Fevereiro se tornou um mês de luta contra o fascismo. A maior característica do fascismo é a intolerância, pois a última coisa que um governante totalitário deseja ver em seu povo é a liberdade de expressão e de pensamento. É mais fácil controlar pessoas padronizadas. Por isso, fascistas são contra imigrantes, homossexuais e libertários. Fascistas se utilizam do racismo e de conceitos dogmáticos para valer sua ideologia.
O filme foi gravado no sábado 19/02, quando houve uma manifestação totalmente pacífica e libertária no Largo do Rosário em Campinas, em nome da liberdade e contra o fascismo.
O que assusta é a falta de conhecimento das pessoas. Muitos acham que o Brasil está livre de repressões e preconceitos. Esquecem de fatos como o do protesto do Passe Livre, onde a polícia se utilizou de uma violência digna de regimes autoritários e fascistas. Temos que ficar espertos quanto aos lobos em pele de cordeiro.
É lógico que você não ouvirá a mídia falar em anarquia em momento nenhum numa revolução bem-sucedida, mas o Egito mostrou com exemplos práticos alguns pensamentos anarquistas.
Ação direta: a política está nas ruas. No caso, começou com manifestações pacíficas, porém sem medo de repressões. Foi indo às ruas que o povo egípcio começou sua revolução;
Auto-defesa: embora o movimento tenha tido um grande caráter pacífico, o povo mostrou que sabia se defender quando preciso e que tinha determinação o bastante para isso;
Objetivos definidos pelo povo: os egípcios tinham objetivos claros, sabiam muito bem o que queriam, não buscavam negociações com políticos ou partidos. Essa é uma característica forte da autogestão;
Autogestão: em momento nenhum foi declarado um líder. O povo sabe o que é melhor para ele. Seguia sua vontade, sem obedecer líderes ou lideranças, inclusive para derrubar um líder que não atendia o povo;
Isso sem falar em revolução permanente entre outros conceitos anarquistas.
Você só ouvirá o termo anarquia para definir o caos, e não para definir uma manifestação legítima de um povo oprimido. Isso sim é anarquia, é fazer a revolução sem precisar de partidos ou líderes. Mais do que bagunça, é colocar ordem na casa, colocando para fora corruptos como Mubarack.
Uma pena agora eles terem que eleger um líder pelas ditas “eleições democráticas”. E você, ainda acha que anarquia é bagunça?
Saúde e anarquia para o povo do Egito.
@Ghonim, um dos envolvidos e preso pelas forças de Mubarak, deixou um ótimo recado para as nações do ocidente. no seu Twitter Foi algo do tipo: Vocês sabiam da opressão e não fizeram nada. Agora que conseguimos a liberdade, não venham nos dizer o que fazer. Agora não precisamos de vocês.
Com dificuldade para caminhar e quase cego pelas torturas sofridas na ditadura militar brasileira, com 79 anos Roberto Freire continua desenvolvendo a somaterapia, completando a obra da sua vida. Incorporando as idéias de Wilhelm Reich, a política do anarquismo e a cultura da capoeira angola, a Soma é utilizada por terapeutas organizados em coletivos anarquistas para lutar contra os danos psicológicos causados pelo autoritarismo. Nick Cooper esteve no Rio de Janeiro, Salvador, Bahia e São Paulo para conhecer os exercícios, os princípios, vozes e movimento da Somaterapia.
Além de dados ótimos para entendermos um pouco mais da nossa sociedade, o vídeo também mostra a produção artística do graffiti, uma arte marginal. Marginal assim como milhares de pessoas que vivem sem um lugar para morar.
O primeiro que, cercando um terreno, se lembrou de dizer: “isto é meu”, e encontrou criaturas suficientemente idiotas para o acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil.
- Trecho de “Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens” de Jean Jaques Rousseau
Se eu tivesse que responder à seguinte questão: o que é a escravidão?, e a respondesse numa única palavra: é um assassinato, meu pensamento seria logo compreendido. Eu não teria necessidade de um longo discurso para mostrar que o poder de tirar ao homem o pensamento, a vontade, a personalidade é um poder de vida e de morte, e que fazer um homem escravo é assassiná-lo. Por que então a esta outra pergunta: o que é a propriedade?, não posso eu responder da mesma maneira: é um roubo, sem ter a certeza de não ser entendido, embora esta segunda proposição não seja senão a primeira transformada?
…
Sim, todos os homens acreditam e repetem que a igualdade de condições é idêntica à igualdade de direitos; que propriedade e roubo são termos sinônimos; que toda proeminência social, concedida ou, para melhor dizer, usurpada sob o pretexto de superioridade de talento e de serviço, é iniqüidade e pilhagem: todos os homens, eu digo, atestam estas verdades em sua alma; trata-se só de fazê-los descobrir.
- Trechos de “A propriedade é um roubo” de Pierre Joseph Proudhon.
Conheço muitas pessoas que invejam muitas coisas de outros países. Eu confesso que invejo outros povos também. Invejo o nível intelectual, a educação e a participação pública na política.
Abaixo, veja um vídeo do 1º de maio na Espanha. Enquanto menos da metade dos brasileiros sabem o significado da palavra ANARQUIA, podemos ver uma manifestação como essa na Espanha. Invejo as bandeiras pretas e vermelhas nas ruas.
A Anarquia existe, é um belo movimento que exige muito mais disciplina do que esse capitalismo selvagem. É uma doutrina de vida onde o bem é coletivo, não somente no sentido de posse, mas o bem-estar também deve ser pensado de forma coletiva e não privatizado.
Se quiser saber mais sobre anarquismo, indico umas leituras do meu Baú de Downloads ouacesse o site Anarkio.net.
“Ninguém é dono, e ao mesmo tempo, todos são donos”. Anarquia é isso. Anarquia não é caos nem bagunça, é bem-estar coletivo livre de propriedade privada que exclui os demais. Anarquia é desapego e comprometimento. Parece complexo, mas é simples, a gente é que complica tudo.
Leve o que você tiver para trocar, mesmo que sejam apenas ideias. Vai ser dia 19/12/2009, a partir das 13h. Veja o endereço no cartaz, clique na imagem para ampiá-la.
Um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca