Saiu hoje o resultado do concurso de microcontos da Academia Brasileira de Letras. Foram 2.293 microcontos inscritos. Curiosamente, nenhum deles tinha como tema as eleições ou a Copa do Mundo.

Os três grandes vencedores foram:
1º lugar: “Toda terça ia ao dentista e voltava ensolarada. Contaram ao marido sem a menor anestesia. Foi achada numa quarta, sumariamente anoitecida“.
/via @bdapieve
2º lugar: “Joguei. Perdi outra vez! Joguei e perdi por meses, mas posso apostar: os dados é que estavam viciados. Somente eles, não eu“.
/via @carlaceres
3º lugar: “Não sabia ao certo onde tecer sua teia. Escolheu um cantinho de parede da cozinha. Acertou na mosca“.
/via @Eryckmaga
Eu participei, mas nem apareci na lista. Fazer o quê? Confesso que fiquei com uma ponta de inveja deles, gostei de todos, mas eu inverteria a ordem de colocação. Pra mim, o Eryckmaga realmente acertou na mosca, merecia o 1º lugar.
O meu microconto era: “Pobre infeliz. Buscava a felicidade no trabalho“.
Vendo os vencedores acima, percebi que era preciso melhorá-lo. Então, fiz uma nova versão: “Pobre infeliz. Todos os dias, levantava cedo e se arrumava conforme o figurino da firma. Todos os dias, buscava a felicidade no emprego“. Será que eu teria mais chance?
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Eu também tentei minha sorte com o seguinte microconto: “A velha tão velha e seu velho tão novo no retrato: o laço preto, ela ri, como um pirata em mares calmos.”
Sinceramente, achei o resultado fraco. Há mais tiradas líricas que histórias neles.
Mas paciência…