Protestos: Mosca na sopa da ditadura digital

janeiro 19th, 2012 § 0 comments § permalink

A Operação Blackout conseguiu bons resultados. Foram mais de 10 mil sites americanos e + de 400 brasileiros participando. Para os manés que não acreditavam na força da internet em protestos, fica a lição. As coisas mudaram. E se você gosta de uma internet livre, não fique parado na próxima, mexa-se, proteste, faça a sua parte.

 

A matéria abaixo eu roubei da Folha de São Paulo que roubou do Jonathan Weisman do NY Times.

Após protestos, lei antipirataria perde força no Congresso dos EUA.

Protestos na internet realizados nesta quarta-feira (18) rapidamente interromperam o apoio no Congresso dos Estados Unidos a medidas antipirataria.

Veja galeria de páginas de protesto contra a lei

Legisladores abandonaram e repensaram seu suporte à legislação que opôs os interesses da nova mídia contra alguns dos mais poderosos interesses comerciais conservadores em Washington.

O senador republicano Marco Rubio (Flórida) anunciou logo na manhã de quarta que não apoiaria mais a legislação antipirataria que ele mesmo havia patrocinado. Outro senador republicano, John Cornyn (Texas), que lidera a operação da campanha para o seu partido, rapidamente seguiu o exemplo e pediu que o Congresso tenha mais tempo para estudar a medida que seria votada em teste na próxima semana.

(Página da Wikipédia, que saiu do ar em protesto contra lei antipirataria americana)

As decisões de ambos vieram após vários sites da internet fecharem na quarta para protestar contra dois projetos de lei: na Câmara, a Sopa (Lei para Parar a Pirataria On-line), escrita pelo deputado republicano Lamar Smith (Texas), que preside o Comitê Judiciário da Câmara; no Senado, a Pipa (Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), elaborada pelo senador democrata Patrick Leahy (Vermont), que preside o Comitê Judiciário do Senado.

Membros do Congresso, muitos dos quais estão lidando com as questões colocadas pela explosão de novas mídias e sites de redes sociais, foram pegos de surpresa pela reação ao que era, para eles, uma legislação relativamente obscura.

A reação à legislação pendente fez com que a enciclopédia on-line Wikipédia fechasse suas páginas em inglês. A página inicial do Google nos EUA ganhou um link para uma página com informações contra os projetos de lei.

A movimentação no Congresso veio após a Casa Branca recuar do apoio à legislação.

Com reservas cada vez maiores, um projeto que passou no Comitê Judiciário do Senado por unanimidade e sem controvérsia pode ficar com problemas sérios se não ganhar mudanças significativas.

Outro patrocinador do projeto do Senado, o republicano Roy Blunt (Missouri), retirou seu apoio na tarde de quarta. Outros senadores que expressaram preocupações sobre a legislação em seu estado atual incluem os republicanos Mark Kirk (Illinois) e Jim DeMint (Carolina do Sul). O senador republicano Scott Brown (Massachusetts.) disse na terça que ele votaria contra a medida.

DeMint disse que a legislação proposta “causará mais mal do que bem”.

A indústria de mídia tem pressionado por uma resposta legislativa à pirataria on-line há algum tempo. Grupos como a Motion Picture Association of America (associação que reúne grandes estúdios de cinema) e a Recording Industry Association of America (associação que reúne grandes gravadoras da indústria musical), bem como gigantes como a News Corp., são experientes em fazer lobby tradicional –contratando grandes personalidades de Washington, como o ex-senador Christopher J. Dodd, e participando de fundos de campanha com contribuições.

Dodd, que agora é presidente e executivo-chefe da associação de cinema, criticou o fechamento de sites.

“O problema para a indústria de conteúdo é que eles simplesmente não sabem como mobilizar pessoas”, disse John P. Feehery, ex-assistente da liderança republicana e executivo no lobby do cinema. “Eles têm um pequeno grupo de fabricantes de conteúdo, alguns sindicatos, enquanto o mundo da internet, o mundo da mídia social em especial, tem um alcance tremendo. Eles podem atingir pessoas de maneiras com as quais nunca sonhamos antes.”

“Esta tem sido uma experiência de aprendizado real para o mundo do conteúdo”, acrescentou Feehery.

 

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uma ótima resposta do Piratebay

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Rápido e fácil. Nesse vídeo você fica sabendo como e porque lutar contra os projetos do Deputado Azeredo e cia.

Pixels feitos à mão

julho 11th, 2011 § 0 comments § permalink

Minha nova colagem, feita para um concurso cultural da agência KMS. Não foi dessa vez que eu ganhei.

São pixels feitos à mão, recortados um a um. Representa que a web é feita de pessoas, do que existe dentro delas, por isso o dedo na garganta.

Eu já imaginava que o pessoal estava esperando algo positivo e bonzinho. Sei que devia ter colocado um desenho no lugar do Bin Laden… mas gosto dela assim, não mudaria nem um pixel.

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