Há duas semanas, uma notícia surpreendeu muitas pessoas. Professora com deficiência visual aprovada, em primeiro lugar, em concurso público para professor na cidade de Ubatuba foi considerada inapta depois de fazer perícia médica. Ela entrou com processo e recebeu o direito de exercer a profissão, depois de decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo o juiz Mário Estevam da Silva, ela terá que provar durante um período probatório de três meses a compatibilidade entre sua função e a deficiência. A professora já trabalhou em outras escolas e sua deficiência nunca atrapalhou sua função.
O juiz afirmou ainda que a candidata demonstra ter grande experiência profissional, pelo número de atividades cientificas, “o que demonstra ser pessoa empenhada, dedicada, zelosa, e voltada ao aperfeiçoamento”.
Pessoalmente não acredito que a deficiência seja física, visual, ou auditiva impeça alguém de lecionar, somente se esta pessoa não consegue se comunicar. No blog já escrevemos sobre duas professoras que lecionam e a deficiência nunca as impediu de exercer a função, são elas Edicléa Xavier e Luciane Molina.
Edicléa trabalha em uma escola municipal de São José dos Campos e é cadeirante. Luciane é deficiente visual e leciona em Lorena. Elas são exemplos de que a deficiência não atrapalha, pelo contrário, ainda ensina muitas crianças a aprenderem uma coisa que não está em livros, a modificar a visão que tem das pessoas com deficiência.
Minha opinião:
Os alunos e a educação tem muito a perder com impedimentos como o que se pretendia. Estes alunos vão receber muito mais do que as lições habituais, receberão também uma lição de vida e de respeito à diversidade.
Por que não implantar esse sistema de 3 meses de experiência para todo e qualquer concursado? Seja com deficiência ou não.
O Guia Inclusivo faz um ótimo trabalho, vale a pena conhecer, informação e conhecimento nunca é demais.
Essa é uma campanha opensource, criada nos comentários do blog do CCVP. O resultado ficou bem legal. Tempos depois, a @sixmony encontrou-a e decidimos revivê-la e divulgá-la. A Direção de Arte é do @jair_jr e a redação é minha @luizcarioca. Espero que gostem.
Baixe os cartazes aqui. Espalhe pela sua escola, bairro, onde achar interessante. Incentive a leitura. A distribuição e reprodução é totalmente livre.
Não sei quando foi esse dia. Talvez em maio de 68, quando eu nem estava vivo, ou mesmo antes.
Se você perguntar para os pais, o mais importante para eles é a educação e a saúde de seus filhos. Mas como explicar uma manifestação em prol da educação que termina em confronto com a polícia?
No Chile, acabamos de ver uma passeata com 60 mil pessoas pedindo educação e levando paulada da polícia. No Brasil não seria diferente. Parece que a prioridade dos governos é mesmo a repressão, a conquista e a manutenção do poder. Seja um governo de esquerda ou direita, parece que todos eles deixam a educação de lado.
O mais incrível é que as pessoas estão tão condicionadas com esse controle que ao ver a foto abaixo logo pensa: menino terrorista. Acorde: é apenas uma criança com o rosto coberto pedindo educação. Os terroristas, armados, estão do outro lado, todos uniformizados.
CURIOSIDADE SOBRE O TERRORISMO
Você sabia que o significado de terrorismo, segundo dicionários, é ações violentas contra um governo ou estado? Então, por mais que esse estado seja tirano e mate pessoas, ele jamais será terrorista segundo o santo significado dos dicionários, que inclusive é utilizado pelos telejornais do mundo todo. Quem xinga um presidente no Twitter pode ser considerado terrosita, quem mata cidadãos não. Essa é a lógica do Estado.
Sei que você já deve ter visto este vídeo. Porém, não podia faltar aqui no Brechó.
Fico pensando: o discurso dela foi ótimo. Como os gregos afirmavam, a fala, o discurso é uma forte manifestação de inteligência. Agora, imagine essa professora com recursos, imagine quantos alunos ela seria capaz de transformar em cidadãos críticos e bem formados?
Por mais que todos os educadores neguem, pixação se aprende na escola. Foi lá que eu aprendi e que todos os pixadores que conheci aprenderam. Porém, lá rola apenas as aulas teóricas, pra completar o curso é preciso ir pras ruas e fazer os rolés.
De modo clandestino, na vista grossa da educação, a pixação já faz parte da grade curricular das escolas. Goste você disso ou não ela está mais nas escolas públicas, mas também marca presença nas particulares.
Quem sabe um dia a pixação entra no planejamento de Educação Artística.
Recebi um e-mail de uma amiga com a imagem do folheto acima. Ela dizia:
“Recebi esse panfleto em um semáforo de Taubaté, ontem. Depois do escândalo envolvendo a compra das apostilas do ensino municipal a preço absurdo, só consigo concluir que nossa administração municipal realmente nos vê como um bando de imbecis desmemoriados! Pagamos as apostilas e agora estamos pagando a publicidade mentirosa que nos é esfregada nas fuças.”
Seria cômico se não fosse trágico. As apostilas custaram mais do 60 vezes o normal. Ou seja, a cidade de Taubaté pagou mais de R$ 300 por uma apostila que custa R$ 4,56.
Além disso, as apostilas taubateanas apresentavam erros grotescos, dentre eles, a Antártida aparece no Pólo Norte.
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Brechó do Carioca.
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