Pichação: arte ou crime?

agosto 15th, 2010 § 0

Esse é o tema de uma pesquisa que estou fazendo no curso de filosofia. É uma pesquisa pequena, pois sei que o assunto dá muito pano pra manga.

É comum eu ouvir pessoas me perguntando: você vai pesquisar sobre pichação ou grafite? Minha pesquisa é mesmo sobre pichação como arte. Grafite, pra mim, não tem mais o que se discutir, uma vez que empresas pagam pelo trabalho, existem cursos e o melhor, já entrou no museu. Acredito que o grafite já se consagrou arte, e comercial. Por isso mesmo, vem se tornando o mais novo alvo de pichações.

Grafite e pichação sempre foram aliados. Um não atropelava o outro. Mas quando o grafite começou a ser visto como arte, muita gente se utilizou dele para fugir da pichação. Pessoas pagaram para que grafitassem o seu muro, sendo assim, ele não seria mais pichado. Muito desses grafites, atropelaram várias pichações, começando aí um conflito. Hoje, o grafite aliado é visto com maus olhos pelos pichadores.

Para ambientar melhor o assunto, postei abaixo dois vídeos, um sobre a pichação no Rio de Janeiro, outra sobre a pichação em São Paulo.

Se você souber de algo sobre o assunto, tiver um livro para indicar, ou qualquer dica, por favor, deixe seu comentário.

“Arte como crime. Crime como arte.”

- Hakim Bey

Pichação no Rio – Que o mundo veja

Pichação em SP – Pixo

Graffiti em miniatura

agosto 5th, 2010 § 0

Tumblingerstraße from yo man on Vimeo.

Pixação é arte e já virou livro

junho 14th, 2010 § 0

Ttsss… A Grande Arte da Pixação em São Paulo, Brasil é o nome do livro lançado pela Editora Bispo que conta a história da pixação em São Paulo.

Se quiser, você pode baixar o PDF do livro aqui. Tudo na vida é uma questão de ganhar a senha.

O que a Pixação tem em comum com a Caligrafia Árabe

abril 14th, 2010 § 1

Pixação, com “x” é a pichação arte, diferente das pichações de antes dos anos 80, que eram políticas ou de bandas Punks e Heavy Metal. Você deve estar se perguntando: ARTE? Calma, eu vou chegar lá.

A Caligrafia Árabe, durante muito tempo foi uma das únicas representações artísticas permitidas pelo Islã. Segundo uma revelação trazida por Maomé, era proibida qualquer representação gráfica realista. A partir daí, todo poder criativo do povo árabe se voltou para a caligrafia, tornando-a uma obra de arte indiscutível. Da opressão nasceu a arte.

(isso estampado num muro, seria vandalismo?)

A pichação nasceu com protestos políticos, durante os anos 80 estampou nomes de bandas. Seu visual é inspirado nas runas. Exatamente a partir desses anos, a população brasileira praticamente  dobrou, as cidades ficaram maiores e muitas pessoas foram excluídas.

Nascem as favelas, a periferia e toda as comunidades que passam a viver como refugiados dentro do seu próprio país. É nessa comunidade que vivem os pixadores. Muitas vezes barrados na porta de shoppings, lojas ou de bancos, a maneira que eles encontram de “marcarem presença” é através do pixo.

A caligrafia evoluiu, existe uma gama de estilos. E assim como a caligrafia árabe, a pixação nasceu da opressão.

Você pode continuar considerando pixação vandalismo, mas como diria Hakim  Bey, é a arte como crime e o crime como arte. O pixo é uma arte de protesto. Você acha que a pixação deixa a cidade feia? E o esgoto a céu aberto? As favelas? As escolas sucateadas, abandonadas pelo governo? As ruas sem pavimentação e sem iluminação das periferias? Isso você acha bonito?

Como diria Choque (pixador):a pixação surge como uma doença de pele na cidade, que põe entranhas pra fora. Compreendendo a pixação, a sociedade estará compreendendo ela própria, pois toda manifestação artística é reflexo direto dos acontecimentos e valores da sua época. Olhar para a pixação é olhar pra dentro de si próprio, e com certeza, você verá muitas coisas que não irão agradar.

“A sociedade que nos critica é a mesma que nos educa”

(pixado em um muro de SP)

Neozoon

março 19th, 2010 § 0

Recebi o link desse post via Twitter pela minha amiga @silpocay. Curti demais. É o trabalho de um coletivo de alemão, o Neozoon. Arte e protesto contra o uso de peles de animais na moda, demais.

Neozoon, criativo coletivo alemão, decidiu povoar os muros de grandes centros com os maquiavélicos casacos moldados na forma de animais. Ao reviverem – pelo menos por alguns segundos – os pobres bichanos, o grupo cria uma atmosfera lúdica, nostálgica e bastante ácida.” do blog da revista Zupi.

Saca só o trabalho dos caras.

Bichos urbanos

fevereiro 25th, 2010 § 0

Graffiti em Paris.

Geisha

janeiro 28th, 2010 § 0

Como sou um mero apreciador da arte plástica, achei fantástico o vídeo mostrado passo a passo da criação. Mas o que mais me impressionou foi o despreendimento do artista, que após todo o trabalho, expõe ele na rua, embaixo de uma placa.

Vejo que essa é uma das grandes transformações do mundo em geral e principalmente do mundo da arte. Embora os museus protejam e preservem muitas obras que não resistiriam a ação do tempo, eles também são grandes penitenciárias de obras de arte. Isolando-as do mundo comum, das pessoas. Pra mim, isso é ruim. Viva a arte na rua.

Geisha from two twelve on Vimeo.

A arte de Nick Gentry

janeiro 19th, 2010 § 0

Uma viagem de trem

janeiro 18th, 2010 § 0

O filme é uma viagem. A música é uma viagem. A animação é uma viagem. Ou seja, é pra viajar. Aproveite, dê o play e boa viagem.

via Wooster Collective

Colagens de Tim Roeloffs

dezembro 2nd, 2009 § 0

Sou fã de colagem. Taí uma arte que ainda vou meter as caras. Desde que vi a capa do disco Õ Blésq Blom dos Titãs, feita pelo Arnaldo Antunes, eu comecei a prestar mais atenção em colagens.

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Tim Roeloffs é alemão. O cara manda muito bem nas colagens e mostra uma relação de amor e ódio com a cidade de Berlim. Além disso, pelas carinhas que figuram algumas colagens, dá pra ver que ele tem ótima referência literária.

Veja mais trabalhos dele aqui.

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