Forma rápida de adquirir cultura

julho 8th, 2010 § 1 comment § permalink

1) Marcel Proust.
À La recherche du temps perdu. (Em Busca do Tempo Perdido).
Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos – e pronto. Fim.

2) Leon Tolstoi.
Guerra e Paz.
Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas.
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apai! xonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

3) Luís de Camões.
Os Lusíadas.
Editora Lusitania.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.

4) Gustave Flaubert.
Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.

5) William Shakespeare.
Romeo and Juliet.
Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim.

6) William Shakespeare.
Hamlet.
Londres, Oxford Press.
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.

7) Sófocles.
Édipo Rei – tragédia grega.
Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara! em cada consulta. Fim.

8 ) William Shakespeare.
Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal “amigo” não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim

Parabéns (ou não), você acaba de economizar a leitura de pelo menos 7.000 páginas.

(recebido via e-mail)

Então a culpa é de deus?

novembro 5th, 2009 § 1 comment § permalink

Essa é uma campanha, infeliz na minha opinião, contra o Torrent. Se deus está matando os cinemas, vamos fazer como Nietzsche, matemos deus.

torrent

Se é que Jesus deixou algum ensinamento, acho que seria o da multiplicação do pão, dos CDs, da cultura, da arte e não apenas dos dólares daqueles que se dizem donos da arte.

Como sempre é a “verdade” e o “divino” sendo usados como instrumentos da moral da classe dominante, nesse caso o divino é só pra chamar a atenção mesmo. Assim disse o nosso truta (Nietzsche).

MyWAVE #4 traz a arte do estúdio alemão E-boy

setembro 22nd, 2009 § 1 comment § permalink

Unindo arte e tecnologia através da Pixel Art.

capa #4 m Com o tema de “New Word” que discute a tecnologia a nossa volta, a revista MyWAVE #4 traz a arte do estúdio alemão E-boy composto por um trio de artistas – Steffen Sauerteig, Svend Smital, Kai Vermehr – que abusa de um clima futurista, desenvolvendo sua arte composta por pixels, a Pixel Art, inspirada pelas novas comunicações e tecnologia avançada.

Desde 1997 o estúdio cria imagens inteiras compondo cada pixel usado e se tornaram referência quando se fala no assunto. Precisão, paciência e técnica são alguns dos atributos necessários para ser adepto do estilo que já é conhecido no mundo todo e tem fãs pelos quatro cantos.

Eboy 01

Quem olha essas imagens pela primeira vez, acha que quem as criou são uns geeks aficcionados por games, mas não é bem assim. “É engraçado como muitas pessoas pensam que somos retrô e que temos influências dos velhos Ataris, c 64 e jogos da Apple. Isso não é verdade… aqui na Alemanha as pessoas que cresceram na parte oriental não tiveram acesso a nenhum desses eletrônicos”, dizem.

Eboy 04

Talvez a paixão do trio pelos pixels tenha vindo exatamente dessa alienação tecnológica, vai saber. O que importa é que os artistas contribuem muito para uma nova visão da arte contemporânea, unindo arte e tecnologia

Conheça a revista MyWave – Celebrating youth culture online

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