Nesta sexta, dia 18 de março, das 19 às 21 horas, o ex-guerrilheiro Pedro Lobo de Oliveira estará em Campinas para o lançamento do livro, Pedro e os Lobos – Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano.
Venha conhecer o personagem central desta obra que narra, numa linguagem jornalística, o conturbado período da história recente do Brasil que vai da posse de Jânio Quadros à de José Sarney na presidência da República.
Quem é Pedro Lobo?
De bóia fria no início dos anos cinquenta, ele passa a servente de pedreiro e metalúrgico até ingressar na Força Pública, hoje Polícia Militar. Expulso da corporação por força do AI-5, o então sargento Lobo funda a Vanguarda Popular Revolucionária – organização clandestina que irá abrigar o lendário capitão Carlos Lamarca – e se torna um dos mais ativos guerrilheiros urbanos da época.
Preso no início de 69, Pedro será barbaramente torturado até ser banido do país durante o sequestro dum embaixador alemão. Depois de passar pela Argélia, fazer treinamento militar em Cuba e escapar da morte no golpe que derrubou Salvador Allende no Chile, ele se instala na Alemanha Oriental, atrás da chamada Cortina de Ferro.
Com a anistia, o ex-guerrilheiro volta ao Brasil onde é reintegrado aos quadros da Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo. Às vésperas de fazer 80 anos, Pedro é hoje um capitão aposentado.
Lançamento do livro:
O lançamento do livro será no Tonico’s Boteco, na rua Barão de Jaguara, 1373, Centro.
Para comprar o livro, acesse www.pedroeoslobos.com
Convivo bem de perto com dois pequenos jovens artistas. São os meus filhos: Mayla de 7 anos e o Pedro de 3. Certo dia eles sentaram pra pintar.
A Mayla fez o Homem do Jornal.
Se você não entende muito de arte eu vou te ajudar a entender. A pintura é a imagem de um homem pegando um jornal num prédio visto de lado.
O Pedro fez a Estrufição.
Se você não entende muito de arte, te ajudo novamente. Estrufição, segundo o Pedro, é quando tem muita bagunça, muita confusão. Não sei bem a origem da palavra, mas acredito que a inspiração para a pintura foi a própria arrumação do quarto do artista.
Há 3 anos nascia o Pedro. Eu já tinha uma filha, a Mayla que hoje tem 6 anos. Não fazia ideia do que seria da minha vida com 2 filhos… hoje estou muito satisfeito e vou comer bolo.
Veja o vídeo, radical, não?
Escrevi algumas coisas pra registrar alguns momentos desses 3 anos.
Trabalho du Pedro
minha esposa sai às 7h pro trabalho, eu vou um pouco mais tarde, lá pelas 8h30. a mamãe já havia saído dizendo que ia trabalhar. ele sabia que em breve eu iria também. então, ele olhou pra mim com os ombros encolhidos e as palmas da mão pra cima e perguntou: trabalho du Pedro? eu disse que o Pedro tinha que brincar e que não precisava trabalhar. não adiantou nada, ele continuou perguntando: trabalho du Pedro?
na hora eu entendi o que ele queria me dizer. ele queria ir junto conosco. se o papai e a mamãe podem ir pra esse tal de trabalho, porque não levam o Pedro? o Pedro também quer ir pro trabalho… ah se ele soubesse que a minha vontade era jogar o trabalho pro alto e ficar ali só brincando…
já que insistia em trabalhar, tive que pensar em algo. fui com ele até o caixote de brinquedos. pegamos martelos e ferramentas de brinquedo e nos pusemos a consertar seus carrinhos. um trabalho de mentirinha. mas acho que no momento, não tem atividade melhor para ser o trabalho du Pedro.
A nota
Cheguei em casa e ele já veio falar comigo. Papai, papai. Jogou uma bola pra mim. Brinquei com ele e fomos levando a bola até o quarto. Chegando lá, tirei uma nota do bolso para guardar na carteira. Ele olhou e a quis. Ele queria a nota. Talvez porque eu a peguei com tanta apreensão. Essa nota teria que pagar meu almoço e o pão do café até o fim da semana. Ele pediu a nota, e como já estava com um pouco de sono, fez manha. Chorou. Peguei-o no colo e disfarcei brincando com ele. Era apenas para acalmar o choro, mas me senti como se eu estivesse escondendo dele que aquela era a minha última nota do mês. Pensei comigo, até quando vai ser assim? Essa vida de cão correndo atrás do próprio rabo. Até quando vou agüentar isso? E quando eu não puder mais pegar ele no colo?
De repente, olhamos para o final da praça de alimentação e resolvemos ir ao cinema. O Pedro nunca tinha ido, ficou com medo do escuro no início, mas quando a tela começou a apresentar desenhos, ele logo se animou. Assistimos UP – Altas Aventuras, é ótimo.
Já comecei rindo porque me lembrei do padre baloeiro. Embora, no fundo a história de UP também seja triste, é fácil dar boas risadas.
Ah, esqueci de dizer o que realmente nos convenceu a entrar no cinema. Vimos uma foto do Luciano Huck segurando o cartão do banco dele numa propaganda que dizia que o banco racha o ingresso com você. Por coincidência meu banco é o mesmo dele, as contas devem ser bem diferentes, mas… Devido ao horário e à promoção do “bondoso” banco, só pagamos R$ 15 pra ver o filme (R$ 5 cada um) todos nós pagamos meia e nos divertimos pra valer. #ficadica
Where Am I?
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Brechó do Carioca.
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um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más by Luiz Carioca