Porta pichada na Libia com os dizeres: “Não tenha medo do seu opressor“.
abril 12th, 2011 § 0 comments § permalink
dezembro 1st, 2010 § 3 comments § permalink
Daniel Medeiros nascido em São Paulo,começou na arte de rua com a pixaçao. Em 1994 por influência da velha escola do graffiti começou a pintar na rua.
Artista autodidata é conhecido por ter um estilo próprio. Suas principais referências e temas estão relacionados à natureza e psicodelia.
Seja pintando um grande painel ou um pequeno objeto, o artista consegue passar a mesma dramaticidade.
Expôs seus trabalhos na Funarte, MAC, Mube, MIS,33. Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Galeria Jonathan Levinne em Nova York.
setembro 27th, 2010 § 1 comment § permalink
Veja abaixo mais um protesto inteligente contra a palhaçada que é a política brasileira. Esse é de BH, parece que o lixo da política está em todo Brasil mesmo.
É isso que devia passar lá no exterior e não a propaganda do Tiririca. Se você tiver algum vídeo ou foto sobre o assunto, pode enviar que eu divulgo no Brechó. Força pro voto nulo, a Revolução Silenciosa.
agosto 15th, 2010 § 0 comments § permalink
Esse é o tema de uma pesquisa que estou fazendo no curso de filosofia. É uma pesquisa pequena, pois sei que o assunto dá muito pano pra manga.
É comum eu ouvir pessoas me perguntando: você vai pesquisar sobre pichação ou grafite? Minha pesquisa é mesmo sobre pichação como arte. Grafite, pra mim, não tem mais o que se discutir, uma vez que empresas pagam pelo trabalho, existem cursos e o melhor, já entrou no museu. Acredito que o grafite já se consagrou arte, e comercial. Por isso mesmo, vem se tornando o mais novo alvo de pichações.
Grafite e pichação sempre foram aliados. Um não atropelava o outro. Mas quando o grafite começou a ser visto como arte, muita gente se utilizou dele para fugir da pichação. Pessoas pagaram para que grafitassem o seu muro, sendo assim, ele não seria mais pichado. Muito desses grafites, atropelaram várias pichações, começando aí um conflito. Hoje, o grafite aliado é visto com maus olhos pelos pichadores.
Para ambientar melhor o assunto, postei abaixo dois vídeos, um sobre a pichação no Rio de Janeiro, outra sobre a pichação em São Paulo.
Se você souber de algo sobre o assunto, tiver um livro para indicar, ou qualquer dica, por favor, deixe seu comentário.
“Arte como crime. Crime como arte.”
- Hakim Bey
Pichação no Rio – Que o mundo veja
Pichação em SP – Pixo
junho 14th, 2010 § 1 comment § permalink
Ttsss… A Grande Arte da Pixação em São Paulo, Brasil é o nome do livro lançado pela Editora Bispo que conta a história da pixação em São Paulo.
Se quiser, você pode baixar o PDF do livro aqui. Tudo na vida é uma questão de ganhar a senha.
maio 25th, 2010 § 0 comments § permalink
Crixto
ganharam a senha do Cristo
pixaram sua cara, de pedra
um tapa na cara de uma sociedade
que não mostra sua outra face, fascista
por mais que se tape os olhos
a pixação surge na cara dura, do Cristo
é o caos assumido, pixado
assinado embaixo
águas passadas
o Cristo já está de cara lavada
seus valores continuam de pé
mesmo que nos custe caro
a cara à tapa
nas costas do Cristo
o pecado come solto
a arte como crime
o crime come a arte, manha
tudo na vida
é uma questão de ganhar a senha
abril 27th, 2010 § 2 comments § permalink
Um amigo meu me perguntou o que eu achava da pixação no Cristo. Ironicamente respondi: um pecado.
Depois disso, muita gente veio discutir, pois sabem que defendo a pixação como arte. Acredito que esse fato em si, como se trata de ano de eleição, tem muita coisa por trás.
Aqui no Brasil o pessoal apronta mais nas eleições do que no carnaval. A frase pichada (com “ch” porque essa não se tratava de arte) perguntando da tal Engenheira Patrícia e a desculpinha dada pelo detido é de morrer.
No cristo estava pichado: “Onde está a engenheira Patrícia“. E depois de preso, o responsável disse que: “era um alerta sobre as inúmeras pessoas que desaparecem no Brasil“. Ah, vai se fuder né?
Mas voltando à discussão, um outro amigo me fez a seguinte pergunta: “Uma arte continua sendo arte quando degrada outra?” Eu lhe respondi com outra pergunta: “Uma vida continua sendo digna mesmo quando degrada outra?”
Não quero ser radical, mas acho que a partir dessa reflexão é possível entender melhor a pixação.
Acho triste ver a que ponto nossa sociedade chegou. Ter um cartão postal internacional pixado e mesmo assim, muitas pessoas continuarem sem enxergar o que está acontecendo. Continuam vivendo na superficialidade do senso comum do jornal nacional.
Acredito que nessas fotos tenha ficado claro que a pixação é um sintoma de pele de uma sociedade doente.