A Operação Blackout conseguiu bons resultados. Foram mais de 10 mil sites americanos e + de 400 brasileiros participando. Para os manés que não acreditavam na força da internet em protestos, fica a lição. As coisas mudaram. E se você gosta de uma internet livre, não fique parado na próxima, mexa-se, proteste, faça a sua parte.
A matéria abaixo eu roubei da Folha de São Paulo que roubou do Jonathan Weisman do NY Times.
Após protestos, lei antipirataria perde força no Congresso dos EUA.
Protestos na internet realizados nesta quarta-feira (18) rapidamente interromperam o apoio no Congresso dos Estados Unidos a medidas antipirataria.
Legisladores abandonaram e repensaram seu suporte à legislação que opôs os interesses da nova mídia contra alguns dos mais poderosos interesses comerciais conservadores em Washington.
O senador republicano Marco Rubio (Flórida) anunciou logo na manhã de quarta que não apoiaria mais a legislação antipirataria que ele mesmo havia patrocinado. Outro senador republicano, John Cornyn (Texas), que lidera a operação da campanha para o seu partido, rapidamente seguiu o exemplo e pediu que o Congresso tenha mais tempo para estudar a medida que seria votada em teste na próxima semana.
(Página da Wikipédia, que saiu do ar em protesto contra lei antipirataria americana)
As decisões de ambos vieram após vários sites da internet fecharem na quarta para protestar contra dois projetos de lei: na Câmara, a Sopa (Lei para Parar a Pirataria On-line), escrita pelo deputado republicano Lamar Smith (Texas), que preside o Comitê Judiciário da Câmara; no Senado, a Pipa (Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), elaborada pelo senador democrata Patrick Leahy (Vermont), que preside o Comitê Judiciário do Senado.
Membros do Congresso, muitos dos quais estão lidando com as questões colocadas pela explosão de novas mídias e sites de redes sociais, foram pegos de surpresa pela reação ao que era, para eles, uma legislação relativamente obscura.
A reação à legislação pendente fez com que a enciclopédia on-line Wikipédia fechasse suas páginas em inglês. A página inicial do Google nos EUA ganhou um link para uma página com informações contra os projetos de lei.
A movimentação no Congresso veio após a Casa Branca recuar do apoio à legislação.
Com reservas cada vez maiores, um projeto que passou no Comitê Judiciário do Senado por unanimidade e sem controvérsia pode ficar com problemas sérios se não ganhar mudanças significativas.
Outro patrocinador do projeto do Senado, o republicano Roy Blunt (Missouri), retirou seu apoio na tarde de quarta. Outros senadores que expressaram preocupações sobre a legislação em seu estado atual incluem os republicanos Mark Kirk (Illinois) e Jim DeMint (Carolina do Sul). O senador republicano Scott Brown (Massachusetts.) disse na terça que ele votaria contra a medida.
DeMint disse que a legislação proposta “causará mais mal do que bem”.
A indústria de mídia tem pressionado por uma resposta legislativa à pirataria on-line há algum tempo. Grupos como a Motion Picture Association of America (associação que reúne grandes estúdios de cinema) e a Recording Industry Association of America (associação que reúne grandes gravadoras da indústria musical), bem como gigantes como a News Corp., são experientes em fazer lobby tradicional –contratando grandes personalidades de Washington, como o ex-senador Christopher J. Dodd, e participando de fundos de campanha com contribuições.
Dodd, que agora é presidente e executivo-chefe da associação de cinema, criticou o fechamento de sites.
“O problema para a indústria de conteúdo é que eles simplesmente não sabem como mobilizar pessoas”, disse John P. Feehery, ex-assistente da liderança republicana e executivo no lobby do cinema. “Eles têm um pequeno grupo de fabricantes de conteúdo, alguns sindicatos, enquanto o mundo da internet, o mundo da mídia social em especial, tem um alcance tremendo. Eles podem atingir pessoas de maneiras com as quais nunca sonhamos antes.”
“Esta tem sido uma experiência de aprendizado real para o mundo do conteúdo”, acrescentou Feehery.
Documentário que discute os padrões da sociedade a partir da visão de artistas independentes.
São depoimentos de profissionais das mais variadas áreas de atuação dentro da arte que, de alguma forma, usam seus trabalhos para denunciar a falsa grandeza das verdades absolutas e do medo de se fazer escolhas diferentes na vida. Num mundo onde a liberdade é caçada por cifrões e padrões, os personagens surgem como a exceção que procura enxergar um mundo novo com possibilidades ofuscadas pela superfície do comum.
Como disse Nietzsche: os que dançavam foram considerados loucos por aqueles que não conseguiam ouvir a música.
Gostei muito da frase do Tenente: o cachorro é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro. Pura filosofia de buteco, mas muito divertida.
Quando a bestialidade emerge, fica difícil encontrar palavras para descrever qualquer pensamento ou sentimento que tenta compreender um acontecimento como esse.
Na última segunda-feira (3)semana*. uma criança de oito anos foi queimada viva por madeireiros em Arame, cidade da região central do Maranhão.
Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.
O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.
Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.
Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.
E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).
Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.
Mas isso não vai ocorrer.
E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.
A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.
Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.
E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.
Até quando?
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Atualização – 0h16 (06/01)
As informações sobre o episódio foram divulgadas pelo jornal Vias de Fato (www.viasdefato.jor.br), que faz um trabalho muito sério em São Luís, especialmente dedicado à cobertura da atuação dos movimentos sociais. No seu perfil no Facebook, uma das coordenadoras do Vias de Fato publicou a foto e a informação de que se tratava de uma criança queimada. Estamos apurando e reunindo mais informações para publicar assim que possível.
*O crime não ocorreu segunda (3) como informei. No sábado (31) o jornal Vias de Fato foi informado do episódio, mas não diz em que dia ocorreu. O Vias está fora do ar (algum problema técnico, creio), mas o cache do Google ainda permite a visualização da nota publicada na noite do sábado. Clique aqui.
Um projeto social de empresas pintou várias casas para mudar a vida da favela. Porra, pra mudar a vida deles é preciso muuuito mais que isso.
Quantos moradores da favela trabalham de forma direta ou indireta pra Vivo e Suvinil? Quantos deles tem condições dignas de trabalho? Não adianta cobrar metas inantingíveis do seu telemarketing pagando miséria e depois pintar a casa do vizinho. A sustentabilidade tem que estar em todo o processo, de ponta a ponta.
Quando eu digo que a arte vai salvar o mundo, não estou falando sobre ações de marketing. Embora exista um lado positivo, são apenas a azeitona da empada. É preciso muito mais.
Além disso, quando digo isso é porque eu acredito que só a arte ensina o ser humano a lidar com as diferenças, desperta a sensibilidade e realmente humaniza. Só a arte (e talvez o esporte) são capazes de quebrar o comportamento mecânico do homem moderno.
O jornalista Amaury Ribeiro Jr. acabou de lançar um livro sobre o nebuloso processo de privatizações do governo FHC (tucano), que tinha como ministro José Serra. Dizem que o PSDB quer censurar o livro, ele esgotou no primeiro dia de venda.
Depois de tanto alvoroço na internet, acho que já sei o que vai acontecer com Belo Monte, NADA.
Após + ou – 2 anos do início das obras, de que os índios estão gritando e tentando chamar a atenção do Brasil, um monte de gente aparece pra fazer barulho. Muitos diriam, antes tarde do que nunca. Mas acho que se contentar com isso é pouco. Até porque eu acredito que esse atraso tem seus interesses.
A Dira Paes, que aparece no filme global, sempre foi ativista e já militou nas causas indigenas. Mas o resto, realmente desconheço seus motivos.
O que consigo ver são os motivos da Globo em atacar o atual governo. Pensem bem, ela vai se beneficiar muito com a nova hidrelétrica, vai faturar e veicular propagandas lindas de Belo Monte trazendo desenvolvimento para o Brasil. A imprensa sabe que o esforço é em vão, o governo vai fazer essa cagada. Vai construi rseu Belo Monte de Asneiras, desalojar os índios e alagar parte da Amazônia. Então, só resta a eles cutucar a ferida do governo e ainda no final, colher os frutos.
Tudo isso não passa de mais uma briguinha cínica, pura politicagem. É a política dando lugar à publicidade.
O Brasil não precisa de mais uma hidrelétrica. A energia eólica no Brasil é a mais barata do mundo. Além disso, existem outras maneiras de produzir energia limpa e renovável, ainda mais com a extensão do nosso litoral.
Sou a favor da questão ecológica e indígena. Não desalojar os índios já é um ótimo motivo pra Belo Monte não sair do papel. Sim, eles são os donos da terra. É triste ver que um povo que aceita o uso capião não reconhece a posse (e não propriedade) de um povo que vive lá há mais de 500 anos.
Eu achava que a minha geração tinha aprendido que ações como essas não devem ser direcionadas pelo poder e pela força. É preciso pensar no futuro, nas próximas gerações. Errei de novo.
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