O Brasil, de acordo com dados do comScore (empresa especializada em medição e inteligência de mercado digital), encerrou o ano de 2011 com 46,3 milhões de usuários conectados e crescimento de 1,5% no total de acessos móveis à web, sendo o sétimo maior mercado de internet no planeta.
O país é líder no acesso a blogs, com crescimento de 44% em 2011, ano em que o Facebook se consolidou como a rede social com o maior número de usuários no país (hoje, 43 milhões). Em 2010, a média de permanência dos usuários na rede social era de 37 minutos e, em 2011, passou para 4,8 horas.
Os vídeos e suas respectivas plataformas, como o YouTube, também tiveram grande audiência em 2011. Os brasileiros assistiram a 4,7 bilhões de vídeos online, totalizando uma navegação que durou, em média, 27,2 horas por pessoa.
Enquanto o brasileiro gasta muito tempo em categorias relacionadas a entretenimento, redes sociais e informação na internet, quando o assunto é o comércio eletrônico, turismo, business e finanças, a frequência é bem menor. A taxa de visitantes por minuto em sites de e-comerce em países como os Estados Unidos e Reino Unido, chega a índices de 113,2% e 115,6%, enquanto no Brasil, é de 32,5%, abaixo da média global de 71,3%.
O número de usuários acima de 55 anos também sofreu uma alta na internet, embora a faixa etária entre 15 e 24 seja a maioria (28,2%). “Em 2009, eles (brasileiros com mais de 55 anos) representavam apenas 5% dos acessos à internet e, no final de 2011, chegaram a 7%, impulsionando principalmente serviços como internet banking. Esse público deve crescer nos próximos anos e é preciso estar atento as suas futuras necessidades”, diz o Diretor da comScore Brasil.
Na tarde de quinta-feira, manifestantes protestaram do lado de fora do Clube Militar, no centro do Rio, onde acontecia uma comemoração pelo aniversário do golpe de 1964. A polícia militar, como de costume, fez farta distribuição de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muita truculência. Ex-militares como o tenente-coronel Lício Maciel, que participou de operações no Araguaia, e o general Nilton Cerqueira, responsável pela execução de Carlos Lamarca, foram escorraçados pelos manifestantes.
Mas nesse Cine Debate eu aprendi muita coisa nova. Primeiro, a Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Educação, Adriana, começou falando sobre o consumo em si. Ela disse que 85% do que é consumido no mundo, é consumido por menos de 20% da população. Ou seja, num modelo de vida consumista, 20% está condenando os demais aos problemas naturais de nosso planeta.
Agora, imagine, se aumentarmos ainda mais o público consumista, incluindo as crianças, isso se torna um problema ainda maior. Fora os danos da publicidade infantil para a criança e os sociais, ainda temos as conseqüências ambientais.
Depois a Psicanalista de Crianças e Adolescentes, Mestre e Especialista em Neuropsicologia Infantil, Ana Olmos ainda complementou o debate falando dos artifícios utilizados pela propaganda para manipular e atingir em cheio o imaginário da criança.
Segundo ela, a legislação brasileira permite que agências e anunciantes utilizem o teste de Rorschach para pesquisar seu público alvo. Esse teste é aquele de manchas que você já deve ter visto no clipe Crazy do Gnarls Barkley. Com ele, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo, um rascunho do inconsciente. Esse teste é amplamente utilizado em vários países, mas nunca com este fim.
É possível fazer uma lista dos males da publicidade infantil, mais do que isso, é possível observar na geração que vem crescendo. Só pra começar temos: obesidade infantil, erotização precoce, violência e delinqüência, alcoolismo, estresse familiar, endividamento financeiro de pais e a insustentabilidade.
Você já parou pra pensar que uma criança não pode ser responsabilizada por uma compra, ou seja, ser um consumidor efetivo, então, porque ela deve ser o público alvo de uma publicidade? Isso não seria antiético?
Muito mais foi apontado no evento, e como disse @Rafanoris uma pena que não foi filmado.
“Algumas pessoas se tornam policiais porque eles querem fazer do mundo um lugar melhor. Algumas pessoas se tornam vândalos, porque eles querem fazer do mundo um lugar mais bonito. “
Curitiba/PR – A Polícia Federal em Curitiba deflagrou hoje, 22 de março, a “OPERAÇÃO INTOLERÂNCIA” que identificou os responsáveis pelas postagens criminosas encontradas no site silviokoerich.org. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra E.E.R. e M.V.S.M., moradores de Curitiba e Brasília, respectivamente.
As investigações iniciaram-se a partir de inúmeras denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do referido site. Até o dia 14 de março deste ano foram registrados 69.729 denúncias a respeito do conteúdo criminoso do site investigado. As mensagens faziam apologia à violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além da incitação do abuso sexual de menores. Os criminosos também apoiaram o massacre de crianças praticado por um atirador em uma escola na cidade do Rio de Janeiro em 2011.
O nome “Sílvio Koerich” foi apropriado indevidamente por E.E.R. em represália a uma terceira pessoa que rejeitou as declarações preconceituosas, homofóbicas e intolerantes postadas em um fórum de debates feminista.
Além dos mandados de prisão preventiva, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos criminosos.
Os presos responderão pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).
Dia 28/03/2012, às 19h30 na Livraria Cultura do Iguatemi Campinas
Contundente, ousado e real, o documentário “Criança, a alma do negócio” de Estela Renner, produzido por Marcos Nisti, da Maria Farinha Produções, levanta as questões que impelem nossa sociedade – principalmente nossas crianças – a um modo de vida onde o consumo parece ser a principalrazão da existência.
Num jogo desigual e desumano, indústria e anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de uma infância encurtada. O documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando o espectador a refletir sobre seu papel e sobre o futuro da infância. “Há uma necessidade urgente de honrarmos nossas crianças, ensinando-as que há uma propósito para a nossa existência.”
A criança não precisa ter acesso aos últimos lançamentos tecnológicos que deseja, nem a todos os brinquedos que se encontram na vitrine. Muito menos aparentar quatorze anos, quando só tem nove. Quem decide isso? É o adulto. O adulto mais consciente, sem culpas.
Participantes do Cine Debate:
Ana Olmos:
Psicanalista de Crianças e Adolescentes, Mestre e Especialista em Neuropsicologia Infantil pela Faculdade de Medicina da USP; Diplomada em Vínculos Familiares e de Grupos pela Asociación Argentina de Psicología y Psicoterapia de Grupo.
Adriana Regina Braga:
Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Educação pela UNICAMP, docente na Faculdade de Educação da UNIFESP. Autora do livro: Meio Ambiente e Educação – uma dupla de futuro, Editora Mercado das Letras.
Como se trata de Banksy e de algo encontrado na internet, é difícil garantir a autoria, mas vale a leitura, tire suas próprias conclusões. No final das contas, o que importa realmente é a reflexão, não a autoria.
Um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca