Comichão e Coçadinha

março 26th, 2012 § 0 comments § permalink

Que tal 48 minutos do desenho mais insano da TV?

Banksy :: sobre o vandalismo

março 23rd, 2012 § 0 comments § permalink

Algumas pessoas se tornam policiais porque eles querem fazer do mundo um lugar melhor. Algumas pessoas se tornam vândalos, porque eles querem fazer do mundo um lugar mais bonito.

- Banksy

Operação Intolerância prende responsáveis pelo blog fascista Silvio Koerich

março 22nd, 2012 § 0 comments § permalink

Fonte: Agência de Notícias da Polícia Federal

Curitiba/PR – A Polícia Federal em Curitiba deflagrou hoje, 22 de março, a “OPERAÇÃO INTOLERÂNCIA” que identificou os responsáveis pelas postagens criminosas encontradas no site silviokoerich.org. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra E.E.R. e M.V.S.M., moradores de Curitiba e Brasília, respectivamente.

As investigações iniciaram-se a partir de inúmeras denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do referido site. Até o dia 14 de março deste ano foram registrados 69.729 denúncias a respeito do conteúdo criminoso do site investigado. As mensagens faziam apologia à violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além da incitação do abuso sexual de menores. Os criminosos também apoiaram o massacre de crianças praticado por um atirador em uma escola na cidade do Rio de Janeiro em 2011.

O nome “Sílvio Koerich” foi apropriado indevidamente por E.E.R. em represália a uma terceira pessoa que rejeitou as declarações preconceituosas, homofóbicas e intolerantes postadas em um fórum de debates feminista.

Além dos mandados de prisão preventiva, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos criminosos.

Os presos responderão pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Veja o vídeo da operação.

Freelancer de redação

março 21st, 2012 § 0 comments § permalink

 

Portfólio: http://luizredator.blogspot.com/
LinkedIN: http://br.linkedin.com/in/luizredator

 

Dois corpos que caem de João Silvério Trevisan

março 21st, 2012 § 0 comments § permalink

Eu tive o prazer não só de conhecê-lo pessoalmente, mas também de fazer sua oficina literária. Mais do que isso, pude presenciar o próprio João Silvério Trevisan lendo este conto para a turma. Com certeza, mudou a minha vida.

Dois corpos que caem

Por simples acaso, dois desconhecidos encontraram-se despencando juntos do alto do Edifício Itália, no centro de São Paulo.
- Oi – disse o primeiro, no alvoroçado início da queda. – Eu me chamo João. E você?
- Antônio – gritou o segundo, perfurando furiosamente o espaço.
E, só pra matar o tempo do mergulho, começaram a conversar.
- O que você faz aqui? – perguntou Antônio.
- Estou me matando – respondeu João. – E você?
- Que coincidência! Eu também. Espero que desta vez dê certo, porque é minha décima tentativa. anos venho tentando. Mas tem sempre um amigo, um desconhecido e até bombeiro que impede. Você afinal está se matando por quê?
- Por amor – respondeu João, sentindo o vento frio no rosto. – Eu, que amava tanto, fui trocado por um homem de olhos azuis. Infelizmente só tenho estes corriqueiros olhos castanhos…
- E não lhe parece insensato destruir a vida por algo tão efêmero como o amor? – ponderou Antônio, sentindo a zoada que o acompanhava à morte.
- Justamente. Trata-se de uma vingança da insensatez contra a lógica
- gritou João num tom quase triunfante. – Em geral é a vida que destrói o amor. Desta vez, decidi que o amor acertaria contas com a vida!
- Poxa – exclamou Antônio – você fez do amor uma panacéia!
- Antes fosse – replicou João, com um suspiro. – Duvidoso como é, o amor me provocou dores horríveis. Nunca se sabe se o que chamamos amor é desamparo, solidão doentia ou desejo incontrolável de dominação. O que na verdade me seduz é que o amor destrói certezas com a mesma incomparável transparência com que o caos significante enfrenta a insignificância
da ordem. Não, o amor não é solução para a vida. Mas é culminância. Morrer por ele me trouxe paz.
Ante o vertiginoso discurso, ambos tentaram sorrir contra a gravidade.
- E você, como se sente? – perguntou João a Antônio.
- Oh, agora estou plenamente satisfeito.
- Então por que busca a morte?
- Bom – respondeu Antônio – me assustou descobrir um fiasco primordial: que a razão tem demônios que a própria razão desconhece. Daí, preferi mergulhar de vez no mistério.
- Sim, da razão conheço demasiados horrores. Mas que mistério é esse tão importante a ponto de merecer sua vida?
- Não sei – respondeu Antônio. – Mistério é mistério.
- Mas morto você não desvendará o mistério! – protestou João.
- Por isso mesmo. O fundamental no mistério é aguçar contradições, e não desvendar. Matar-me, por exemplo, é bom na medida que me torna parte do enigma e, de certo modo, o agudiza. Tem a ver com a fé, que gera energias para a vida. Ou para a história, quem sabe…
- Taí um negócio que perdi: a fé. Deus para mim… – e João engasgou.
- Ora – revidou Antônio vivamente. – A fé nada tem a ver com Deus, que se reduziu a uma pobre estrela anã de energias tão concentradas que já nem sai do lugar. Deus desistiu de entender os homems, e virou também indagador. Sem Deus nem Razão, a única fé possível é mergulhar neste abismo do mistério total.
- Mas para isso é preciso ao menos saber onde está o mistério – insistiu João com os cabelos drapejando ao vento.
- Ué, o mistério está em mim, por exemplo, que me mato para coincidir comigo mesmo. Mas há mistério também em você: seu morrer de amor é o mais impossível ato de fé. Graças a ele, você participa do mistério. Porque se apaixonou pelos abismos. João olhou com olhos estatelados, ao compreender. E Antônio, que já faiscava na semi-realidade da vertigem, gritou com todas as forças:
- Há sobretudo este mistério maior de estarmos, na mesma hora e local, cometendo o mesmo gesto absurdo e despencando para a mesma incerteza, por puro acaso. Além de cúmplices, a intensidade deste mergulho nos tornou visionários. Você não vê diante de si o desconhecido? É que já estamos perfurando a treva.
E como tudo de fato reluzia, João também ergueu a voz:
- Sim, sim. É espantoso o brilho do absurdo.
- E agora – disse Antônio bem diante do rosto de João – falemos um pouco da permanência. Você gosta dos meus olhos azuis?
Foi quando os dois corpos se estatelaram na Avenida São Luiz.

Minhas colagens no circuito da streetart

março 19th, 2012 § 0 comments § permalink

Recentemente fui procurar uma galeria para expôr minhas colagens e delicadamente me mandaram pra rua. Disseram que era tudo muito interessante, mas achavam que meu lugar não era a galeria. Na hora fiquei com raiva, agora vejo que eles estavam certos, afinal, a rua é muito melhor.

Fui no INTERVENHA do Coletivo FUZZ daqui de Campinas. Valeu muito a pena colar lá.

o Pedro pinta e as mina pira

últimos acertos, um detalhe aqui, um olho ali

agora é só esperar a cola secar

putamerda, ficou maneiro

muito trampo bom

muita gente boa

Tem mais fotos na página do Coletivo FUZZ.

Minhas colagens na revista Número Único 01

março 17th, 2012 § 0 comments § permalink

Recebi o convite via Flickr e fiquei muito feliz em poder participar. Nessa revista você vê os mais diferentes estilos de colagens, uns muito foda.

Vendo ao lado de colagens com um estilo mais grunge, parece até que faço as minhas no Photoshop. Mas não, são feitas todas à mão, com tesoura, cola e estilete. Engraçado, eu que sempre me considerei “relaxado” alcancei um grau de refinamento capaz de enganar os olhos à primeira vista.

Divirta-se nas páginas da Número Único 01.

Related Posts with Thumbnails
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline