, que tomou a decisão por considerar que anunciar para elas “não é justo” em função do estágio de desenvolvimento do cérebro. “Eu concordo”, diz ele.

Bogusky passa pela questão da ética vs lucro e sugere que seria mais interessante para os lobistas da indústria do fast food defenderem a proibição da publicidade para crianças. Afinal, se for criada uma legislação nesse sentido, a indústria do fast food ganharia em imagem por estar “do lado certo” da questão. “Talvez nosso próprio mercado (publicitário) possa fazer lobby para isso. Deus sabe que os publicitários precisam aparecer positivamente na mídia“, ironiza.

A proposta final de Bogusky é transformar em índice a maneira como as empresas lidam com a ética e o uso equilibrado da publicidade. Já que as companhia são avaliadas por seus impactos na saúde, sustentabilidade, ética no tratamento dos funcionários e até dos animais, por que não serem avaliadas também por sua ética em relação às crianças. “Qual sua pontuação na prática ética e justa da publicidade? Isso pode ser mensurado e quantificado e pode se tornar parte da decisão de compra. Não apenas para quem tem filhos, mas para todos os consumidores”, defende.

Publicitário premiado, Bogusky encerra seu post afirmando que ganhar troféu por deixar de anunciar para crianças seria uma maneira de levar o mercado a defender essa idéia. “Minha esperança para o prêmio Cannes Crystal 2011 é que alguma agência trabalhe junto ao seu cliente para encerrar toda a publicidade para crianças e leve para casa o Cannes Crystal Grand Prix Lion em seu ano de estréia. E isso seria o fim da questão. Porque assim que passar a existir um prêmio para isso, todos nós publicitários estaremos brigando por ele“.

Brasil lança campanha para estimular o turismo

julho 12th, 2010 § 0

Nem eu sabia que o Brasil é tão bonito assim. Creio que essa campanha surgiu porque os gringos não conhecem muito do Brasil além do Rio de Janeiro. Isso não é papo de carioca não, ouvi isso na rádio Band News, faz algum tempo.

A Band News divulgou uma pesquisa da Embratur. Ela apontava que os gringos só se lembram de cartões postais do Rio, muitos não conhecem sequer São Paulo ou o Nordeste.

Disseram que o que mais é recomendado lá fora entre os gringos como um ponto positivo do Brasil, pasmem, é o povo. Sim, os gringos curtem a gente, a simpatia e a hospitalidade do Brasil.

Outro quesito da pesquisa era sobre as personalidades que os gringos lembravam quando o assunto era o Brasil. Pasmem novamente, nesse caso o Pelé ficou em 2º lugar e o Ronaldo (travequeiro) fenômeno ficou em 3º, quem levou essa foi o presidente Lula.

Com a pesquisa a Embratur decidiu que era preciso divulgar melhor o Brasil lá fora. Eu nunca saí do país, mas já ouvi muita história de cartazes de índio fazendo propaganda de turismo no Brasil. Só por isso, já dá pra perceber que o país andava mal divulgado mesmo.

Holanda na final da Copa do Mundo

julho 7th, 2010 § 0

Eu dizia que o Brasil perdeu pra ele mesmo nas quartas de final da Copa do Mundo. Mas vendo os outros jogos, vi que a Holanda fez por merecer, o time está jogando com garra, está comendo grama, literalmente. Parabéns Holanda. #bazinga

Língua é poder até na Copa do Mundo

junho 23rd, 2010 § 0

Falar que o juiz da partida entre Brasil e Costa do Marfim foi mal é chover no molhado. Ele conseguiu errar para ambas as partes.

Porém o que assustou a muitos foi a expulsão do Kaka. Ridícula, o juiz poderia consultar o 4º árbitro ou até mesmo olhar no telão para ver que tudo não se passava de uma encenação.

Mas o que ele fez? Ouviu os jogadores da Costa do Marfim, que assim como o juiz francês, falam francês. Os brasileiros, apenas gesticulavam e tentavam se comunicar com o juiz.

“Quem não se comunica se trumbica.” Fica mais fácil convencer alguém quando você conhece a língua da pessoa.

Nessa jogada a língua (francesa) estava a favor da Costa do Marfim, uma falha da Fifa na minha opinião, mas tudo bem. O Brasil ganhou e provavelmente a Costa do Marfim vai morrer na praia, na primeira fase.

Au revoir Costa do Marfim.

Conspiração na Copa do Mundo? Será que vai dar Brasil em 2010 ou só em 2014?

junho 9th, 2010 § 6

Vi rolando pela internet a imagem do novo logo da Copa 2014 que será disputada aqui no Brasil.

Como bom redator, fiquei de fora das discussões sobre o design do logo. Mas olhando para ele, outro questionamento me surgiu.

Quando um país é campeão 3 vezes com a mesma taça, ele fica com ela. Assim foi com a Jules Rimet. O Brasil foi campeão em 1958, 1962 e 1970.

Depois disso, o Brasil foi campeão com a atual taça em 1994 e 2002. Se ele for campeão em 2010, na Copa de 2014 será disputada outra taça e não a do logo criado, sacou?


Nesse caso temos 2 hipóteses:
a) Quem fez o logo da Copa de 2014 não entende nada de futebol. Afinal a seleção brasileira é a 1ª do ranking mundial e tem grandes chances de ganhar e ficar com a taça em 2010.

b) Talvez já exista um esquema do Brasil perder a Copa de 2010 e ganhar a de 2014. Afinal, além de ganhar em casa, agora ele ficaria com uma taça, já que a Jules Rimet foi roubada.

Como o mundo do futebol é um mundo de negócios, não dá pra duvidar de nada. E você, o que acha?

Logotipos das Copas do Mundo

maio 17th, 2010 § 0

Sinceramente, não achei nenhum deles grande coisa. Mas e aí, você acha que a Copa da Africa do Sul está bem servida de logotipo?

1º de Maio e Anarquismo na Espanha

maio 16th, 2010 § 0

Conheço muitas pessoas que invejam muitas coisas de outros países. Eu confesso que invejo outros povos também. Invejo o nível intelectual, a educação e a participação pública na política.

Abaixo, veja um vídeo do 1º de maio na Espanha. Enquanto menos da metade dos brasileiros sabem o significado da palavra ANARQUIA, podemos ver uma manifestação como essa na Espanha. Invejo as bandeiras pretas e vermelhas nas ruas.

A Anarquia existe, é um belo movimento que exige muito mais disciplina do que esse capitalismo selvagem. É uma doutrina de vida onde o bem é coletivo, não somente no sentido de posse, mas o bem-estar também deve ser pensado de forma coletiva e não privatizado.

Se quiser saber mais sobre anarquismo, indico umas leituras do meu Baú de Downloads ouacesse o site Anarkio.net.

A matéria sobre o 1º de Maio na Espanha, com fotos, você pode ver aqui.

Jean Charles, o filho (morto) do Brasil

abril 18th, 2010 § 0

Acabei de assistir o filme Jean Charles. Não é o melhor filme que já assisti na vida, mas dizer que nada mudou depois de vê-lo é mentira.



Temperado com a frieza britânica e a malandragem brasileira que Jean Charles parecia representar muito bem, o filme é ótimo. Paisagens contrastantes no faz valorizar não somente a beleza londrina, mas também de coisas simples. Mesmo o assistindo fora do “time” do jornalismo mundial, acho o filme atual e recomendo a todos.


Sobre o caso Jean Charles, acompanhei pela TV e internet o quanto pude, vi que mesmo com o filme e pressão da mídia os britânicos continuam cagando e andando para o caso, e mais precisamente, para imigrantes de países em desenvolvimento.

Uma das falas mais inteligentes do filme é: “lembremos que Jean Charles só foi morto porque foi confundido com um muçulmano”. Talvez não fosse a hora do Jean, mas quem sabe qual será a hora dos brasileiros. Afinal, o preconceito vai e vem sem deixar explicações.

Não quero incentivar nenhum orgulho brasileiro, pois Nietszche já dizia que todo nacionalismo é burro. O que quero incentivar é a reflexão de quanto vale uma vida, por mais diferente que ela seja da sua. Até que ponto o medo te dá direito a atirar cinco vezes na cabeça de outra pessoa?

Fora isso, o filme me fez refletir sobre nós brasileiros. Convido todas as nacionalidades a participarem da reflexão. Falo brasileiros por ter mais conhecimento de causa.
Existem dois tipos de brasileiros:

O primeiro são os que podem apostar no futuro. São aqueles que podem estudar sem se preocupar em ganhar o seu pão de cada dia. Os que podem apostar numa profissão, com estágios de salários míseros. Que são felizes com o que fazem e muitas vezes se definem pela profissão.

O segundo tipo não aposta no futuro porque não tem fichas. Ele tem que estudar e trabalhar, isso, quando consegue estudar. É aquele que tem que se desdobrar para viver. Literalmente tem que ser dois. Não só na questão mecânica das tarefas, mas na personalidade. É aquele que precisa fazer o que gosta nas horas vagas e ter um emprego para se manter. Meu pai, operário de fábrica, sempre me disse: Luiz, você acha que alguém nasce com vocação pra ser operário de fábrica? Desde pequeno eu sempre soube a resposta.

Esse tipo de brasileiro tem que engolir sapo, ouvir generalizações sobre sua profissão, mesmo que sabendo que ele não nasceu nela. Ele talvez tenha nascido branco, negro, pobre, gordo, mas não mecânico, operário, eletricista. Essa profissão, talvez seja o carma que ele tenha que carregar para o resto da vida, sorridente, porque senão pode perder o emprego. E parece que esse carma é cada vez mais evidente para deixar claro qual tipo de brasileiro você é.

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