Colagem :: L’enfance Moulin

janeiro 30th, 2012 § 0 comments § permalink

L’enfance Moulin (Moinho da Infância) é mais uma colagem da série ARTE PIRATA. Espero que gostem.

 

 

Os números do Dia das Crianças

outubro 31st, 2011 § 0 comments § permalink

Vi no Consumismo e Infância. Lá tem mais informações.

No mês das crianças, foram divulgadas algumas pesquisas que mostram o quanto a publicidade infantil influencia nas escolhas dos pequenos e também nas compras dos pais. Um estudo da eCGlobal, feito em setembro, mostrou que 65% dos pais pretendiam dar exatamente o presente que seu filho pediu para o Dia das Crianças e reforçam o apelo consumista da data: no Brasil, 72% das pessoas acham importante dar presente no dia e 90% dos pais iam presentear seus filhos.

Os pais não têm dúvidas quanto a principal influência na decisão das crianças: 38% citou as propagandas na televisão, seguido pelos amigos que já possuem o brinquedo (26%). A relação do produto com um personagem de desenho também influencia: 18% falaram essa resposta.

Já uma pesquisa da Universidade Brasília (UnB):psicologia, financiado pelo programa InFormação da ANDI e do Instituto Alana, mostrou um quadro crítico: para os pais entrevistados, seus filhos são menos influenciados pela publicidade do que os filhos dos outros, mostrando um excesso de confiança na capacidade dos filhos na resistência à persuasão publicitária. A pesquisa também mapeou as estratégias mais utilizadas pela publicidade infantil para convencer às crianças (veja o gráfico no final).

A pesquisa “Propaganda de alimentos e bebidas na TV: percepção de crianças em mães”, da Faculdade de Saúde Pública da USP, ressaltou a influência publicitária nos hábitos alimentares infantis. O estudo concluiu que o fast food foi o alimento mais veiculado nas emissoras analisadas, sendo que do total de exibição de propagandas de uma das emissoras, os alimentos não saudáveis representaram 100% das publicidades de alimentos e bebidas. Em entrevistas com crianças e mães, também foi constatado que as campanhas influenciaram as crianças a acreditar que os alimentos não saudáveis são legais, bons e até mesmo saudáveis. As mães também afirmaram que são influenciadas pelos filhos a comprar esse tipo de alimento.

Feliz Dia da Crianças

outubro 12th, 2011 § 0 comments § permalink

Assista abaixo o documentário Criança, a alma do negócio e faça o seu Dia das Crianças mais feliz.

Muitas cidades contam com eventos públicos para a criançada no 12 de outubro. Leve seu filho pro parque, pro zoológico ou para a praia, você verá que a felicidade dele será muito mais espontânea do que aquela que ele sente rasgando papéis de presente. Criança que brincar,  criança quer criança. Feliz Dia das Crianças pra você.

Pai e mãe, fazer o Dia das Crianças mais feliz não é fácil com tanta propaganda na TV, mas só depende da gente. Conheça mais sobre o assunto no Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana e no blog Consumismo e Infância.

 

 

O suplício de brinquedo

abril 12th, 2011 § 0 comments § permalink

Os gritos ecoavam nas paredes. O super-homem agonizava. Seus membros, amarrados a cavalos estavam prestes a serem arrancados. Os elásticos que uniam as pernas ao tronco já estavam expostos. Sua capa já havia sido cortada por tesouras cegas, prolongando ainda mais seu sofrimento. O suplício já durava horas, mas o coronel sabia que Paulo só voltaria à noite.

Enquanto isso, os outros super-heróis se encolhiam no canto, bem debaixo da escrivaninha, assistindo a tudo paralisados pelo medo. Sabiam que seus poderes não seriam páreos para os soldados. Além do que, os soldados eram maioria. Somente no forte apache havia mais de cem deles. Há muito tempo eles já dominavam aquele território. Eles estavam nestas terras muito antes da chegada dos super-heróis, desde os primórdios daquele quarto. Os heróis eram meros recém-chegados, novatos que não conheciam muito bem as leis do local. Foi isso que colocou o Super-Homem nessa situação terrível, ele não se curvou às leis dos soldados. Seu castigo então, foi o suplício. Somente a tortura poderia regenerar sua alma desse herege rebelde.

Com uma faca sem ponta, tiravam lentamente os parafusos das costas do Super-Homem. O buraco do parafuso foi grosseiramente alargado pela força do metal, pela ponta cega. Dava pra ver a mancha branca do plástico profundamente arranhado, marcas deixadas pelo metal da faca nas costas dele. Os soldados estavam decididos a retirar as pilhas do Super-Homem, sem elas, ele ficaria mudo. Seria como se cortassem sua língua insolente.

O Super-Homem resistia bravamente, seus músculos de aço não se romperam facilmente. Foram precisos mais cavalos. Agora eram dois cavalos amarrados a cada membro. Foi então que as pernas e os braços começaram a se soltar do tronco. O relinchar dos oito cavalos se fundiam aos gritos de “perdão” do Super-Homem. Ele havia se entregado, mas os soldados achavam que era tarde demais, sua alma não tinha salvação, seu corpo precisava pagar pelos pecados. Um sacerdote se aproximou com um símbolo sagrado no exato momento em que as pilhas caíram no chão. Agora ele estava mudo, com as poucas forças que sobraram, se debatia sem o menor sucesso contra a tração dos cavalos.

Aos poucos o Super-Homem foi perdendo a sua força e os movimentos. Um juiz se aproximou para analisá-lo. Ele gritou: “ainda está vivo”. Novas chibatadas foram dadas nos cavalos. Foram as derradeiras, os cavalos dispararam arrastando os braços e as pernas do Super-Homem, agora, totalmente destruído e imóvel.

Nesse momento, escutaram passos no corredor. Paulo estava se aproximando. Chegou em casa antes do previsto e se encaminhava para o quarto. O exército se mobilizou e rapidamente os soldados voltaram para suas posições. Os super-heróis, ainda estáticos de medo, permaneceram no mesmo lugar, mudos, a Mulher Maravilha chorava e soluçava, tentava manter silêncio sem muito sucesso.

Paulo abriu a porta e não acreditou em seus olhos, esfregava-os. Ele viu o juiz, o sacerdote e o coronel juntos ao corpo mutilado do Super-Homem. Ao lado deles, as pilhas do tipo A espalhadas pelo tapete. Os cavalos ainda estavam amarrados aos braços e pernas arrancadas. Viu nitidamente seus brinquedos separados, de um lado um batalhão de soldados, índios e cowboys, de outro os super-heróis. Paulo percebeu que a arrumação do seu quarto se tornou um problema de gente grande. Não era mais possível tratar tudo com a irresponsabilidade de uma criança. Era preciso tomar o controle da situação. Ele pegou três caixas de papelão de diferentes tamanhos, anotou na lateral de cada uma quais bonecos ficariam ali guardados, diferenciando cowboys de soldados e super-heróis. O Super-Homem, desmembrado e inutilizado foi para o lixo. Paulo ainda nomeou uma caixa para carrinhos, bolinhas e outros brinquedos avulsos. Agora estavam todos encaixotados, cada qual com o seu espaço definido. A partir desse dia a paz voltou a reinar entre os brinquedos, mas a brincadeira nunca mais foi a mesma.

Alex Bogusky defende o fim da publicidade para o público infantil – ‘Não é justo’ com as crianças

julho 15th, 2010 § 0 comments § permalink

Eu já era fã do trabalho dele, agora passei a admirar também as atitudes e ideias do Bogusky. Encontrei esse post no Criança & Mídia e o reproduzo aqui na íntegra, vale a pena lê-lo.

Alex Bogusky, sócio fundador da agência Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial esta semana ao anunciar sua saída da publicidade e seu objetivo de “participar da revoluçao cultural que está acontecendo em sua maior parte fora da publicidade“. Na semana anterior, no entanto, durante o Festival de Publicidade de Cannes, Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Bogusky argumenta que as crianças não estão prontas para lidar com a publicidade em função do estágio de desenvolvimento em que estão. “Seus cérebros são fundamentalmente diferente (dos adultos), a principal diferença é que o desenvolvimento do lado direito do cérebro não começa realmente antes dos 12. Isso é importante porque sem o lado direito envolvido, todas as decisões e conceitos são muito ou preto ou branco“, descreve. As crianças dividem as coisas entre boas e ruins, diz ele, não entendem o cinza, e por isso não estão equipadas para entender a publicidade da mesma maneira que um adulto.

Segue imaginando o que aconteceria se a publicidade para crianças simplesmente acabasse. Sugere que o relacionamento entre pais e filhos melhoraria, já que não haveria mais a publicidade levando as crianças a fazer pressão para os pais comprarem isso ou aquilo. “Mais de 10% das crianças de 12 a 13 anos admitem pedir mais de 50 vezes aos seus pais para comprarem produtos que viram em anunciados. Só isso já basta para fazer todos os pais assinarem uma petição“. Bogusky acredita também que sem a publicidade, as crianças melhoraria sua auto-estima. “Mais da metade das crianças pesquisadas (53%) disseram que comprar certos produtos fazem com que elas se sintam melhor sobre si mesmas“, diz.

E o que aconteceria com, por exemplo, os canais de TV para crianças? Cartoon e Nickelodeon desapareceriam, imagina Bogusky. A garotada lamentaria, mas conseguiria conviver com isso. “As crianças seriam forçadas a levantar do sofá e pensar em novas maneiras de se divertir. Algumas dessas brincadeiras poderiam até mesmo incluir atividade física“, propõe, sem esquecer que o computador e os videogames também seriam uma opção (“pelo menos têm um pouco de interação”).

E o mercado publicitário, como fica? O dinheiro destinado a publicidade para crianças não some, ele migra para outras ações, prevê. Mas para quem tem negócio especializado em publicidade para crianças, Bogusky avisa – “seu negócio será uma baixa”. Segundo ele, uma estimativa moderada de quanto o marketing para crianças movimenta chega a US$ 15 bilhões por ano. “É chocante descobrir que isso é 250% mais do que era em 1992. Para mim, esses números são assustadores”. Cita os países europeus onde a publicidade para o público infantil foi proibida, em especial a Suécia, que tomou a decisão por considerar que anunciar para elas “não é justo” em função do estágio de desenvolvimento do cérebro. “Eu concordo”, diz ele.

Bogusky passa pela questão da ética vs lucro e sugere que seria mais interessante para os lobistas da indústria do fast food defenderem a proibição da publicidade para crianças. Afinal, se for criada uma legislação nesse sentido, a indústria do fast food ganharia em imagem por estar “do lado certo” da questão. “Talvez nosso próprio mercado (publicitário) possa fazer lobby para isso. Deus sabe que os publicitários precisam aparecer positivamente na mídia“, ironiza.

A proposta final de Bogusky é transformar em índice a maneira como as empresas lidam com a ética e o uso equilibrado da publicidade. Já que as companhia são avaliadas por seus impactos na saúde, sustentabilidade, ética no tratamento dos funcionários e até dos animais, por que não serem avaliadas também por sua ética em relação às crianças. “Qual sua pontuação na prática ética e justa da publicidade? Isso pode ser mensurado e quantificado e pode se tornar parte da decisão de compra. Não apenas para quem tem filhos, mas para todos os consumidores”, defende.

Publicitário premiado, Bogusky encerra seu post afirmando que ganhar troféu por deixar de anunciar para crianças seria uma maneira de levar o mercado a defender essa idéia. “Minha esperança para o prêmio Cannes Crystal 2011 é que alguma agência trabalhe junto ao seu cliente para encerrar toda a publicidade para crianças e leve para casa o Cannes Crystal Grand Prix Lion em seu ano de estréia. E isso seria o fim da questão. Porque assim que passar a existir um prêmio para isso, todos nós publicitários estaremos brigando por ele“.

Tá estressado, vai pintar

novembro 4th, 2009 § 0 comments § permalink

Não estou falando de quadros ou arte de verdade, mas sim daqueles desenhos que tem apenas o contorno, para criança colorir. Eu recomendo.

bob_esponja_06

Pinte sem preocupação se o lápis de cor passará dos limites do contorno, pinte com calma, é ótimo pra esquecer de tudo.

Se você for uma pessoa mais caprichosa, passe canetinha no contorno e pinte dentro de lápis de cor. O atrito do lápis com o papel traz uma sensação ótima. É impossível não lembrar da infância.

Outra coisa ótima para esse clima de nostalgia é molhar o pão no café com leite no café da manhã. São coisas que a gente vai deixando de lado com o tempo.

Sei que muitos da nova geração são praticamente dependentes químicos dos achocolatados, mesmo assim, de vez em quando vale a pena experimentar e resgatar coisas assim.

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