No ano de 2009, os coletivos i|z fotos, Garapa e o fotógrafo Gustavo Pellizzon documentaram a construção/repercussão do muro na favela Santa Marta.
Parte de um projeto maior, que inclui a ocupação policial e urbanização da favela, este muro é foco de grandes debates. O argumento oficial, que justifica-o como “ecolimite” é questionado pelo seu simbolismo segregacionista.
Foram R$ 2 milhões de reais gastos para construir aproximadamente 650 m de muro, por 3 m de altura. Este projeto está sendo implementado em outras favelas da cidade.
Ecobarreiras from iz fotos on Vimeo.
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Eco: do grego oiko, casa, local de amparo e segurança
Limite: poder
Ecolimite: Eufemismo de segregação
Ainda ontem, discutia aqui, sobre a superficialidade com que as coisas são tratadas. Da superficialidade, nasce o simplismo (não confunda com simplicidade) e do simplismo vem a “solução” de um gênio para conter o crescimento das favelas. Digo conter e não esconder, pois isso equivaleria ao desfecho da Roupa do Rei Nu, quando, enfim, um grito tira todos da fantasia: O REI ESTÁ NU. Quando, enfim, sairemos da fantasia?
Vale a pena escutar esse trecho.
5:04 “.. se amanhã ou depois alguém estiver incomodado com o muro, vai lá e quebra o muro. (…) O muro de Berlim que era mais difícil não quebraram?…”
Certa vez vi um senhor que dizendo (irônicamente): pra que se aprofundar se pela superfície vai mais rápido.
E povo da superfície se acha gênio, como vc comentou…rs.
Esse muro é puramente fálico, e faz cócegas nos problemas socioeconomicos e ambientais do Rio de Janeiro.