Trecho da versão original
Estrepsíades: Olhe ali (aponta a casa de Sócrates). Você está vendo aquela portinha e aquele casebre?
Fidípides: Estou vendo. Papai, de fato o que é aquilo?
Estrepsíades: De almas sábias é aquilo um pensatório (phrontisterion)… Lá moram homens que, quando falam do céu, querem convencer de que é um abafador, que está ao nosso redor, e nós… somos os carvões! Se a gente lhes der algum dinheiro, eles ensinam a vencer com discursos nas causas justas e injustas.
Fidípides: Mas quem são eles?
Estrepsíades: Não sei ao certo seu nome. São pensadores meditabundos, gente de bem!
Fidípides: Ah! Já sei, uns coitados! Você está falando desses charlatães, pálidos e descalços, entre os quais o funesto Sócrates e Querefonte…
Versão adaptada aos dias de hoje em Campinas
Estrepsíades: Olhe ali (aponta a Unicamp). Você está vendo aquele portão e aquele campus?
Fidípides: Estou vendo. Papai, de fato o que é aquilo?
Estrepsíades: De almas sábias é aquilo um pensatório (phrontisterion)… Lá moram homens que, quando falam do céu, querem convencer de que é um abafador, que está ao nosso redor, e nós… somos os carvões! Se a gente lhes der algum dinheiro, eles ensinam a vencer com discursos nas causas justas e injustas.
Fidípides: Mas quem são eles?
Estrepsíades: Não sei ao certo seu nome. São pensadores meditabundos, gente de bem!
Fidípides: Ah! Já sei, uns coitados! Você está falando desses charlatães, pálidos e descalços, pobres meninos ricos.
Referência: Aristófanes, As Nuvens, trad. Gilda Maria Reale Starzynski, in Sócrates, São Paulo, Nova Cultural, 1991, 90-105.
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