“Ninguém é dono, e ao mesmo tempo, todos são donos”. Anarquia é isso. Anarquia não é caos nem bagunça, é bem-estar coletivo livre de propriedade privada que exclui os demais. Anarquia é desapego e comprometimento. Parece complexo, mas é simples, a gente é que complica tudo.
Leve o que você tiver para trocar, mesmo que sejam apenas ideias. Vai ser dia 19/12/2009, a partir das 13h. Veja o endereço no cartaz, clique na imagem para ampiá-la.
Achei o Intercon 2009 muito bom, principalmente as palestras de Business, que se não fosse a palestra do Luli no time de Criação, teria dado de 10.
Gostei muito de ver principios anarquistas como a colaboração sem hierarquia serem levantados em palestras de business. É de empolgar e deixar a gente um pouco mais otimista com o futuro.
Anarquia, ao contrário do que muitos pensam, não é caos nem terrorismo, é fazer a coisa certa ser precisar que ninguém te mande fazer. É estar conectado ao outro e saber do que ele precisa. E além disso, é ter liberdade e autonomia para fazer isso, como na cultura Hacker.
Foi lindo ver o Sérgio Amadeu (@samadeu) dizendo que está surgindo uma economia que valoriza o relacionamento e não a propriedade. Como diria Proudhon, a propriedade é um furto.
Na palestra do SENAC, foi dito que para aprender é preciso ser autonomo. Outra frase linda, é o faça-você-mesmo na educação. Assim como Machado de Assis, o maior gênio da literatura nacional e talvez o maior autodidata da história do Brasil.
Além disso, rolou muita coisa boa. Hernani Dimantas o @hdhd, que acompanho há algum tempo, desde que vi sua palestra no Sustentar em Campinas, apresentou seus projetos, todos de fazer inveja. Um que gostei muito e pretendo ler mais sobre ele é o Lixo Eletrônico.
O Gil Giardelli disse uma frase marqavilhosa também: Baixe um CD, salve o planeta. Não comprando um CD vc está reduzindo o rezíduo jogado no planeta. Se deus fecha os cinemas como diz a campanha contra o Torrent, o problema é dele, eu quero é salvar o mundo e não deus.
Teve muita coisa boa, voltada pro lado profissional e do futuro também. Ao seu estilo Madonna de ser, com microfone na cabeça e trocando de roupas várias vezes o Luli deu um show na sua palestra final mais uma vez.
As únicas críticas (construtivas) que tenho para o InterCon são:
- aumentar o ar-condicionado;
- ter mais água, ou pelo menos um bebedouro à disposição;
- e ter menos palestrantes com mais tempo para debate.
Mesmo assim, creio que o InterCon seja o melhor evento de internet do Brasil levando em consideração seu custoXbenefício.
Aproximadamente às 11h do dia 18 na Praia do bairro Caçarí, na cidade de Boa Vista Capital do Estado de Roraima o professor, poeta, escritor, musico, compositor, anarquista Chrystian Paiva foi bruscamente abordado por uma guarnição da Polícia Militar sob o comando do Subtenente Machado e sem nenhum indício anterior que tivesse intenção de cometer suicídio em um balneário movimentado, em plena luz do dia, a polícia em sua versão disse que o mesmo o cometeu.
As testemunhas são controversas, Chrystian Paiva era destro a bala que perfurou sua cabeça entrou do lado esquerdo, a mão esquerda estava machucada, assim como estava com hematomas e arranhões no rosto. Tudo leva crê que não teve como se defender e se tivesse como se defender com uma arma de fogo não atiraria na própria cabeça na frente de policiais militares, não creditamos na versão oficial da imprensa e mídia de que Chrystian Paiva tenha cometido suicídio.
O Professor Chrystian Paiva era anarquista aguerrido com dois anos em Roraima mobilizou os professores do estado para lutar contra as más condições da Educação, o coronelismo autoritário implantado pelo estado nas escolas e a política pelega do Sindicato dos professores. Passávamos noites junto com ele enviando e-mails, criou blog MOTE e como todo bom anarquista fazia ação direta. Colecionava um grande histórico de lutas de repercussão nacional empreendidas no estado onde nasceu São Paulo e era PUNK desde os 12 anos.
Ficamos indignados de saber que um companheiro de luta tão importante para o movimento tenha sido vítima de uma ação de policiais truculentos e queremos vingança. Vamos lutar o mais que pudermos para responsabilizar os verdadeiros culpados, pedimos a ajuda de todos os amigos e companheiros de luta.
No Canadá, clube de futebol anarquista leva o esporte além de vencer e perder .
Dando um cartão vermelho para a hegemonia.
Nas noites de quarta, no canto nordeste do Parc Notre Dame de Grace, encravado entre Cote St. Antoine e Girouard, logo ao norte da corrida canina, Alex Megelas espera pacientemente em um tufo de grama por seguidores (leia-se entusiastas) do que ele chama seu Anarquista Futebol Clube.
Através de uma versão não-hierárquica particular de futebol, o clube almeja combater as práticas discriminatórias que freqüentemente fazem parte dos esportes organizados como o sexismo, a homofobia e o machismo.
Essencialmente, o Anarquista Futebol Clube erradicou a hierarquia que normalmente existe nos esportes organizados ao despojar o jogo de suas regras tradicionais. Isso significa sem contagem de placar, limites, capitães, e sem as mãos. Qualquer coisa e qualquer um são permitidos, exceto comportamentos agressivos e más atitudes.
Os times são escolhidos usando um sistema de números (1, 2, 1, 2,) e tendem a ser bem flexíveis. Jogadores buscam por pessoas que não estão em seus times, e por conta de as pausas para descanso/socialização serem freqüentes, os times tendem a mudar e modificar ao longo da noite.
Eu não podia deixar essa data passar batida. Sei que perto dos desfiles e shows, esse post vai passar praticamente batido. Mas fica meu protesto à uma pátria que tenho que amar, mas que não me ama. Que não reserva pra mim sequer um metro quadrado de terra, mas a qual tenho que morrer pra defender suas fronteiras. Não sou nacionalista, como perceberam. Acredito que esse papo de pátria é uma grande mentira que nos contam quando somos criancinhas e que temos que carregar pela vida toda.
Pessoas tem medo de questionar a pátria pra não parecer estranho, diferente, ou parecer “errado”. Como sempre digo, é mais fácil discriminar a minoria do que discordar da maioria. Pensem, questionem, faz bem.
Os Inocentes – Pátria amada (salve, salve-se quem puder). Praticamente um hino nacional punk.
Garotos Podres – A Internacional. Esse sim, um hino internacional anarquista.
Where Am I?
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