Peguei esse texto no blog do Georges Bourdokan. Ele é ótimo, nos faz repensar nesse orgulho besta que criaram sobre as fronteiras. Coloco-o aqui porque pra mim ele tinha que estar estampado na 1ª página de todos os jornais do mundo, e em todos os muros também.
“Todo nacionalismo é burro.” (Nietzsche)
Por um mundo sem fronteiras
Definitivamente é preciso acabar com as fronteiras geográficas. Elas, e somente elas, resistem a separar a humanidade.
O fim das fronteiras é o início da evolução humana.
Nada, absolutamente nada, justifica a existência desses currais. Não fossem as fronteiras e não haveria a invasão de nações.
Fronteiras são a confirmação da segregação, do preconceito e da incompreensão.
Fronteiras remetem ao medo do outro.
Alguém conhece algo mais contagioso do que o medo?
Fronteiras interessam apenas à indústria bélica, que faz do sangue humano o seu combustível.
Fronteiras servem apenas para as guerras.
E quem é a principal vítima das guerras? Generais? Banqueiros? Empresários? Nenhum deles.
Guerras servem para acabar com o “excedente humano”, os excluídos, os trabalhadores e todos aqueles que vivem de sua força de trabalho.
Este maltratado planeta é muito pequeno para ser dividido em fronteiras.
Está tudo errado, a começar pela educação. É nos bancos escolares que começamos a “amar” nosso país.
E o que representa esse “amor” senão o “ódio” contra o vizinho? Subliminar, é verdade, mas implantado desde a mais tenra idade e lapidado com o passar dos anos.
Não podemos esquecer que o ser humano é o ponto de partida e de chegada.
O ser humano é criador, não pode ser produto e vítima da própria cultura.
Viver neste planeta é viver num eterno círculo. Alguém pode imaginar um círculo com fronteiras?
Somos escravos de nossos hábitos.
Até quando?
Ou aprendemos a conviver ou o Universo não derramará uma lágrima pelo nosso fim.
Essa é uma campanha, infeliz na minha opinião, contra o Torrent. Se deus está matando os cinemas, vamos fazer como Nietzsche, matemos deus.
Se é que Jesus deixou algum ensinamento, acho que seria o da multiplicação do pão, dos CDs, da cultura, da arte e não apenas dos dólares daqueles que se dizem donos da arte.
Como sempre é a “verdade” e o “divino” sendo usados como instrumentos da moral da classe dominante, nesse caso o divino é só pra chamar a atenção mesmo. Assim disse o nosso truta (Nietzsche).
Vi o comercial novo das Havaianas e não vi nada demais, nem mesmo uma grande ideia. O que achei grandioso foi a solução que eles encontraram pra resolver a reclamação do público. Veja abaixo:
Reclamaram do filme porque havia uma senhora de idade “promovendo” o sexo livre. Na verdade ela estava apenas conversando sobre o assunto com a sua neta. Veja aqui o filme original.
Bem que Nietzsche já disse no seu livro Genealogia da Moral (publicado em 1887): no futuro viveríamos o período de maior falso moralismo da história da humanidade. Com a falência da sociedade, quando a boa vontade e o sentido de interdependência e coletividade morrem, o que nos dá tranquilidade é a (câmera de) vigilância e um moralismo (falso) e rígido, baseado em princípios religiosos, obscuros e dogmáticos.
Mas voltando ao sexo livre, a Woodstock aconteceu em 1969. Simone de Beauvoir, viveu de 1908 a 1986, foi uma das grandes defensoras da questão. Mais do que isso (jamais vou reduzir a importância dela à questão do sexo livre) ela é um dos grandes nomes do feminismo mundial.
Simone de Beauvoir foi uma grande escritora, filósofa existencialista e feminista francesa, uma de suas obras,O Segundo Sexo, traçou um perfil analítico sobre o papel das mulheres na sociedade moderna. Foi a companheira do também filósofo Jean Paul Sartre. Já naquela época, o relacionamento dos dois era declaradamente aberto.
Se Simone de Beauvoir fosse viva, acho que seria mais fácil encontrá-la num restaurante conversando sobre sexo com a sua neta do que usando Havaianas.
Where Am I?
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um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca