Nova colagem: Pixo porque quixo
setembro 22nd, 2011 § 0 comments § permalink
Daniel Boleta SP-Brasil
dezembro 1st, 2010 § 3 comments § permalink
Daniel Medeiros nascido em São Paulo,começou na arte de rua com a pixaçao. Em 1994 por influência da velha escola do graffiti começou a pintar na rua.
Artista autodidata é conhecido por ter um estilo próprio. Suas principais referências e temas estão relacionados à natureza e psicodelia.
Seja pintando um grande painel ou um pequeno objeto, o artista consegue passar a mesma dramaticidade.
Expôs seus trabalhos na Funarte, MAC, Mube, MIS,33. Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Galeria Jonathan Levinne em Nova York.
Pixação em exposição :: Caligrafia Mau Dita
julho 13th, 2010 § 0 comments § permalink
Em uma celebração cultural da pixação, também conhecida por “pixo”, o Espaço Matilha Cultural recebe, do dia 13 a 31 de julho, a mostra Caligrafia Mau Dita, dedicada ao trabalho do grupo Os Muito Loucos e convidados da cidade de São Paulo e ABC.
A exposição compreende todo tipo de material gráfico produzido pelo grupo, como esboços caligráficos e folhinhas (peças trocadas entre grupos de pixação para manter viva sua cultura caligráfica). Entre outros destaques do evento, estão o lançamento do documentário Caligrafia Mau Dita, dirigido por Jey (Flávio Ferraz, um dos organizadores da mostra), fotografias de João Wainer e Victor Moriyama e ilustrações de Paulo Ito, artista plástico e ilustrador que aborda o pixo em linguagem de HQ.
Fonte: site da revista Zupi
+Informações:
Exposição: Caligrafia Mau Dita
Data: de 13 a 31 de julho de 2010
Local: Espaço Matilha Cultural
Endereço: R. Rego Freitas, 542, São Paulo
Horário: de terça-feira a sábado, das 12h às 20h
Site: Matilha Cultural
Pixaram o Cristo, que pecado.
abril 27th, 2010 § 2 comments § permalink
Um amigo meu me perguntou o que eu achava da pixação no Cristo. Ironicamente respondi: um pecado.
Depois disso, muita gente veio discutir, pois sabem que defendo a pixação como arte. Acredito que esse fato em si, como se trata de ano de eleição, tem muita coisa por trás.
Aqui no Brasil o pessoal apronta mais nas eleições do que no carnaval. A frase pichada (com “ch” porque essa não se tratava de arte) perguntando da tal Engenheira Patrícia e a desculpinha dada pelo detido é de morrer.
No cristo estava pichado: “Onde está a engenheira Patrícia“. E depois de preso, o responsável disse que: “era um alerta sobre as inúmeras pessoas que desaparecem no Brasil“. Ah, vai se fuder né?
Mas voltando à discussão, um outro amigo me fez a seguinte pergunta: “Uma arte continua sendo arte quando degrada outra?” Eu lhe respondi com outra pergunta: “Uma vida continua sendo digna mesmo quando degrada outra?”
Não quero ser radical, mas acho que a partir dessa reflexão é possível entender melhor a pixação.
Acho triste ver a que ponto nossa sociedade chegou. Ter um cartão postal internacional pixado e mesmo assim, muitas pessoas continuarem sem enxergar o que está acontecendo. Continuam vivendo na superficialidade do senso comum do jornal nacional.
Acredito que nessas fotos tenha ficado claro que a pixação é um sintoma de pele de uma sociedade doente.
O que a Pixação tem em comum com a Caligrafia Árabe
abril 14th, 2010 § 5 comments § permalink
Pixação, com “x” é a pichação arte, diferente das pichações de antes dos anos 80, que eram políticas ou de bandas Punks e Heavy Metal. Você deve estar se perguntando: ARTE? Calma, eu vou chegar lá.
A Caligrafia Árabe, durante muito tempo foi uma das únicas representações artísticas permitidas pelo Islã. Segundo uma revelação trazida por Maomé, era proibida qualquer representação gráfica realista. A partir daí, todo poder criativo do povo árabe se voltou para a caligrafia, tornando-a uma obra de arte indiscutível. Da opressão nasceu a arte.
(isso estampado num muro, seria vandalismo?)
A pichação nasceu com protestos políticos, durante os anos 80 estampou nomes de bandas. Seu visual é inspirado nas runas. Exatamente a partir desses anos, a população brasileira praticamente dobrou, as cidades ficaram maiores e muitas pessoas foram excluídas.
Nascem as favelas, a periferia e toda as comunidades que passam a viver como refugiados dentro do seu próprio país. É nessa comunidade que vivem os pixadores. Muitas vezes barrados na porta de shoppings, lojas ou de bancos, a maneira que eles encontram de “marcarem presença” é através do pixo.
A caligrafia evoluiu, existe uma gama de estilos. E assim como a caligrafia árabe, a pixação nasceu da opressão.
Você pode continuar considerando pixação vandalismo, mas como diria Hakim Bey, é a arte como crime e o crime como arte. O pixo é uma arte de protesto. Você acha que a pixação deixa a cidade feia? E o esgoto a céu aberto? As favelas? As escolas sucateadas, abandonadas pelo governo? As ruas sem pavimentação e sem iluminação das periferias? Isso você acha bonito?
Como diria Choque (pixador): “a pixação surge como uma doença de pele na cidade, que põe entranhas pra fora. Compreendendo a pixação, a sociedade estará compreendendo ela própria, pois toda manifestação artística é reflexo direto dos acontecimentos e valores da sua época. Olhar para a pixação é olhar pra dentro de si próprio, e com certeza, você verá muitas coisas que não irão agradar.”
“A sociedade que nos critica é a mesma que nos educa”
(pixado em um muro de SP)


















