Esse clipe pode até parecer bizarro, mas com o tempo, você vai acompanhando a música e os movimentos e a coisa vai ficando interessante. Confesso que nunca gostei de música eletrônica, mas o Radiohead
e o Moby
me ensinaram a apreciá-la aos poucos.
Super Flu – Oktavlachs
março 23rd, 2010 § 0
Se Chico Buarque fosse publicitário
março 10th, 2010 § 1
Desconstrução
Criou daquela vez como se fosse a última.
Fez cada job seu como se fosse o único.
Pensou o dia inteiro e ficou o máximo.
Mandou pro atendimento num e-mail tímido.
Teve que refazer como se fosse máquina.
A campanha reprovada com argumentos sórdidos.
Criou mais uma vez outros roteiros mágicos.
Esperou aprovação como se fosse lógico.
O cliente não gostou e aconteceu o trágico:
pediu pra refazer como se fosse um príncipe.
Tentou reagir mas se sentiu estático.
Pensou mais uma vez no concurso público.
E virou a noite inteira parecendo um bêbado.
Comeu pizza de novo e ficou mais flácido.
Bebeu a noite inteira cafezinhos básicos.
Saiu de manhazinha se sentindo estúpido.
E ainda teve que voltar pra terminar no sábado.
Vi no PropagandaMT
E aí, alguém se propõe gravá-la?
Todo carnaval tem seu fim
fevereiro 17th, 2010 § 2
Pra mim, essa é uma das melhores músicas dos Los Hermanos, mas hoje apenas me utilizo do título pra comentar um pouco sobre os toques de recolher.
Em 2000 um amigo meu foi morar na Colômbia, passou 1 ano lá. Ele me falou muito bem do país e contou uma curiosidade: nos cassinos, que eram a balada de lá, às 2h em ponto, acendiam as luzes e acabava tudo, como um toque de recolher.
Fazíamos faculdade em Taubaté nessa época. Éramos acostumados a festas que não tinham hora pra acabar. Me lembro de carnavais em clubes que disputavam qual terminava o baile por último. Saí muitas vezes do baile com o dia já claro.
Nos tempos de Serra as coisas mudaram por aqui. Não sei se só no estado de São Paulo ou em todo Brasil. O carnaval desse ano tinha horário pra terminar. O som era cortado às 2h em ponto, como um toque de recolher também.
O que acho engraçado é que o que parece uma mudança brusca pra mim, parece que foi muito bem aceita pelo resto. Além dos que apoiam, tem o que nem reparam, nem se lembram como era antigamente.
Tenho medo do meu filho não conhecer uma noite de carnaval sem fim. Acho que o carnaval é um mal necessário às pessoas, eu pelo menos não abro mão. Citando Los Hermanos: “Deixa eu brincar de ser feliz, Deixa eu pintar o meu nariz”.
Uma viagem de trem
janeiro 18th, 2010 § 0
O filme é uma viagem. A música é uma viagem. A animação é uma viagem. Ou seja, é pra viajar. Aproveite, dê o play e boa viagem.
I want a little suggar in my bowl ou Todos têm a obrigação de viver de forma literária
dezembro 22nd, 2009 § 0
De Thaís Bueno
Na última vez que meus olhos se encheram de lágrimas, eu dirigia do trabalho pra casa, ouvindo “I want a little suggar in my bowl”, da Nina Simone, cantando bem baixo, e lembrando da frase que encabeça este texto. Era uma citação de Nietzsche, que eu tinha ouvido na última aula de Teoria da Tradução.
Pode parecer a coisa mais piegas e naïf do mundo, mas para mim o lamento da Nina Simone tem tudo a ver com o meu estado de espírito depois de ouvir a frase do Nietzsche. Não tem jeito: todos precisamos açucarar um pouco o nosso cotidiano, que virou uma coisa tão automática e tão chata nos dias de hoje. É preciso deixar essa realidade um pouco mais suggar-coated, ou então terminamos doidos, como o próprio Nietzsche, batendo a cabeça na parede.
Agora, a forma como se adoça a vida já vai do gosto de cada um. Pode-se comprar coisas inúteis e receber promoções no trabalho (mas para mim isso não é açúcar, e sim adoçante daqueles bem amargos, que não enganam a ninguém). Pode-se escolher ter uma fé, pode-se cair de cabeça em baladas, em novelas, em psicólogos, em comida. Eu pessoalmente prefiro a opção dada pelo Nietzsche: viver de forma literária, entendendo que tudo se trata de um mundo que foi criado, detalhe a detalhe, laboriosamente. Minha vida não acontece em um mundo que já estava aqui antes de eu nascer. Ao contrário, esse mundo só acontece porque eu existo, porque eu o vejo, o respiro, o sinto pelas narinas, pelos ouvidos, pelos poros. É um mundo que foi criado por outros, mas que só eu registro. Assim como os outros também têm seus mundos particulares, seus modos de ver e interpretar tudo o que acontece à nossa volta.
O real não existe. O que achamos que é real é, segundo Nietzsche, uma construção feita a partir de todos os nossos diferentes pontos de vista, que cria um mundo que a sábia tradição ocidental convencionou acreditar que existe em essência. Ou seja, a vida nada mais é do que pura ficção e, diante disso, temos duas opções: encarar isso como algo desolador e enlouquecer de vez, ou viver essa ficção de forma literária, criando jogos e relações de sentido, criando significado, imagens e transformando tudo isso numa brincadeira muito, muito interessante.
Eu tento adoçar a vida como Nietzsche e Nina Simone.
O Pacto Colonial da música e o Funk Carioca
dezembro 15th, 2009 § 0
Pra quem não sabe o pacto colonial funciona assim: a colônia fornece a matéria-prima, a metrópole a transforma em produto manufaturado ou industrializado e vende novamente à colônia com o seu preço.
Na música, parece que isso também existe. O Funk Carioca, discriminado pelos seus vizinhos é muito bem visto quando ele vem de fora, manufaturado ou industrializado. São muitos os exemplos, o mais explícito que me lembro é da cantora M.I.A.
Não tenho nada contra a música dela, muito pelo contrário, eu gosto, pois me lembra o Funk Carioca. A MIA deve ter a sensibilidade e a inteligênca que falta a muitos brasileiros que discriminam o funk. Não gostar eu admito, mas preconceito, jamais.
Eu gosto de funk, cresci ouvindo funk. Em tudo, existe sua taxa de banalização, no funk não seria diferente. Adriana Calcanhoto soube separar bem. Veja o vídeo abaixo. E imaginar que pais levaram seus filhos pra ouvi-la cantar um “funk”.
Não estou incitando um nacionalismo musical, pois acredito que todo nacionalismo é burro (e não só o dos estadunidenses). Estou dizendo só pra gente deixar de achar sempre que a grama do vizinho é mais bonita.
Hino do Flamengo em inglês
novembro 24th, 2009 § 1
Recebi por e-mail, mas pra postar aqui, fui procurar no Youtube e é claro que estava lá. Achei muito maneira a versão do hino com uma pegada meio Beatles.
Como meu conhecimento de inglês não é dos melhores consultei meu amigo Borat sobre a tradução, e ele disse: “Véri náice. GREAT SUCCESS!”.
Beatles e os Rolling Stones. Não se faz mais música como antigamente.
outubro 18th, 2009 § 0
Num momento de ócio, ouvindo Rolling Stones, fiquei formulando uma resposta do porquê eu gosto das músicas antigas. Fiquei procurando uma justificativa.
Segundo Domenico de Masi, os luxos da sociedade pós-industrial, que é como ele chama a contemporaneidade, são cinco: a autonomia, o silêncio, a segurança, o espaço e o tempo.
Então fiquei pensando: autonomia e tempo são fundamentais para a arte. Existe arte de instante, mas uma música pede tempo para ser trabalhada. A não ser que seja o bom e velho estilo punk, o qual também sou fã.
Por isso sou fão de músicas antigas, gosto de Blues, Rock dos anos 50 e 60 Joe Cocker, gosto de Beatles e Rolling Stones. Gosto também do bom e velho punk de The Clash , Varukers, Exploited e GBH.
Se bem que, o Mukeka di Rato, atualíssimo, tem feito um ótimo trabalho também, com muita autonomia. E você pode baixar suas músicas grátis no site da Trama.
Então, se te perguntarem porque você gosta de músicas antigas e não de rock emo, responda: porque elas foram feitas com tempo e autonomia.
An Urban Piano
outubro 8th, 2009 § 1
vi no Wooster Collective.
Cardiac lança CD com download grátis
agosto 19th, 2009 § 0
A banda Cardiac de Campinas acaba de lançar seu novo CD, e ele está disponível pra download grátis. Com um som pesado, cantado em português, o CD traz músicas bem legais. Não sei definir bem em qual estilo se encaixam, um dos motivos são as várias influências deles e o outro é que entendo pouco de música, só sei do que gosto e do que não gosto.
Uma coisa que me agrada muito na banda é a preocupação com suas letras. Por isso, além dos mp3, no download você também baixa as letras das músicas.
“Formada em Janeiro de 2007 na cidade de Campinas/SP com diferentes vertentes musicais vindas de cada integrante, com o intuito de mesclar peso, técnica e melodia retratando o que sentimos e pensamos.” Trecho retirado do site deles.
É, a cultura tem que andar. Ouçam e ajudem a Cardiac a divulgar suas músicas.


