Em seu primeiro protesto, Alana entrega troféu de empresa manipuladora para Mattel

dezembro 4th, 2011 § 0 comments § permalink

O Instituto Alana fez o 1º protesto do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. Eles foram para a porta da sede da Mattel, em São Paulo, entregar o troféu de “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011” e questionaram a quantidade alarmante de publicidade da empresa direcionada ao público infantil: foram aproximadamente 8.900 comerciais veiculados em 15 canais, nos 15 dias que antecederam o Dia das Crianças.

O dado é um dos resultados da pesquisa inédita “Monitoramento da publicidade de produtos e serviços destinada a crianças”, realizada entre 27 de setembro e 11 de outubro pelo Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana.

A empresa campeã foi a Mattel, com 50% de publicidade a mais que a segunda colocada, a fabricante Hasbro, que anunciou cerca de 6 mil vezes para crianças no período.

Embora as marcas de brinquedos tenham sido as mais anunciadas nos dias monitorados, o direcionamento de publicidade para o público menor de 12 anos não se limita a produtos infantis. O levantamento identificou que, entre todas as publicidades veiculadas no período, a criança foi alvo de 64% dos anúncios.

Veja os principais dados da pesquisa:

Nas semanas que antecederam o Dia das Crianças o mercado não perdeu tempo em dizer para os pequenos os que eles devem comprar e usar. Estamos pertinho do Natal e haverá um novo bombardeio de publicidade…

Hoje as crianças são um alvo preferencial dos apelos para o consumo. São elas que passam a maior parte do tempo em frente às tevês – em média mais de cinco horas por dia, segundo último levantamento do Ibope, de 2010. Também já se sabe que os pequenos participam do processo decisório de 80% das compras da casa, de acordo com pesquisa da Interscience, de 2003. Mas anunciar para esse público não é ético.

Estudos em todo o mundo mostram que não há vantagem para o desenvolvimento infantil expor crianças a apelos comerciais. Existe, sim, um consenso de que esses apelos têm um impacto relevante em problemas recorrentes da sociedade atual, como a obesidade infantil, o consumo precoce de álcool, a adultização da infância e a diminuição das brincadeiras criativas. Fora o tal do estresse que os pais passam a cada cabo de guerra que travam com os filhos para explicar que é impossível ter tudo o que se quer.

Leia a pesquisa na íntegra

Leia a carta do Projeto Criança e Consumo enviada à Mattel

Veja o vídeo do protesto

 

Publicidade infantil não!

outubro 11th, 2011 § 0 comments § permalink

Publicidade Infantil Não! Por um Dia das Crianças mais feliz! Olha que infeliz esta propaganda sobre um seminário sobre marketing e propaganda voltados para o público infantil. Os publicitários e marketeiros perderam mais uma ótima oportunidade de tentar descobrir novas alternativas para uma sociedade menos problemática, pois prefiriram trocá-la pelo lucro rápido e fácil.

Com a publicidade infantil o cérebro da criança é bombardeado de informações inúteis em pleno desenvolvimento cogniscente. Isso atrapalha não só o desenvolvimento da criança. Basta lembrar que ela pode amanhã estar num carro ao lado do seu no trânsito, na universidade com o seu filho, pode ser o namorado da sua filha e ter sérios problemas para lidar com frustrações, etc.

Apoie essa causa. Diga não à publicidade infantil.

Publicidade sem-noção

agosto 2nd, 2011 § 1 comment § permalink

O que um publicitário não faz pra ganhar um prêmio e tirar fotos em cima de um palco? Chega a ser vergonhoso.

Olha essa campanha da agência MOMA de São Paulo. Ela fez uma campanha fantasma pra ganhar prêmio em Cannes. Não sou moralista, mas dá pra ver o apelo pedófilo da campanha, enquanto os objetivos de marketing passam longe. Aposto que a besta que criou isso achou que estava sendo ousado. Mas acabou descobrindo que estava sendo apenas babaca.

O pior é que a campanha ganhou bronze em Cannes… que porra de juri é esse? Nasceram de chocadeira e foram amamentados com Coca-Zero? Depois os Joselitos Sem-Noção do juri perceberam a cagada. Tiraram o prêmio e suspenderam os responsáveis pela campanha, que não poderão concorrer ao prêmio no ano que vem.

Fico pensando, é esse tipo de gente que defende a publicidade infantil. Que argumento válido um animal racional desse pode nos dar?

Isso sim é campanha política.

junho 30th, 2011 § 0 comments § permalink

Em Jaraguá do Sul-SC foram colados outdoors contra o aumento do número de vereadores na câmara. Sensacional a ideia, devia ser uma campanha nacional.

Grandes Marcas: Recordar é viver

janeiro 19th, 2011 § 0 comments § permalink

Do tempo em que as crianças eram felizes.

E de quando os médicos não assistiam House.

Depois de ver essa propaganda dos médicos fumando dá pra desconfiar bastante desses comerciais onde médicos e dentistas nos recomendam um monte de produtos como: enxaguante bucal, repelentes, alimentos, sabonetes e pastas de dentes.

Quando eu era criança, existiam os enxaguantes bucais com álcool. Sempre fizeram bem pra higiene bucal, segundo os especialistas em odontologia. Mas hoje, depois de lançados os sem álcool, eles começaram a fazer mal pra minha saúde. Estranho, não?

E você, ainda acredita que a Coca-Zero faz bem pra sua saúde?

Alex Bogusky defende o fim da publicidade para o público infantil – ‘Não é justo’ com as crianças

julho 15th, 2010 § 0 comments § permalink

Eu já era fã do trabalho dele, agora passei a admirar também as atitudes e ideias do Bogusky. Encontrei esse post no Criança & Mídia e o reproduzo aqui na íntegra, vale a pena lê-lo.

Alex Bogusky, sócio fundador da agência Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial esta semana ao anunciar sua saída da publicidade e seu objetivo de “participar da revoluçao cultural que está acontecendo em sua maior parte fora da publicidade“. Na semana anterior, no entanto, durante o Festival de Publicidade de Cannes, Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Bogusky argumenta que as crianças não estão prontas para lidar com a publicidade em função do estágio de desenvolvimento em que estão. “Seus cérebros são fundamentalmente diferente (dos adultos), a principal diferença é que o desenvolvimento do lado direito do cérebro não começa realmente antes dos 12. Isso é importante porque sem o lado direito envolvido, todas as decisões e conceitos são muito ou preto ou branco“, descreve. As crianças dividem as coisas entre boas e ruins, diz ele, não entendem o cinza, e por isso não estão equipadas para entender a publicidade da mesma maneira que um adulto.

Segue imaginando o que aconteceria se a publicidade para crianças simplesmente acabasse. Sugere que o relacionamento entre pais e filhos melhoraria, já que não haveria mais a publicidade levando as crianças a fazer pressão para os pais comprarem isso ou aquilo. “Mais de 10% das crianças de 12 a 13 anos admitem pedir mais de 50 vezes aos seus pais para comprarem produtos que viram em anunciados. Só isso já basta para fazer todos os pais assinarem uma petição“. Bogusky acredita também que sem a publicidade, as crianças melhoraria sua auto-estima. “Mais da metade das crianças pesquisadas (53%) disseram que comprar certos produtos fazem com que elas se sintam melhor sobre si mesmas“, diz.

E o que aconteceria com, por exemplo, os canais de TV para crianças? Cartoon e Nickelodeon desapareceriam, imagina Bogusky. A garotada lamentaria, mas conseguiria conviver com isso. “As crianças seriam forçadas a levantar do sofá e pensar em novas maneiras de se divertir. Algumas dessas brincadeiras poderiam até mesmo incluir atividade física“, propõe, sem esquecer que o computador e os videogames também seriam uma opção (“pelo menos têm um pouco de interação”).

E o mercado publicitário, como fica? O dinheiro destinado a publicidade para crianças não some, ele migra para outras ações, prevê. Mas para quem tem negócio especializado em publicidade para crianças, Bogusky avisa – “seu negócio será uma baixa”. Segundo ele, uma estimativa moderada de quanto o marketing para crianças movimenta chega a US$ 15 bilhões por ano. “É chocante descobrir que isso é 250% mais do que era em 1992. Para mim, esses números são assustadores”. Cita os países europeus onde a publicidade para o público infantil foi proibida, em especial a Suécia, que tomou a decisão por considerar que anunciar para elas “não é justo” em função do estágio de desenvolvimento do cérebro. “Eu concordo”, diz ele.

Bogusky passa pela questão da ética vs lucro e sugere que seria mais interessante para os lobistas da indústria do fast food defenderem a proibição da publicidade para crianças. Afinal, se for criada uma legislação nesse sentido, a indústria do fast food ganharia em imagem por estar “do lado certo” da questão. “Talvez nosso próprio mercado (publicitário) possa fazer lobby para isso. Deus sabe que os publicitários precisam aparecer positivamente na mídia“, ironiza.

A proposta final de Bogusky é transformar em índice a maneira como as empresas lidam com a ética e o uso equilibrado da publicidade. Já que as companhia são avaliadas por seus impactos na saúde, sustentabilidade, ética no tratamento dos funcionários e até dos animais, por que não serem avaliadas também por sua ética em relação às crianças. “Qual sua pontuação na prática ética e justa da publicidade? Isso pode ser mensurado e quantificado e pode se tornar parte da decisão de compra. Não apenas para quem tem filhos, mas para todos os consumidores”, defende.

Publicitário premiado, Bogusky encerra seu post afirmando que ganhar troféu por deixar de anunciar para crianças seria uma maneira de levar o mercado a defender essa idéia. “Minha esperança para o prêmio Cannes Crystal 2011 é que alguma agência trabalhe junto ao seu cliente para encerrar toda a publicidade para crianças e leve para casa o Cannes Crystal Grand Prix Lion em seu ano de estréia. E isso seria o fim da questão. Porque assim que passar a existir um prêmio para isso, todos nós publicitários estaremos brigando por ele“.

Se Chico Buarque fosse publicitário

março 10th, 2010 § 2 comments § permalink

Desconstrução

Criou daquela vez como se fosse a última.
Fez cada job seu como se fosse o único.
Pensou o dia inteiro e ficou o máximo.
Mandou pro atendimento num e-mail tímido.

Teve que refazer como se fosse máquina.
A campanha reprovada com argumentos sórdidos.
Criou mais uma vez outros roteiros mágicos.
Esperou aprovação como se fosse lógico.

O cliente não gostou e aconteceu o trágico:
pediu pra refazer como se fosse um príncipe.
Tentou reagir mas se sentiu estático.
Pensou mais uma vez no concurso público.

E virou a noite inteira parecendo um bêbado.
Comeu pizza de novo e ficou mais flácido.
Bebeu a noite inteira cafezinhos básicos.
Saiu de manhazinha se sentindo estúpido.
E ainda teve que voltar pra terminar no sábado.

Vi no PropagandaMT

E aí, alguém se propõe gravá-la?

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