VOTE NULO. Faça parte da REVOLUÇÃO SILENCIOSA.

agosto 9th, 2010 § 1

Não é de hoje que existe a confusão sobre voto nulo e voto em branco. Alguns consideram uma falha de interpretação da lei o argumento que a maioria de votos nulos anularia uma eleição. Acredito mais que seja uma falha de redação, mas ok.

Tendo essa segunda interpretação do texto, é lógico que a justiça brasileira (im)parcial jamais daria a causa pela anulação da eleição.

Mas se pensarmos que a democracia é a vontade da maioria e que a maioria está votando nulo, então, tem caroço nesse angu. Mesmo não anulando a eleição, abrem-se precedentes jurídicos para discutirmos o atual sistema impregnado de corrupção e maus costumes políticos. Se eles não fazem a reforma política/tributária, façamos nós com o voto nulo.

Você sabia que um senador brasileiro custa mais de R$ 10 milhões por ano? Que o sistema político do Brasil é o mais caro do mundo? E talvez um dos menos eficientes…rs. Taí um bom motivo para se revoltar. Agora, se você não está afim de sair nas ruas fazendo protestos, VOTE NULO. Faça parte da REVOLUÇÃO SILENCIOSA.

Graffiti em miniatura

agosto 5th, 2010 § 0

Tumblingerstraße from yo man on Vimeo.

Mande o seu #calabocadatena

agosto 2nd, 2010 § 1

Eu sei que isso não vai acabar com esse preconceito medieval contra os ateus. Mas já é um passo para se pedir respeito.

Datena, o ser infeliz e preconceituoso que vestiu a camisa do preconceito contra o ateísmo merece uma resposta à altura.

Eu já coloquei no meu avatar do Twitter o Cala boca Datena. Ficou maneiro. Clique aqui e coloque o seu.

Além disso, você também pode fazer uma reclamação por escrito pra Band no Reclame Aqui.

Você acha que eu estou exagerando? Veja aqui as idiotices do Datena transcritas pelo pessoal da ATEA e olha abaixo só uma das frases preconceituosas que ele soltou na TV durante a pesquisa realizada no ar sobre acreditar ou não em deus.

“Como nós temos mais de mil ateus? Aposto que muitos desses estão ligando da cadeia.”

Datena, armado de preconceito, incitando o ódio aos ateus. #calabocadatena

agosto 2nd, 2010 § 0

Datena é um infeliz, que utiliza a tragédia do próprio filho, com as drogas, para se promover. Acredito que ele se expressar e falar que falta deus no coração dos brasileiros é aceitável, embora eu não concorde. Agora, acusar, discriminar e agredir os ateus, eu jamais admitirei.

Ele está precisando ouvir mais e falar menos. É inaceitável pensar que uma pessoa com acesso a tantos telespectadores ainda levante uma bandeira de um preconceito estúpido como esse. Ainda comentarei mais sobre o assunto por aqui. Por enquanto, achei ótima a resposta do Pablo Villaça no seu videocast.

Também gostei da posição tomada pelo pessoal do ATEA. Além de descrever toda a idiotice falada pelo Datena, também apresenta como processar o indivíduo.

Pelo jeito, não falta deus no coração, mas sim, algum conteúdo na cabeça e na televisão dos brasileiros.

Até Jesus te acha um saco!

Será que um dia chegaremos a este ponto?

julho 29th, 2010 § 0

Será que um dia chegaremos ao ponto da charge abaixo?

Esses dias fiquei pensando: será que todos leitores da saga Crepúsculo sabem o que significa crepúsculo? Fiquei até curioso: já pensou se existe um glossário no livro explicando o título?…rs

(cre.pús.cu.lo) [F.: Do lat. crepusculum,i.]
sm.
1. Claridade fraca e indireta dos períodos de transição do dia para a noite e vice-versa; LUSCO-FUSCO

2. Período do dia em que há essa claridade [Nessas acps., é mais usual o emprego da palavra para designar a claridade e o período correspondente no anoitecer. Para designar a claridade fraca da manhã.

3. Fig. Proximidade do fim; DECLÍNIO; OCASO: crepúsculo da vida .

Brincadeiras à parte, acho positivo a leitura estar aumentando no Brasil. Pelo menos, suspeito que esteja depois de Senhor dos Anéis, Harry Potter e Crepúsculo.

Recentemente terminei de ler A Queda de Albert Camus, recomendo a todos. Camus era jornalista, escritor e filósofo existêncialista, contemporâneo de Jean Paul Sartre.

Bizarramente, na Wikipédia diz que ele foi um filósofo francês nascido na Argélia….rs. Como diria Michel Serres, toda identidade leva ao preconceito. Qual o problema em dizer que ele foi um filósofo argelino (ou nascido na Argélia)?

Em 1957, ele ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1960 morreu num acidente de carro. E hoje é um dos escritores que eu mais admiro.

Paradinha é para os fracos

julho 28th, 2010 § 0

Dá uma olhadinha no que esse cara fez. Olha como ele cobrou o pênalti, que catiguria.

Ele é da seleção sub-19 da Espanha. Será a Espanha a nova potência do futebol? Não sei, mas o momento parece bom.

Youtube ajudando na educação das crianças

julho 26th, 2010 § 1

Se pelo título você achou que esse post era sério, me desculpe, foi engano.

Quando passei para o meu filho o vídeo abaixo,  era uma tentativa de mostrar para ele o quanto é feio uma pessoa chorando. Para ver se ele para um pouco com as manhas.

Não sei se surtiu algum efeito positivo a longo prazo, não sei se os educadores vão me apedrejar, mas na hora, nós dois demos boas risadas, imitamos o senhor do filme, o choro do meu filho foi embora e a manha acabou.

Liberdade de expressão: Perdeu Playboy

julho 19th, 2010 § 0

Todo mundo já deve estar sabendo, a Playboy portuguesa foi fechada. Todas as revistas foram recolhidas. Tudo isso por causa da capa abaixo.

Não, não foi o governo de Portugal que a fechou, foi a matriz da Playboy nos EUA. É, parece que o grande inimigo da liberdade de expressão quebrou o silêncio.

Não, não estou falando da religião. Estou falando do mercado. Ou você escreve, posta, ilustra, fotografa o que o mercado quer ou está na rua, perde o patrocínio etc. Taí o grande vilão da liberdade de expressão em tempos de neoliberalismo.

Você pode achar que a igreja católica portuguesa esteja por trás disso, mas saiba que os EUA são os inventores do fundamentalismo religioso. Sim, eles são fundadores do Fundamentalismo Cristão. E a Playboy deve fazer parte dessa cúpula. Quem diria?

Por mais estranho que lhe pareça, o livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” de Max Weber (pasme, ele não é um piloto de Fórmula 1) explica bem a possível relação entre o modelo de negócio americano, no caso a Playboy e a religião protestante.

Neste livro, Weber avança a tese de que a ética e as ideias puritanas influenciaram o desenvolvimento do capitalismo. É aquele velho papo de que o trabalho enobrece o homem e que a mente vazia é a oficina do diabo levada às últimas instâncias fundida com uma certa meritocracia divina.

Espero que depois disso, o povo da superfície entenda porque escândalos de grandes marcas não aparecem na grande mídia. Afinal, eles são os grandes anunciantes que pagam a conta no final. São eles que pagam os salários dos jornalistas e chefes editoriais.

Jovens artistas: O Homem do Jornal e Estrufição

julho 19th, 2010 § 0

Convivo bem de perto com dois pequenos jovens artistas. São os meus filhos: Mayla de 7 anos e o Pedro de 3. Certo dia eles sentaram pra pintar.

A Mayla fez o Homem do Jornal.

Se você não entende muito de arte eu vou te ajudar a entender. A pintura é a imagem de um homem pegando um jornal num prédio visto de lado.

O Pedro fez a Estrufição.

Se você não entende muito de arte, te ajudo novamente. Estrufição, segundo o Pedro, é quando tem muita bagunça, muita confusão. Não sei bem a origem da palavra, mas acredito que a inspiração para a pintura foi a própria arrumação do quarto do artista.

Alex Bogusky defende o fim da publicidade para o público infantil – ‘Não é justo’ com as crianças

julho 15th, 2010 § 0

Eu já era fã do trabalho dele, agora passei a admirar também as atitudes e ideias do Bogusky. Encontrei esse post no Criança & Mídia e o reproduzo aqui na íntegra, vale a pena lê-lo.

Alex Bogusky, sócio fundador da agência Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial esta semana ao anunciar sua saída da publicidade e seu objetivo de “participar da revoluçao cultural que está acontecendo em sua maior parte fora da publicidade“. Na semana anterior, no entanto, durante o Festival de Publicidade de Cannes, Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Bogusky argumenta que as crianças não estão prontas para lidar com a publicidade em função do estágio de desenvolvimento em que estão. “Seus cérebros são fundamentalmente diferente (dos adultos), a principal diferença é que o desenvolvimento do lado direito do cérebro não começa realmente antes dos 12. Isso é importante porque sem o lado direito envolvido, todas as decisões e conceitos são muito ou preto ou branco“, descreve. As crianças dividem as coisas entre boas e ruins, diz ele, não entendem o cinza, e por isso não estão equipadas para entender a publicidade da mesma maneira que um adulto.

Segue imaginando o que aconteceria se a publicidade para crianças simplesmente acabasse. Sugere que o relacionamento entre pais e filhos melhoraria, já que não haveria mais a publicidade levando as crianças a fazer pressão para os pais comprarem isso ou aquilo. “Mais de 10% das crianças de 12 a 13 anos admitem pedir mais de 50 vezes aos seus pais para comprarem produtos que viram em anunciados. Só isso já basta para fazer todos os pais assinarem uma petição“. Bogusky acredita também que sem a publicidade, as crianças melhoraria sua auto-estima. “Mais da metade das crianças pesquisadas (53%) disseram que comprar certos produtos fazem com que elas se sintam melhor sobre si mesmas“, diz.

E o que aconteceria com, por exemplo, os canais de TV para crianças? Cartoon e Nickelodeon desapareceriam, imagina Bogusky. A garotada lamentaria, mas conseguiria conviver com isso. “As crianças seriam forçadas a levantar do sofá e pensar em novas maneiras de se divertir. Algumas dessas brincadeiras poderiam até mesmo incluir atividade física“, propõe, sem esquecer que o computador e os videogames também seriam uma opção (“pelo menos têm um pouco de interação”).

E o mercado publicitário, como fica? O dinheiro destinado a publicidade para crianças não some, ele migra para outras ações, prevê. Mas para quem tem negócio especializado em publicidade para crianças, Bogusky avisa – “seu negócio será uma baixa”. Segundo ele, uma estimativa moderada de quanto o marketing para crianças movimenta chega a US$ 15 bilhões por ano. “É chocante descobrir que isso é 250% mais do que era em 1992. Para mim, esses números são assustadores”. Cita os países europeus onde a publicidade para o público infantil foi proibida, em especial a Suécia, que tomou a decisão por considerar que anunciar para elas “não é justo” em função do estágio de desenvolvimento do cérebro. “Eu concordo”, diz ele.

Bogusky passa pela questão da ética vs lucro e sugere que seria mais interessante para os lobistas da indústria do fast food defenderem a proibição da publicidade para crianças. Afinal, se for criada uma legislação nesse sentido, a indústria do fast food ganharia em imagem por estar “do lado certo” da questão. “Talvez nosso próprio mercado (publicitário) possa fazer lobby para isso. Deus sabe que os publicitários precisam aparecer positivamente na mídia“, ironiza.

A proposta final de Bogusky é transformar em índice a maneira como as empresas lidam com a ética e o uso equilibrado da publicidade. Já que as companhia são avaliadas por seus impactos na saúde, sustentabilidade, ética no tratamento dos funcionários e até dos animais, por que não serem avaliadas também por sua ética em relação às crianças. “Qual sua pontuação na prática ética e justa da publicidade? Isso pode ser mensurado e quantificado e pode se tornar parte da decisão de compra. Não apenas para quem tem filhos, mas para todos os consumidores”, defende.

Publicitário premiado, Bogusky encerra seu post afirmando que ganhar troféu por deixar de anunciar para crianças seria uma maneira de levar o mercado a defender essa idéia. “Minha esperança para o prêmio Cannes Crystal 2011 é que alguma agência trabalhe junto ao seu cliente para encerrar toda a publicidade para crianças e leve para casa o Cannes Crystal Grand Prix Lion em seu ano de estréia. E isso seria o fim da questão. Porque assim que passar a existir um prêmio para isso, todos nós publicitários estaremos brigando por ele“.

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