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	<title>Brechó do Carioca &#187; consciência</title>
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		<title>Chomsky e as estratégias de manipulação</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:06:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[TweetO lingüista estadunidense Noam Chomsky [ 1 ] [ 2 ] [ 3 ], que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tweetbutton836" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.brechodocarioca.com%2Fideiasusadas%2Fchomsky-e-as-estrategias-de-manipulacao%2F&amp;via=luizcarioca&amp;text=Chomsky%20e%20as%20estrat%C3%A9gias%20de%20manipula%C3%A7%C3%A3o&amp;related=luizcarioca&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.brechodocarioca.com%2Fideiasusadas%2Fchomsky-e-as-estrategias-de-manipulacao%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.brechodocarioca.com/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><p>O lingüista estadunidense <span style="text-decoration: underline;">Noam Chomsky</span> <span style="text-decoration: underline;"><a title="Wikipedia - Noam Chomsky" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky" target="_blank">[ 1 ]</a> </span><a title="Site Oficial - Noam Chomsky" href="http://www.chomsky.info/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">[ 2 ]</span></a> <a title="G1 - notícia Noam Chomsky" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1322738-5602,00-NOAM+CHOMSKY+CRITICA+OS+EUA+E+ELOGIA+O+PAPEL+DO+BRASIL+NA+CRISE+DE+HONDURAS.html" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">[ 3 ]</span></a>, que se define politicamente como <strong>“companheiro de viagem” da tradição anarquista</strong>, é <strong>considerado um dos maiores intelectuais da atualidade</strong>.</p>
<p><a href="http://www.brechodocarioca.com/wp-content/uploads/2010/02/Chomsky.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-837" title="Chomsky" src="http://www.brechodocarioca.com/wp-content/uploads/2010/02/Chomsky-300x185.jpg" alt="" width="300" height="185" /></a></p>
<p>Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que<strong> “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”</strong>. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Recebi esse texto no e-mail, via <span style="text-decoration: underline;"><a title="Blog Olha Mutante" href="http://olharmutante.wordpress.com/" target="_blank">Brunno</a></span>. Vale a penar ler e reler:</p>
<p><strong>1- A estratégica da distração.</strong></p>
<p>O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.</p>
<p>A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.</p>
<p><strong>2- Criar problemas, depois oferecer soluções.</strong></p>
<p>Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.</p>
<p><strong>3- A estratégia da degradação.</strong></p>
<p>Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.</p>
<p><strong>4- A estratégica do deferido.</strong></p>
<p>Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.</p>
<p><strong>5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.</strong></p>
<p>A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que?</p>
<p>“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.</p>
<p><strong>6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.</strong></p>
<p>Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…</p>
<p><strong>7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.</strong></p>
<p>Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.</p>
<p><strong>8- Promover ao público a ser complacente na mediocridade.</strong></p>
<p>Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…</p>
<p><strong>9- Reforçar a revolta pela culpabilidade.</strong></p>
<p>Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!</p>
<p><strong>10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.</strong></p>
<p>No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.</p>
<p><em>* Não cheguei a checar a fonte do texto de fato, mas pelo pouco que conheço das ideias de Chomsky, ele faz muito sentido. </em></p>
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