Parabéns São Paulo!

janeiro 25th, 2012 § 0 comments § permalink

Hoje é aniversário de São Paulo. Depois de cantar os parabéns, vamos fazer um minuto de silêncio e refletir sobre os nossos desejos para o futuro.

Eu S2 SP from Thiago Carrapatoso on Vimeo.

Hoje é o Dia do Verde Otário

janeiro 25th, 2012 § 0 comments § permalink

Hoje, 25 de janeiro de 2012, é aniversário da cidade de São Paulo. É também o dia da abolição das sacolas de plástico não-biodegradável.

Preocupados com o meio ambiente, os supermercados vão cobrar R$ 0,19 por sacola e nem tenho certeza se é biodegradável. (se alguém souber, favor poste nos comentários). Com isso, eles acabaram de lançar o Dia do Verde Otário.

A padaria ao lado de casa já fornece sacolas de plástico biodegradável gratuitamente. Acredito que o lucro e o capital dela seja um piconézimo perto do capital dos supermercados.

A maioria das ecobags são produzidas na Ásia, principalmente China.

As ecobags poluem não somente na fabricação, como também no transporte. Você já imaginou o quanto gasta um navio para vir da Ásia ao Brasil?

70% dos rios da China estão altamente poluídos, quase sem vida, tóxicos, impróprios para pesca e alguns sem peixes. Quem mais polui os rios lá são as indústrias de eletrônicos e texteis, entre elas as Fantásticas Fábricas de Ecobags.

Para que uma ecobag seja mais ecoeficiente do que uma sacola plástica, ela precisa ser utilizada 365 vezes. Será que as dos supermercados duram tudo isso?

Quando as sacolas plásticas foram lançadas, diziam que era por causa do meio ambiente, pois as de papel derrubavam árvores.

O grande problema das sacolas plásticas está no descarte. Pois além de serem jogadas por aí, nos lixões (ineficientes) do Brasil, o papel demora tanto quanto o plástico para se degradar.

Comunicado do Pirate Bay sobre o SOPA

janeiro 20th, 2012 § 0 comments § permalink

O texto pode parecer longo, mas quando você começar a ler não vai conseguir mais parar. É uma lição de história que você não vai aprender em nenhuma corporação ou faculdade que “prepare”para o mercado do trabalho.
(arte by @victornamba – distribuição e divulgação livre – clique na imagem para baixá-la em alta)

INTERNET, 18 de Janeiro de 2012.
COMUNICADO PARA LANÇAMENTO IMEDIATO.

Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente de um dispositivo que faria “para os olhos o que o fonógrafo faz para os ouvidos”. Ele chamou de Kinetoscópio. Ele não foi apenas o primeiro a gravar seu primeiro vídeo como foi também o primeiro a ter o direito autoral de um estúdio cinematográfico.

Na época, o direito de patente de Edison tornou financeiramente impossível produzir um filme na região leste norte-americana. Assim, os estúdios cinematográficos migraram para a Califórnia, onde criaram o que chamam hoje de Hollywood. O motivo principal dessa mudança era basicamente a ausência de patente naquela região.

Além disso, não se falava de direitos autorais, assim, os estúdio criavam filmes copiando histórias antigas, como por exemplo Fantasia, um dos maiores sucessos da Disney.

Então, a função dessa indústria, que hoje está desesperada, pois está perdendo o controle dos direitos imateriais, é contornar esses direitos. Eles copiam (ou nas palavras deles: “roubam”) os trabalhos criativos das pessoas e não pagam nada por isso. Fazem isso para obter um lucro enorme. Hoje, todos são bem sucedidos e a maioria dos estúdio então na lista das empresas mais ricas do mundo no “Fortune 500”. Parabéns – esse sucesso foi atingido por, basicamente, ter copiado o trabalho criativo alheio. E ainda por cima, hoje eles possuem o direto de todo o trabalho copiado. Se você quiser lançar algo hoje, precisa respeitar suas regras. As mesmas que eles criaram depois de terem contornado as regras das outras pessoas.

O motivo deles sempre reclamarem sobre os “piratas” é simples. Nós estamos fazendo exatamente o que eles fizeram. Nós contornamos as regras que eles criaram e criamos as nossas. Nós acabamos com o monopólio deles oferecendo às pessoas algo mais eficiente. Nós possibilitamos a comunicação direta entre as pessoas contornando o intermediário, que em alguns casos ficam com mais de 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles). O que acontece, é que somos concorrentes. Nós provamos que a existência deles na forma atual não é mais necessária. Somos melhores do que eles.

O mais engraçado é que parte das nossas regras é bastante similar as idéias fundamentais dos EUA. Nós lutamos pela liberdade de expressão. Nós consideramos que todos são iguais. Acreditamos que o público tinha que administrar a nação e não a elite. Acreditamos que as regras tinham que ser criadas para servir o público e não as ricas corporações.

A Pirate Bay é uma comunidade verdadeiramente internacional. Nosso time está espalhado por todo o mundo – porém estamos fora dos EUA. Nossas raízes são suecas. Um amigo sueco nosso disse uma vez: “A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “cano”. Isso com certeza não é coincidência. Eles querem que a internet seja um cano de um sentido só, com eles no comando, sempre jogando lixo sobre nós consumidores obedientes. A opinião pública neste caso é clara. Pergunte a qualquer um e você verá que ninguém quer ser alimentado com lixo. O porquê do governo americano querer alimentar o povo com lixo é além da nossa imaginação, mas nós esperamos que você o detenha, antes que todos nós afundemos.

Não há nada que o SOPA possa fazer para tirar o TPB do ar. Na pior das hipóses nós mudaremos o domínio principal do .org para outras centenas de nomes que já estão em uso. Nos países onde o TPB foi bloqueado como China, Arábia Saudita entre outros, eles bloquearam centenas de nossos domínios. E funcionou? Não. Para acabar com o “problema de pirataria” deve-se ir na raíz do problema. A indústria de entrenenimento diz que estão gerando “cultura” mas na verdade eles estão vendendo bonecas de pelúcia a um preço absurdo e transformando meninas de 11 anos em anoréxicas, seja por trabalharem em fábricas que criam essas bonecas, sem salário algum ou por assistirem programas de TV e fazendo com que elas pensem que são obesas.

No jogo de computador Civilization criado por Sid Meiers é possível construir algumas das maravilhas do mundo. Uma das mais poderosas é Hollywood. Com isso você consegue controlar toda a cultura e a mídia do mundo. Rupert Murdoch estava contente com o MySpace e não via problema algum com a pirataria até sua estratégia falhou. Hoje ele fala que o Google é a maior fonte de pirataria do mundo – porque ele tem inveja. Ele queria reter e controlar as mentes das pessoas. Afinal, está claro que você consegue uma visão mais honesta das coisas no Wikipedia ou Google do que na Fox News.

Alguns fatos (anos, datas) deste comunicado podem estar errados. Isso porque não podemos acessar mais informações enquanto o Wikipedia estiver fora do ar. E tudo isso por causa da pressão de nossos competidores decadentes. Nós sentimos muito.

THE PIRATE BAY, (K)2012

Tradução por: Lucas Bittar – @lucasbittar
Fonte: http://static.thepiratebay.org/legal/sopa.txt

O que a Operação Blackout anti-SOPA mudou?

janeiro 19th, 2012 § 0 comments § permalink

Protestos: Mosca na sopa da ditadura digital

janeiro 19th, 2012 § 0 comments § permalink

A Operação Blackout conseguiu bons resultados. Foram mais de 10 mil sites americanos e + de 400 brasileiros participando. Para os manés que não acreditavam na força da internet em protestos, fica a lição. As coisas mudaram. E se você gosta de uma internet livre, não fique parado na próxima, mexa-se, proteste, faça a sua parte.

 

A matéria abaixo eu roubei da Folha de São Paulo que roubou do Jonathan Weisman do NY Times.

Após protestos, lei antipirataria perde força no Congresso dos EUA.

Protestos na internet realizados nesta quarta-feira (18) rapidamente interromperam o apoio no Congresso dos Estados Unidos a medidas antipirataria.

Veja galeria de páginas de protesto contra a lei

Legisladores abandonaram e repensaram seu suporte à legislação que opôs os interesses da nova mídia contra alguns dos mais poderosos interesses comerciais conservadores em Washington.

O senador republicano Marco Rubio (Flórida) anunciou logo na manhã de quarta que não apoiaria mais a legislação antipirataria que ele mesmo havia patrocinado. Outro senador republicano, John Cornyn (Texas), que lidera a operação da campanha para o seu partido, rapidamente seguiu o exemplo e pediu que o Congresso tenha mais tempo para estudar a medida que seria votada em teste na próxima semana.

(Página da Wikipédia, que saiu do ar em protesto contra lei antipirataria americana)

As decisões de ambos vieram após vários sites da internet fecharem na quarta para protestar contra dois projetos de lei: na Câmara, a Sopa (Lei para Parar a Pirataria On-line), escrita pelo deputado republicano Lamar Smith (Texas), que preside o Comitê Judiciário da Câmara; no Senado, a Pipa (Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), elaborada pelo senador democrata Patrick Leahy (Vermont), que preside o Comitê Judiciário do Senado.

Membros do Congresso, muitos dos quais estão lidando com as questões colocadas pela explosão de novas mídias e sites de redes sociais, foram pegos de surpresa pela reação ao que era, para eles, uma legislação relativamente obscura.

A reação à legislação pendente fez com que a enciclopédia on-line Wikipédia fechasse suas páginas em inglês. A página inicial do Google nos EUA ganhou um link para uma página com informações contra os projetos de lei.

A movimentação no Congresso veio após a Casa Branca recuar do apoio à legislação.

Com reservas cada vez maiores, um projeto que passou no Comitê Judiciário do Senado por unanimidade e sem controvérsia pode ficar com problemas sérios se não ganhar mudanças significativas.

Outro patrocinador do projeto do Senado, o republicano Roy Blunt (Missouri), retirou seu apoio na tarde de quarta. Outros senadores que expressaram preocupações sobre a legislação em seu estado atual incluem os republicanos Mark Kirk (Illinois) e Jim DeMint (Carolina do Sul). O senador republicano Scott Brown (Massachusetts.) disse na terça que ele votaria contra a medida.

DeMint disse que a legislação proposta “causará mais mal do que bem”.

A indústria de mídia tem pressionado por uma resposta legislativa à pirataria on-line há algum tempo. Grupos como a Motion Picture Association of America (associação que reúne grandes estúdios de cinema) e a Recording Industry Association of America (associação que reúne grandes gravadoras da indústria musical), bem como gigantes como a News Corp., são experientes em fazer lobby tradicional –contratando grandes personalidades de Washington, como o ex-senador Christopher J. Dodd, e participando de fundos de campanha com contribuições.

Dodd, que agora é presidente e executivo-chefe da associação de cinema, criticou o fechamento de sites.

“O problema para a indústria de conteúdo é que eles simplesmente não sabem como mobilizar pessoas”, disse John P. Feehery, ex-assistente da liderança republicana e executivo no lobby do cinema. “Eles têm um pequeno grupo de fabricantes de conteúdo, alguns sindicatos, enquanto o mundo da internet, o mundo da mídia social em especial, tem um alcance tremendo. Eles podem atingir pessoas de maneiras com as quais nunca sonhamos antes.”

“Esta tem sido uma experiência de aprendizado real para o mundo do conteúdo”, acrescentou Feehery.

 

A arte vai salvar o mundo

janeiro 9th, 2012 § 0 comments § permalink

Os Escafandristas – Cifrões, Padrões e Exceções

Documentário que discute os padrões da sociedade a partir da visão de artistas independentes.

São depoimentos de profissionais das mais variadas áreas de atuação dentro da arte que, de alguma forma, usam seus trabalhos para denunciar a falsa grandeza das verdades absolutas e do medo de se fazer escolhas diferentes na vida. Num mundo onde a liberdade é caçada por cifrões e padrões, os personagens surgem como a exceção que procura enxergar um mundo novo com possibilidades ofuscadas pela superfície do comum.

Como disse Nietzsche: os que dançavam foram considerados loucos por aqueles que não conseguiam ouvir a música.

Gostei muito da frase do Tenente: o cachorro é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro. Pura filosofia de buteco, mas muito divertida.

 

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros

janeiro 6th, 2012 § 0 comments § permalink

Roubei esse post do Conexão Brasília Maranhão.

Quando a bestialidade emerge, fica difícil encontrar palavras para descrever qualquer pensamento ou sentimento que tenta compreender um acontecimento como esse.

Na última segunda-feira (3) semana*. uma criança de oito anos foi queimada viva por madeireiros em Arame, cidade da região central do Maranhão.

Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.

O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.

Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.

Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.

E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).

Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

Mas isso não vai ocorrer.

E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.

A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.

Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.

E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.

Até quando?

Atualização – 0h16 (06/01)

As informações sobre o episódio foram divulgadas pelo jornal Vias de Fato (www.viasdefato.jor.br), que faz um trabalho muito sério em São Luís, especialmente dedicado à cobertura da atuação dos movimentos sociais. No seu perfil no Facebook, uma das coordenadoras do Vias de Fato publicou a foto e a informação de que se tratava de uma criança queimada. Estamos apurando e reunindo mais informações para publicar assim que possível.

*O crime não ocorreu segunda (3) como informei. No sábado (31) o jornal Vias de Fato foi informado do episódio, mas não diz em que dia ocorreu. O Vias está fora do ar (algum problema técnico, creio), mas o cache do Google ainda permite a visualização da nota publicada na noite do sábado. Clique aqui.

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