Carnaval em Sampa

novembro 24th, 2011 § 0 comments § permalink

O Carnaval e o Bloco dos Mal Amados

março 12th, 2011 § 1 comment § permalink

Uma pena, mas o carnaval já acabou. Como invejo os baianos que se entregam ao brado retumbante do carnaval e esticam um pouco mais, deixando até a quarta-feira de cinzas mais colorida. Fico revoltado quando vejo pessoas que criticam gratuitamente o carnaval. É o Bloco dos Mal Amados. Muitos dizem que o carnaval é perdição, pecado e indecência. Outros dizem que ele aliena o povo brasileiro. Se fosse só ele, estaria fácil de acabar com os problemas do país. Como bom feriado religioso o pobre carnaval acabou crucificado. Acorda Brasil, sem o carnaval a roubalheira na política continuaria como o samba do crioulo doido. As pessoas continuariam pegando DSTs. A alienação seria a mesma nos 365 dias do ano. Quem pode mudar isso é você, não o carnaval.

O problema é que as pessoas gostam de fazer o caminho mais curto, gostam de culpar o mais evidente, quem está mais perto, de pé no chão, sambando pra levar a vida. E aí o carnaval entra de comissão de frente para todos os problemas do Brasil. O Bloco dos Mal Amados quer que o carnaval dê um jeito na educação do país. PARA TUDO! É a educação quem deve dar um jeito no carnaval. Enquanto o carnaval continuar sendo pintado como perversão e não como diversão, as coisas só vão piorar. Existem muitas famílias que não carregam a tradição de pular carnaval, de levar os filhos pra folia. Ao contrário, ficam praguejando, reclamando do confete do vizinho, até que então, chega o dia em que seus filhos estão na idade de pular carnaval sozinhos. Aí meu caro amigo, não adianta rodar a baiana, é tarde demais pra explicar que carnaval é diversão. Que o álcool em excesso pode estragar a festa. Que um sexo sem camisinha pode comprometer outros carnavais e que uma briga pode por um ponto final na folia de uma vida inteira.

Carnaval é cultura minha gente. Sempre gostei de pular carnaval. Aprendi com meus pais e hoje levo os meus filhos. Sem sombra de dúvida essa é a data que mais gosto no ano. Na verdade eu não gosto, eu sou apaixonado por carnaval. Principalmente o carnaval de rua. Lá quem não sabe sambar pode cair no samba sem medo de ser feliz. No carnaval de rua a moda fica no chinelo, quanto mais esquisito melhor. Alguns amigos dizem que não tenho cara nem jeito de folião. Costumo responder que a gente só conhece alguém de verdade depois de um carnaval. Porque é no carnaval que, mesmo fantasiado de outra pessoa, você pode ser você mesmo. O carnaval está muito além do que consegue enxergar o Bloco dos Mal Amados. Um grito de carnaval vale mais do que mil palavras, e não pode ser descrito em apenas uma imagem. São precisas muitas fotos, muito confete e muitas risadas pra se fazer um carnaval.

 

Minha ignóbil inspiração

É Carnaval: Na Boa é a Mulher do Nabo

março 4th, 2011 § 1 comment § permalink

Alguns dizem que eu não tenho cara de folião, de quem curte carnaval. Estão redondamente enganados. Adoro carnaval de rua e um dia ainda vou montar o meu bloc: Na Boa é a Mulher do Nabo. Acho que a gente só conhece alguém de verdade depois de um carnaval.

Nessa época sempre rolam mensagens pra pegar leve, beber pouco. Olha só essa campanha, ouvi dizer que é dos EUA, anos 20 ou 30. Olhe para esses rostinhos e pense bem no que você vai fazer nesse carnaval hein…rs

Tradução livre e mal feita por mim mesmo: Lábios que tocarem no álcool não tocarão nos nossos.

 

 

Carnaroseira – Carnaval na Casa de Cultura Fazenda Roseira

fevereiro 14th, 2011 § 1 comment § permalink

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira

Dia 19 de fevereiro das 17h as 00h, acontece na Casa de Cultura Fazenda Roseira o Carnaroseira.

Esperamos vocês para juntos relembrarmos os sambas e marchinhas.

Os grupos Afroxé Ibao e As Caixeiras já confirmaram presença. Não perca, pois os convites são limitados.

Informações:
19 32275633 / 93467248
Convites Limitados!

Conheça o Blog da Casa de Cultura Fazenda Roseira

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Todo carnaval tem seu fim

fevereiro 17th, 2010 § 2 comments § permalink

Pra mim, essa é uma das melhores músicas dos Los Hermanos, mas hoje apenas me utilizo do título pra comentar um pouco sobre os toques de recolher.

Em 2000 um amigo meu foi morar na Colômbia, passou 1 ano lá. Ele me falou muito bem do país e contou uma curiosidade: nos cassinos, que eram a balada de lá, às 2h em ponto, acendiam as luzes e acabava tudo, como um toque de recolher.

Fazíamos faculdade em Taubaté nessa época. Éramos acostumados a festas que não tinham hora pra acabar. Me lembro de carnavais em clubes que disputavam qual terminava o baile por último. Saí muitas vezes do baile com o dia já claro.

Nos tempos de Serra as coisas mudaram por aqui. Não sei se só no estado de São Paulo ou em todo Brasil. O carnaval desse ano tinha horário pra terminar. O som era cortado às 2h em ponto, como um toque de recolher também.

O que acho engraçado é que o que parece uma mudança brusca pra mim, parece que foi muito bem aceita pelo resto. Além dos que apoiam, tem o que nem reparam, nem se lembram como era antigamente.

Tenho medo do meu filho não conhecer uma noite de carnaval sem fim. Acho que o carnaval é um mal necessário às pessoas, eu pelo menos não abro mão. Citando Los Hermanos: “Deixa eu brincar de ser feliz, Deixa eu pintar o meu nariz”.

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