Pra quem curte design e liberdade

abril 14th, 2011 § 0 comments § permalink

Uma aula sobre anarquia com o Egito

fevereiro 14th, 2011 § 0 comments § permalink

É lógico que você não ouvirá a mídia falar em anarquia em momento nenhum numa revolução bem-sucedida, mas o Egito mostrou com exemplos práticos alguns pensamentos anarquistas.

Ação direta: a política está nas ruas. No caso, começou com manifestações pacíficas, porém sem medo de repressões. Foi indo às ruas que o povo egípcio começou sua revolução;

Auto-defesa: embora o movimento tenha tido um grande caráter pacífico, o povo mostrou que sabia se defender quando preciso e que tinha determinação o bastante para isso;

Objetivos definidos pelo povo: os egípcios tinham objetivos claros, sabiam muito bem o que queriam, não buscavam negociações com políticos ou partidos. Essa é uma característica forte da autogestão;

Autogestão: em momento nenhum foi declarado um líder. O povo sabe o que é melhor para ele. Seguia sua vontade, sem obedecer líderes ou lideranças, inclusive para derrubar um líder que não atendia o povo;

Isso sem falar em revolução permanente entre outros conceitos anarquistas.

Você só ouvirá o termo anarquia para definir o caos, e não para definir uma manifestação legítima de um povo oprimido. Isso sim é anarquia, é fazer a revolução sem precisar de partidos ou líderes. Mais do que bagunça, é colocar ordem na casa, colocando para fora corruptos como Mubarack.

Uma pena agora eles terem que eleger um líder pelas ditas “eleições democráticas”. E você, ainda acha que anarquia é bagunça?

Saúde e anarquia para o povo do Egito.

@Ghonim, um dos envolvidos e preso pelas forças de Mubarak, deixou um ótimo recado para as nações do ocidente. no seu Twitter Foi algo do tipo: Vocês sabiam da opressão e não fizeram nada. Agora que conseguimos a liberdade, não venham nos dizer o que fazer. Agora não precisamos de vocês.

Imagens do Flickr de Guebara, veja aqui.

Revolução 2.0

fevereiro 10th, 2011 § 0 comments § permalink

Texto de @thaisbueno

Eu olho agora as notícias sobre a crise que abate o Egito e penso no papel da internet nisso tudo. Até alguns dias eu não tinha uma ideia tão clara disso, mas agora, após Wael Ghonim ser solto pelos policiais, não há mais dúvidas de que se trata mesmo de uma revolução da internet, algo que nunca havia acontecido antes. Sempre acreditei que essas redes sociais têm um grande poder de mobilizar pessoas, mas eu nunca achava que isso tivesse outros resultados práticos se não o de gerar porcarias. Mas vendo os últimos acontecimentos do Egito, acompanhando a história de Ghonim, ele próprio diretor da Google, minha concepção de redes sociais mudou radicalmente.

Ghonim é diretor de marketing da Google no Oriente Médio e, via redes sociais, ele e seu grupo conseguiram a mobilização de milhares de pessoas para o primeiro grande levante popular contra o governo egípcio, no 25 de Janeiro. Agora, após ser preso por 12 dias e ser libertado, ele concede entrevistas emocionantes, fortes e dá um novo fôlego ao movimento. E diz que esta é uma revolução da internet, sem líderes, mas com muitos heróis.

O final da entrevista é de arrepiar: “… várias vezes eles [policiais] simplesmente atiraram nas pessoas. Eles ficavam sobre a ponte e atiravam nas pessoas que estavam sob ela. Isso é um crime. Este presidente deve renunciar, porque isso é um crime. E eu posso te dizer, (…) tenho muito a perder nesta vida (…), eu trabalho na melhor empresa para se trabalhar no mundo, eu tinha a melhor esposa e eu amo meus filhos, mas estou disposto a perder tudo isso para que meu sonho se torne realidade e para que ninguém vá contra o nosso desejo. Ninguém! E estou dizendo isso para Omar Suleiman. Ele vai assistir a esta entrevista. Você não vai nos deter. Sequestre-me. Sequestre todos os meus colegas. Coloque-nos na cadeia. Mate-nos. Faça o que quiser. Nós vamos ter nosso país de volta. Vocês têm ferrado com este país durante 30 anos. Já basta. Já basta. Já basta”.

retirei do blog Cupa Coffee

Maio de 68

setembro 29th, 2009 § 0 comments § permalink

Os muros só deveriam existir para as reivindicações graffitadas do povo

- Manoel Affonso de Mello

maio_68

A anarquia sou eu.
É proibido proibir.
Antes de escrever, aprenda a pensar.
A ação não deve ser uma reação, mas uma criação.
Fim da liberdade aos inimigos da liberdade.
As armas da crítica passam pela crítica das armas.
O sonho é realidade.
A barricada fecha a rua, mas abre a via.
Abram as janelas dos seus corações.
As paredes tem ouvidos. Seus ouvidos tem paredes.
A liberdade do outro estende a minha ao infinito.
O agressor não é aquele que se revolta, mas aquele que reprime.
A imaginação toma o poder.
O estado é cada um de nós.
A novidade é revolucionária, a verdade também.
A poesia está na rua.
A palavra é um coquetel molotov.
Camaradas, o amor também se faz na faculdade de ciências.
Ainda não acabou.

Estréia: Che 2 – A Guerrilha

setembro 18th, 2009 § 1 comment § permalink

Agora, se passa na Bolívia. Quando Che Guevara tentava levar a revolução a toda América Latina. Independente de visão política eu gostei e recomendo o primeiro filme. Primeiro porque dá uma quebrada no mito CHE, que no fundo é apenas um idealista que acreditava e realizou parte do seu sonho.

camilo-cienfuegos-PBSegundo porque mostrou um pouco mais dos outros envolvidos na revolução. Mostrou Camilo Cienfuegos, um anarquista quase tão popular ou mais do que Che durante a revolução. Ele morreu de forma misteriosa um ano após a revolução, seu avião desapareceu. Dizem que foi traição do governo comunista. Pra quem não sabe, anarquismo e comunismo não é a mesma coisa.

Pretendo assistir a segunda parte. Gosto de histórias assim. Onde o foco não fica nos aviões, no sangue e nas mortes, mas sim nas histórias e fatos de uma dura realidade. Pra inspirar, veja abaixo o discurso de Che Guevara na ONU.

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