O jornalista Charles Nisz, que gosta de estatísticas futebolísticas, é torcedor do Santos e fez o seguinte retrospecto:
1) O São Paulo perdeu 5 finais em 8 – das 5, 3 em casa –, isso na época do campeonato mata-mata, com 37% de aproveitamento. Sob a regra dos pontos corridos, sua ratio subiu para 50%; foi campeão em 3 das 6 oportunidades que teve (ou seja, foi vice nos outros 3 casos).
2) O Santos conquistou 1 título em 3 finais de mata-mata. E 1 título em 2 chances na fase pontos corridos.
3) O Corinthians venceu 3 vezes em 6 finais de mata-mata e conquistou apenas 1 título nos pontos corridos.
4) O Flamengo nunca perdeu final de mata-mata; venceu 5 em 5. Mas nos pontos corridos seu melhor resultado até agora foi um 3º lugar.
5) O Palmeiras mostra ótimo aproveitamento em mata-mata também: converteu em vitória 4 das 6 finais disputadas. Mas, em pontos corridos, neca de piripitiba (não sei os números nesse caso).
Eu, como bom flamenguista, sou totalmente a favor do mata-mata. Vou dar 4 motivos para defender meu ponto de vista:
1 – a motivação dos times influencia diretamente no resultado. Por exemplo: dizem que o Grêmio já está de férias e que jogará com o time reserva contra o Flamengo. Ou seja, um jogo sem nenhuma motivação para uma das equipes pode resolver o campeonato. Isso sem falar na partida do São Paulo contra o já rebaixado (há muito tempo) Sport na última rodada.
2 – com a janela da europa, fica difícil, ou quase impossível um time que tem um jogador que se destaque, manter uma regularidade. Só o Flamengo, perdeu o atacante Emerson por R$ 17 milhões. Que time recusaria a proposta? Resultado, muitos desfalques durante o campeonato super “justo”.
3 – rivalidades devem ser resolvidas em campo, diretamente. Que legal seria o Grêmio ou o Corinthians entregar o jogo só pra prejudicar o Internacional ou o São Paulo. Que emoção não? Se fosse uma semifinal, isso jamais passaria pela cabeça da torcida.
4 – a emoção de uma final é impagável. Confesso que mesmo o meu time disputando o título, a emoção não se compara com uma final. Eu ainda me lembro do último título, em 1992. O Rio em festa, os nervos à flor da pele e o maestro Júnior dando um show em campo.
5 – a mala branca fode tudo. Imagine se o Avaí dependesse da mala branca. E quando as coisas vem à tona, é porque corre solta já faz muito tempo. Quem me garante que malas de todas as cores não rolaram em todos os campeonatos de pontos corridos? Num mata-mata, é matar ou morrer, se acontecer alguma corrupção, o bicho pega.
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