De repente, olhamos para o final da praça de alimentação e resolvemos ir ao cinema. O Pedro nunca tinha ido, ficou com medo do escuro no início, mas quando a tela começou a apresentar desenhos, ele logo se animou. Assistimos UP – Altas Aventuras, é ótimo.
Já comecei rindo porque me lembrei do padre baloeiro. Embora, no fundo a história de UP também seja triste, é fácil dar boas risadas.
Ah, esqueci de dizer o que realmente nos convenceu a entrar no cinema. Vimos uma foto do Luciano Huck segurando o cartão do banco dele numa propaganda que dizia que o banco racha o ingresso com você. Por coincidência meu banco é o mesmo dele, as contas devem ser bem diferentes, mas… Devido ao horário e à promoção do “bondoso” banco, só pagamos R$ 15 pra ver o filme (R$ 5 cada um) todos nós pagamos meia e nos divertimos pra valer. #ficadica
Agora, se passa na Bolívia. Quando Che Guevara tentava levar a revolução a toda América Latina. Independente de visão política eu gostei e recomendo o primeiro filme. Primeiro porque dá uma quebrada no mito CHE, que no fundo é apenas um idealista que acreditava e realizou parte do seu sonho.
Segundo porque mostrou um pouco mais dos outros envolvidos na revolução. Mostrou Camilo Cienfuegos, um anarquista quase tão popular ou mais do que Che durante a revolução. Ele morreu de forma misteriosa um ano após a revolução, seu avião desapareceu. Dizem que foi traição do governo comunista. Pra quem não sabe, anarquismo e comunismo não é a mesma coisa.
Pretendo assistir a segunda parte. Gosto de histórias assim. Onde o foco não fica nos aviões, no sangue e nas mortes, mas sim nas histórias e fatos de uma dura realidade. Pra inspirar, veja abaixo o discurso de Che Guevara na ONU.
Filme vencedor do Festival de Berlim deste ano, o peruano ” La Teta Asustada” mostra realidade que já foi vivida no país, a partir do cotidiano de Fausta (Magali Solier) que “contrai” doença transmitida pelo leite materno das mulheres vítimas de violência sexual entre as décadas de 60 e 70 no país andino.
- por Daniela Gillone
“La teta asustada” conta a história de mulheres peruanas que foram estupradas durante a ditadura militar no Peru, mostrando o trágico do imaginário andino e a conflituosa relação das diferenças sociais no país. O filme é um espelho da realidade vivida no Peru, onde a dominação por parte da população privilegiada sobre os nativos é revelada com a paisagem típica do subdesenvolvimento peruano, com andinos entre as colinas e as longas escadarias que levam a outras colinas, em contraste com o contexto urbano da cidade Lima, com pessoas letradas e endinheiradas.
A ficção que a cineasta peruana Claudia Llosa constrói com a complexa relação entre mãe e filha, originárias das comunidades indígenas andinas que migram para a cidade, deixa latente o pânico gerado pela violência sexual. É através da doença “la teta asustada”, contraída pelo leite materno, que a personagem cria um universo próprio como forma de se proteger do mundo externo.
Um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca