Recriminar a Geisy Arruda da Uniban pelo seu vestido é o mesmo que os portugueses fizeram com os índios, a única diferença é que o segundo fato ocorreu há mais de 500 anos.
Me assusta o número de universitários a favor de uma disciplina mais rígida sobre a roupa dos alunos. Em um programa de entrevistas vi uma jovem criticar até mesmo camisetas regata.
Parece que não tem mais volta, a educação no Brasil é feita de aparências. Pode-se perceber isso tanto na falência do conteúdo acadêmico quanto na preparação para o mercado de trabalho, que entre outras coisas, inclui essa disciplina estética.
A juventude que recrimina o vestido curto, sem perceber está seguindo um caminho fascista de pensamento. E plagiando aquela atriz global chata pracacete, “eu tenho medo“. Tenho medo, pois infelizmente eles são o futuro do país. Tenho medo de um futuro fascista.
Como sempre, ainda existe um grito de esperança. Uma parcela que ainda luta por algo, que ainda acredita que o futuro não pode ser fascista. Veja abaixo o ótimo ato de protesto realizado na UNB.
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