Colagem :: Majestade 1%

novembro 4th, 2011 § 0 comments § permalink

Você acredita na nossa democracia?

outubro 13th, 2011 § 0 comments § permalink

A ilusão do sufrágio universal
Mikhail Bakunin

Os homens acreditavam que o estabelecimento do sufrágio universal garantia a liberdade dos povos. Mas infelizmente esta era uma grande ilusão e a compreensão da ilusão, em muitos lugares, levou à queda e à desmoralização do partido radical. Os radicais não queriam enganar o povo, pelo menos assim asseguram as obras liberais, mas neste caso eles próprios foram enganados.

Eles estavam firmemente convencidos quando prometeram ao povo a liberdade através do sufrágio universal. Inspirados por essa convicção, eles puderam sublevar as massas e derrubar os governos aristocráticos estabelecidos. Hoje depois de aprender com a experiência, e com a política do poder, os radicais perderam a fé em si mesmos e em seus princípios derrotados e corruptos. Mas tudo parecia tão natural e tão simples: uma vez que os poderes legislativo e executivo emanavam diretamente de uma eleição popular, não se tornariam a pura expressão da vontade popular e não produziriam a liberdade e o bem estar entre a população?

Toda decepção com o sistema representativo está na ilusão de que um governo e uma legislação surgidos de uma eleição popular deve e pode representar a verdadeira vontade do povo. Instintiva e inevitavelmente, o povo espera duas coisas: a maior prosperidade possível combinada com a maior liberdade de movimento e de ação. Isto significa a melhor organização dos interesses econômicos populares, e a completa ausência de qualquer organização política ou de poder, já que toda organização política se destina à negação da liberdade. Estes são os desejos básicos do povo. Os instintos dos governantes, sejam legisladores ou executores das leis, são diametricamente opostos por estarem numa posição excepcional.

Por mais democráticos que sejam seus sentimentos e suas intenções, atingida uma certa elevação de posto, vêem a sociedade da mesma forma que um professor vê seus alunos, e entre o professor e os alunos não há igualdade. De um lado, há o sentimento de superioridade, inevitavelmente provocado pela posição de superioridade que decorre da superioridade do professor, exercite ele o poder legislativo ou executivo. Quem fala de poder político, fala de dominação. Quando existe dominação, uma grande parcela da sociedade é dominada e os que são dominados geralmente detestam os que dominam, enquanto estes não têm outra escolha, a não ser subjugar e oprimir aqueles que dominam.

Esta é a eterna história do saber, desde que o poder surgiu no mundo. Isto é, o que também explica como e porque os democratas mais radicais, os rebeldes mais violentos se tornam os conservadores mais cautelosos assim que obtêm o poder. Tais retratações são geralmente consideradas atos de traição, mas isto é um erro. A causa principal é apenas a mudança de posição e, portanto, de perspectiva.

Na Suíça, assim como em outros lugares, a classe governante é completamente diferente e separada da massa dos governados. Aqui, apesar da constituição política ser igualitária, é a burguesia que governa, e é o povo, operários e camponeses, que obedecem suas leis. O povo não tem tempo livre ou educação necessária para se ocupar do governo. Já que a burguesia tem ambos, ela tem de ato, se não por direito, privilégio exclusivo. Portanto, na Suíça, como em outros países a igualdade política é apenas uma ficção pueril, uma mentira.

Separada como está do povo, por circunstâncias sociais e econômicas, como pode a burguesia expressar, nas leis e no governo, os sentimentos, as idéias, e a vontade do povo? É possível, e a experiência diária prova isto. Na legislação e no governo, a burguesia é dirigida principalmente por seus próprios interesses e preconceitos, sem levar em conta os interesses do povo.

É verdade que todos os nossos legisladores, assim como todos os membros dos governos cantonais são eleitos, direta ou indiretamente, pelo povo. É verdade que, em dia de eleição, mesmo a burguesia mais orgulhosa, se tiver ambição política, deve curvar-se diante de sua Majestade, a Soberania Popular. Mas, terminada a eleição, o povo volta ao trabalho, e a burguesia, a seus lucrativos negócios e às intrigas políticas. Não se encontram e não se reconhecem mais.

Como se pode esperar que o povo, oprimido pelo trabalho e ignorante da maioria dos problemas, supervisione as ações de seus representantes? Na realidade, o controle exercido pelos eleitores aos seus representantes eleitos é pura ficção, já que no sistema representativo, o controle popular é apenas uma garantia da liberdade do povo, é evidente que tal liberdade não é mais do que ficção.

O dia em que a educação deixou de ser unanimidade.

agosto 11th, 2011 § 0 comments § permalink

Não sei quando foi esse dia. Talvez em maio de 68, quando eu nem estava vivo, ou mesmo antes.

Se você perguntar para os pais, o mais importante para eles é a educação e a saúde de seus filhos. Mas como explicar uma manifestação em prol da educação que termina em confronto com a polícia?

No Chile, acabamos de ver uma passeata com 60 mil pessoas pedindo educação e levando paulada da polícia. No Brasil não seria diferente. Parece que a prioridade dos governos é mesmo a repressão, a conquista e a manutenção do poder. Seja um governo de esquerda ou direita, parece que todos eles deixam a educação de lado.

O mais incrível é que as pessoas estão tão condicionadas com esse controle que ao ver a foto abaixo logo pensa: menino terrorista. Acorde: é apenas uma criança com o rosto coberto pedindo educação. Os terroristas, armados, estão do outro lado, todos uniformizados.

CURIOSIDADE SOBRE O TERRORISMO

Você sabia que o significado de terrorismo, segundo dicionários, é ações violentas contra um governo ou estado? Então, por mais que esse estado seja tirano e mate pessoas, ele jamais será terrorista segundo o santo significado dos dicionários, que inclusive é utilizado pelos telejornais do mundo todo. Quem xinga um presidente no Twitter pode ser considerado terrosita, quem mata cidadãos não. Essa é a lógica do Estado.

Dica de filme: Persépolis

julho 30th, 2011 § 1 comment § permalink

No começo achei se tratar daqueles filmes arte que só o diretor entende. Eu estava totalmente errado. A animação é ótima, te prende cada segundo da história.

Persépolis tem a favor do seu roteiro toda a história política recente do Irã, a Guerra Irã-Iraque, etc. A animação dá o tom poético pra história. No final, eu estava boquiaberto, vendo as letrinhas do crédito subindo e sem acreditar no que acabava de ver.

O filme é ótimo, sensacional. Se você gosta de conhecer o que acontece no mundo e tem pelo menos um grama de sensibilidade, vai adorar. Esse é daqueles filmes que quando você acaba de assistir quer que todos à sua volta assistam também.

Link para download do Filme – Persepolis – http://t.co/B2egCeZ (valeu pela contribuição nos comentários Rogério).

 

Isso sim é campanha política.

junho 30th, 2011 § 0 comments § permalink

Em Jaraguá do Sul-SC foram colados outdoors contra o aumento do número de vereadores na câmara. Sensacional a ideia, devia ser uma campanha nacional.

Grécia: 48 nas ruas

junho 29th, 2011 § 0 comments § permalink

A população da Grécia se organizou. Está exigindo Democracia Direta Já. Não tem nada a ver com o movimento Diretas Já que existiu no Brasil, o que eles querem é a anarquia. Onde o povo vota o futuro do seu país, onde será aplicado o seu dinheiro, o que será feito com o futuro dos seus filhos.

Eles cansaram de representantes políticos incompetentes e corruptos, por isso, foram às ruas. O filme é emocionante, vai contra tudo que o Jornal Nacional e o discurso dos políticos brasileiros nos leva a crer. Sim, a anarquia é possível. Mais do que isso, parece que ela está se tornando necessária.

O que se passa na Grécia? Dizem que 70 a 80% da população é contra os pacotes propostos/impostos pelo FMI. Estes pacotes são os mesmos que foram implantados na América Latina nas décadas de 60 e 70. A diferença é que aqui, os pacotes foram implantados em ditaduras, lá eles querem implantá-los numa democracia. A luta vai ser boa.

 

Que país? Brasil é time de futebol.

junho 22nd, 2011 § 0 comments § permalink

A revolta é antiga. Esse vídeo é de 1989. O cidadão nos fala um pouco sobre o cocô do Sarney e Fernandinho Collor do pó. Dentre as pérolas eu marquei essas: “o patriotismo é o último refúgio do canalha“, “que crise, aqui nunca teve crise, mas sempre teve roubo“.

Vale a pena ver.

Aproveite pra pensar. Vote nulo na próxima eleição.

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