II Feira Anarquista de São Paulo
novembro 17th, 2011 § 0 comments § permalink
Você acredita na nossa democracia?
outubro 13th, 2011 § 0 comments § permalink
A ilusão do sufrágio universal
Mikhail Bakunin
Os homens acreditavam que o estabelecimento do sufrágio universal garantia a liberdade dos povos. Mas infelizmente esta era uma grande ilusão e a compreensão da ilusão, em muitos lugares, levou à queda e à desmoralização do partido radical. Os radicais não queriam enganar o povo, pelo menos assim asseguram as obras liberais, mas neste caso eles próprios foram enganados.
Eles estavam firmemente convencidos quando prometeram ao povo a liberdade através do sufrágio universal. Inspirados por essa convicção, eles puderam sublevar as massas e derrubar os governos aristocráticos estabelecidos. Hoje depois de aprender com a experiência, e com a política do poder, os radicais perderam a fé em si mesmos e em seus princípios derrotados e corruptos. Mas tudo parecia tão natural e tão simples: uma vez que os poderes legislativo e executivo emanavam diretamente de uma eleição popular, não se tornariam a pura expressão da vontade popular e não produziriam a liberdade e o bem estar entre a população?
Toda decepção com o sistema representativo está na ilusão de que um governo e uma legislação surgidos de uma eleição popular deve e pode representar a verdadeira vontade do povo. Instintiva e inevitavelmente, o povo espera duas coisas: a maior prosperidade possível combinada com a maior liberdade de movimento e de ação. Isto significa a melhor organização dos interesses econômicos populares, e a completa ausência de qualquer organização política ou de poder, já que toda organização política se destina à negação da liberdade. Estes são os desejos básicos do povo. Os instintos dos governantes, sejam legisladores ou executores das leis, são diametricamente opostos por estarem numa posição excepcional.
Por mais democráticos que sejam seus sentimentos e suas intenções, atingida uma certa elevação de posto, vêem a sociedade da mesma forma que um professor vê seus alunos, e entre o professor e os alunos não há igualdade. De um lado, há o sentimento de superioridade, inevitavelmente provocado pela posição de superioridade que decorre da superioridade do professor, exercite ele o poder legislativo ou executivo. Quem fala de poder político, fala de dominação. Quando existe dominação, uma grande parcela da sociedade é dominada e os que são dominados geralmente detestam os que dominam, enquanto estes não têm outra escolha, a não ser subjugar e oprimir aqueles que dominam.
Esta é a eterna história do saber, desde que o poder surgiu no mundo. Isto é, o que também explica como e porque os democratas mais radicais, os rebeldes mais violentos se tornam os conservadores mais cautelosos assim que obtêm o poder. Tais retratações são geralmente consideradas atos de traição, mas isto é um erro. A causa principal é apenas a mudança de posição e, portanto, de perspectiva.
Na Suíça, assim como em outros lugares, a classe governante é completamente diferente e separada da massa dos governados. Aqui, apesar da constituição política ser igualitária, é a burguesia que governa, e é o povo, operários e camponeses, que obedecem suas leis. O povo não tem tempo livre ou educação necessária para se ocupar do governo. Já que a burguesia tem ambos, ela tem de ato, se não por direito, privilégio exclusivo. Portanto, na Suíça, como em outros países a igualdade política é apenas uma ficção pueril, uma mentira.
Separada como está do povo, por circunstâncias sociais e econômicas, como pode a burguesia expressar, nas leis e no governo, os sentimentos, as idéias, e a vontade do povo? É possível, e a experiência diária prova isto. Na legislação e no governo, a burguesia é dirigida principalmente por seus próprios interesses e preconceitos, sem levar em conta os interesses do povo.
É verdade que todos os nossos legisladores, assim como todos os membros dos governos cantonais são eleitos, direta ou indiretamente, pelo povo. É verdade que, em dia de eleição, mesmo a burguesia mais orgulhosa, se tiver ambição política, deve curvar-se diante de sua Majestade, a Soberania Popular. Mas, terminada a eleição, o povo volta ao trabalho, e a burguesia, a seus lucrativos negócios e às intrigas políticas. Não se encontram e não se reconhecem mais.
Como se pode esperar que o povo, oprimido pelo trabalho e ignorante da maioria dos problemas, supervisione as ações de seus representantes? Na realidade, o controle exercido pelos eleitores aos seus representantes eleitos é pura ficção, já que no sistema representativo, o controle popular é apenas uma garantia da liberdade do povo, é evidente que tal liberdade não é mais do que ficção.
Arte e liberdade: Eduardo Marinho
setembro 21st, 2011 § 1 comment § permalink
Com a palavra o artista Eduardo Marinho.
Recebi esses vídeos de um amigo e só depois de pesquisar mais a respeito do Eduardo Marinho descobri que ele é quem doou uma imagem para a capa de um dos livros da Biblioteca Virtual da Editora Faísca.
Sem se conhecer pessoalmente, acabamos trabalhando juntos em um projeto colaborativo bem maneiro. Isso é Anarquia. Teve muito mais gente envolvida, projetos assim deviam acontecer mais vezes. Baixe grátis os livros.
Conheça a Villa El Salvador, no Peru
julho 20th, 2011 § 0 comments § permalink
Villa El Salvador talvez seja um caso único no mundo de organização popular. Trata-se de uma cidade próspera que teve seu início quando o governo peruano resolveu “limpar” a capital Lima. Desabrigaram os pobres, enviando-os para uma área onde só havia areia. “Se no tenemos nada, lo haremos tudo“.
Lá, o povo se organizou em grandes assembléias com autogestão. Aqui no Brasil, ninguém acredita nessa forma de governo. Todos acham que realmente precisamos dos políticos. Lá, com esse sistema eles já tem um plano de desenvolvimento até 2021, totalmente transparente. Aqui, não sabemos o que será de nós na Copa de 2014.
Villa El Salvador tem muitas bibliotecas, sempre cheias. Com a autogestão, a cultura ganhou um importante papel na sociedade. Existem pista de skate, 3 universidades, e um parque industrial exporta produtos para o mundo todo.
Lá também existem os Comedores. São restaurantes populares onde se pode almoçar por muito pouco. As pessoas que trabalham nesses comedores são voluntárias. Existem pobres em Villa El Salvador, mas lá, ninguém passa fome.
Villa El Salvador é um exemplo pro mundo, que você jamais verá no Jornal Nacional ou na revista Veja. Afinal, eles não podem divulgar o sucesso do povo e da autogestão. Eles fazem de tudo para que você acredite que realmente precisa do cartão de crédito e dos políticos para viver.
Veja mais informações sobre a Villa El Salvador aqui.
Grécia: 48 nas ruas
junho 29th, 2011 § 0 comments § permalink
A população da Grécia se organizou. Está exigindo Democracia Direta Já. Não tem nada a ver com o movimento Diretas Já que existiu no Brasil, o que eles querem é a anarquia. Onde o povo vota o futuro do seu país, onde será aplicado o seu dinheiro, o que será feito com o futuro dos seus filhos.
Eles cansaram de representantes políticos incompetentes e corruptos, por isso, foram às ruas. O filme é emocionante, vai contra tudo que o Jornal Nacional e o discurso dos políticos brasileiros nos leva a crer. Sim, a anarquia é possível. Mais do que isso, parece que ela está se tornando necessária.
O que se passa na Grécia? Dizem que 70 a 80% da população é contra os pacotes propostos/impostos pelo FMI. Estes pacotes são os mesmos que foram implantados na América Latina nas décadas de 60 e 70. A diferença é que aqui, os pacotes foram implantados em ditaduras, lá eles querem implantá-los numa democracia. A luta vai ser boa.
Diante do Impeachment do Prefeito: posicionamento anarquista
maio 24th, 2011 § 0 comments § permalink
Texto para reflexão.
Já havíamos avisado, o modelo político de representação por eleição é muito falho e tem enormes brechas para os abusos, roubos que sustentam o sistema. O capitalismo e totalitarismo se alimentam desse modelo e se fortalecem e sempre apontamos a necessidade de romper com isso. Como anarquistas sempre denunciamos a ilusão eleitoral, uma farsa que encobre as quadrilhas que formam o Estado e fazem a manutenção do modelo capitalista na versão dita democrática. A roubalheira institucional se mantém, removendo fulano A, sicrano e beltrano, porque o modelo aceita tais modalidades de roubo e os removidos serão substituídos por elementos que deverão se adequar ao esquema ou montar novo até serem pegos também. O problema não são os indivíduos e sim a base em que se apoiam, que é a roubalheira institucional.
Entendemos que isso só se resolve com o fim do modelo eleitoral e implementando a autogestão e federalismo libertário, onde quem administra é também quem faz e controla o modelo, onde a participação efetiva de tod@s é imprescindível. Os cargos não são fixos, mas flexíveis e trocados sempre que necessário, sem prejuízo ao todo social. Deste modo, evita-se o vício e a formação de grupos privilegiados como é feito no modelo vigente político.
Não podemos esquecer que o prefeito do PDT, Dr. Hélio conta (ou contava) com o apoio os seguintes partidos: PT, PMN, PPS, PcdoB, PV, PDT entre outros e que são partidos que possuem ainda grande controle e influencia nos principais movimentos sociais e populares, como também nas instâncias institucionais de vários setores importantes. Isso significa que amortecem os impactos dos protestos e os dirigem conforme a comodidade e interesses desses grupos em contradição com as necessidades da população.
Isso ficou claro no episódio do mensalão, onde abafaram o caso e reduziram os impactos que levariam ao impedimento (impechment) do presidente Lula. Cabe agora questionarmos os mais de 80% de eleitores que votaram no Dr Hélio mais os partidos que o sustentava o que vão fazer? Dizer que foram enganados é pouco, isso já denunciamos na prática nepotista que fez empregar a esposa (que tudo indica ser a chefe da quadrilha ou cabeça da roubalheira), a filha e o genro, isso em 2008/2009. Não se pode esquecer que também vinha de um passado sujo em Americana, onde ainda estão apurando seu envolvimento em esquemas de fraudes parecidos com o que foi denunciado agora. Isso tudo foi apresentado, mas o Dr. foi eleito, ignorância do eleitor? Possivelmente!
Como anarquistas repetimos que o caminho é auto-organização da sociedade, de forma direta, autogestão e federação libertária, sem partidos, sem patrões, sem religiões, sem Estado. Enquanto se mantiver o modelo eleitoral, episódios como esses serão sempre frequentes (mesmo que não divulgados ou delatados). Buscar reformas no modelo, com uma moralização de leis mais firmes, não adianta, as leis só servem aos poderosos que sempre contornam as leis (tais como Quercia, Maluf, Serra, Palloci, Dirceu, Collor, etc).
Romper com o sistema é urgente, não basta passar um dia apitando ou pintando a cara em um fórum burguês ou de forma de massa de manobra “democrática”. Deve-se mobilizar de forma continua e educar na prática de assembleias de autogestão onde tod@s participam, com o preço que a omissão abre espaço para os oportunistas controlarem o processo.
Além de impeachment (impedimento), é necessário a educação para entender como mudar, organização para compor a força dessa mudança e emancipação com base dessa mudança.
Bem estar e liberdade para tod@s, Fenikso Nigra.
Ato Antifascista em Campinas 19/02/2011
fevereiro 20th, 2011 § 0 comments § permalink
Fevereiro se tornou um mês de luta contra o fascismo. A maior característica do fascismo é a intolerância, pois a última coisa que um governante totalitário deseja ver em seu povo é a liberdade de expressão e de pensamento. É mais fácil controlar pessoas padronizadas. Por isso, fascistas são contra imigrantes, homossexuais e libertários. Fascistas se utilizam do racismo e de conceitos dogmáticos para valer sua ideologia.
O filme foi gravado no sábado 19/02, quando houve uma manifestação totalmente pacífica e libertária no Largo do Rosário em Campinas, em nome da liberdade e contra o fascismo.
Ato Antifascista em Campinas- 19/02/2011 from Jdjljo on Vimeo.
O que assusta é a falta de conhecimento das pessoas. Muitos acham que o Brasil está livre de repressões e preconceitos. Esquecem de fatos como o do protesto do Passe Livre, onde a polícia se utilizou de uma violência digna de regimes autoritários e fascistas. Temos que ficar espertos quanto aos lobos em pele de cordeiro.





















