Sempre fico do lado da comunicação quando a discussão é a escrita e linguagem. Não defendo nem os mais radicais a favor das mudanças, nem os mais conservadores que acham que a língua é uma estátua imutável.
Acho que o importante é comunicar. Então eu uso abreviações na internet, mas também escrevo trabalhos acadêmicos com linguagem formal.
Mas o que me levou a pensar sobre isso foi uma frase no mínimo curiosa que ouvi de um amigo: Por que dizemos que vamos fazer cocô se ele já está pronto?
O significado da frase não é bonito de se imaginar, mas o questionamento é válido. Afinal a expressão fazer cocô é relativamente nova.
Me lembro dos mais velhos que diziam “evacuar”. Pois é, o cocô já estava pronto e eles apenas o colocavam pra fora.
O importante é que a nova expressão “fazer cocô” se faz entender, ela comunica. Então, não acho que apenas os mais velhos falavam certo. Acho que podemos nos sentir à vontade com o novo modo de falar. É uma expressão assim como “correr atrás do prejuízo”, que ao pé da letra não faz muito sentido, mas por fatores culturais se faz entender muito bem.
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Pois é.
Acho que devemos todos falar do jeito que queremos, desde que a mensagem seja entregue.
Sabe o que eu acho um saco? Sermos obrigado e ler as entrelinhas? Os “pra bom entendedor…”.
Fica um tal de “não souberam me compreender…”
Negada precisa ser mais clara com o que quer dizer.
Morte aos puristas!!! Cada um é livre pra fazer cocô, correr atrás do prejuízo ou até correr risco de vida quando quiser…hehe
Só uma ressalva quanto ao título: “língua” e “cocô” na mesma frase não pega bem.
Besos!