A arte vai salvar o mundo

janeiro 9th, 2012 § 0 comments § permalink

Os Escafandristas – Cifrões, Padrões e Exceções

Documentário que discute os padrões da sociedade a partir da visão de artistas independentes.

São depoimentos de profissionais das mais variadas áreas de atuação dentro da arte que, de alguma forma, usam seus trabalhos para denunciar a falsa grandeza das verdades absolutas e do medo de se fazer escolhas diferentes na vida. Num mundo onde a liberdade é caçada por cifrões e padrões, os personagens surgem como a exceção que procura enxergar um mundo novo com possibilidades ofuscadas pela superfície do comum.

Como disse Nietzsche: os que dançavam foram considerados loucos por aqueles que não conseguiam ouvir a música.

Gostei muito da frase do Tenente: o cachorro é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro. Pura filosofia de buteco, mas muito divertida.

 

Arte e liberdade: Eduardo Marinho

setembro 21st, 2011 § 1 comment § permalink

Com a palavra o artista Eduardo Marinho.

Recebi esses vídeos de um amigo e só depois de pesquisar mais a respeito do Eduardo Marinho descobri que ele é quem doou uma imagem para a capa de um dos livros da Biblioteca Virtual da Editora Faísca.

Sem se conhecer pessoalmente, acabamos trabalhando juntos em um projeto  colaborativo bem maneiro. Isso é Anarquia. Teve muito mais gente envolvida, projetos assim deviam acontecer mais vezes. Baixe grátis os livros.

O que a Pixação tem em comum com a Caligrafia Árabe

abril 14th, 2010 § 5 comments § permalink

Pixação, com “x” é a pichação arte, diferente das pichações de antes dos anos 80, que eram políticas ou de bandas Punks e Heavy Metal. Você deve estar se perguntando: ARTE? Calma, eu vou chegar lá.

A Caligrafia Árabe, durante muito tempo foi uma das únicas representações artísticas permitidas pelo Islã. Segundo uma revelação trazida por Maomé, era proibida qualquer representação gráfica realista. A partir daí, todo poder criativo do povo árabe se voltou para a caligrafia, tornando-a uma obra de arte indiscutível. Da opressão nasceu a arte.

(isso estampado num muro, seria vandalismo?)

A pichação nasceu com protestos políticos, durante os anos 80 estampou nomes de bandas. Seu visual é inspirado nas runas. Exatamente a partir desses anos, a população brasileira praticamente  dobrou, as cidades ficaram maiores e muitas pessoas foram excluídas.

Nascem as favelas, a periferia e toda as comunidades que passam a viver como refugiados dentro do seu próprio país. É nessa comunidade que vivem os pixadores. Muitas vezes barrados na porta de shoppings, lojas ou de bancos, a maneira que eles encontram de “marcarem presença” é através do pixo.

A caligrafia evoluiu, existe uma gama de estilos. E assim como a caligrafia árabe, a pixação nasceu da opressão.

Você pode continuar considerando pixação vandalismo, mas como diria Hakim  Bey, é a arte como crime e o crime como arte. O pixo é uma arte de protesto. Você acha que a pixação deixa a cidade feia? E o esgoto a céu aberto? As favelas? As escolas sucateadas, abandonadas pelo governo? As ruas sem pavimentação e sem iluminação das periferias? Isso você acha bonito?

Como diria Choque (pixador):a pixação surge como uma doença de pele na cidade, que põe entranhas pra fora. Compreendendo a pixação, a sociedade estará compreendendo ela própria, pois toda manifestação artística é reflexo direto dos acontecimentos e valores da sua época. Olhar para a pixação é olhar pra dentro de si próprio, e com certeza, você verá muitas coisas que não irão agradar.

“A sociedade que nos critica é a mesma que nos educa”

(pixado em um muro de SP)

Filhos de João Ninguém

março 18th, 2010 § 3 comments § permalink

A poesia ainda é rascunho, mas me veio à cabeça quando vi essas fotos.

Vende-se

o problema todo teve início num rim
a cirurgia foi bem sucedida
a recuperação foi rápida
no dia seguinte, enfim
João pagou as contas

voltou ao trabalho
mas as contas o alcançaram
João vendeu suas mãos, suas pernas
e suas costas largas

os pulmões ele já havia entregue a um raro prazer
de uma tosse que o acompanhava toda noite
nas poucas horas de sono

vendeu seu coração
sob a camisa suada
a logomarca do peito, desbotou
e ele nunca ganhou uma camisa nova
Ah João! Nada é de graça nessa vida

João está na cama
suas pernas se foram
a cabeça também
está sem dentes, sem sorriso, sem graça
mas seus filhos estão por aí, são gente boa
e barata

Bichos urbanos

fevereiro 25th, 2010 § 0 comments § permalink

Graffiti em Paris.

Related Posts with Thumbnails

Where Am I?

You are currently browsing entries tagged with rua at Brechó do Carioca.

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline